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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Confronto entre blocos militares: “Tríplice Aliança” Eurosiática. A Importância Estratégica do Irã para a Rússia e China.

 

       Apesar de diferenças e rivalidades entre Moscou e Teerã em alguns assuntos, os laços entre os dois países, com base em interesses comuns, têm evoluído significativamente. Tanto a Rússia e quanto o Irã são dois importantes exportadores de energia, eles têm interesses enraizados no Sul do Cáucaso. Ambos são firmemente contrários ao escudo antimísseis da OTAN, que visa a prevenção dos EUA e UE sobre o controle dos corredores energéticos em torno da bacia do Mar Cáspio.

       Os laços bilaterais entre Moscou e Teerã também são parte de uma aliança mais ampla e sobreposição envolvendo Armênia, Tadjiquistão, Bielo-russia, Síria e Venezuela. No entanto, acima de tudo, ambas as Repúblicas são também dois dos principais alvos geo-estratégicos de Washington. 
 
 A Tríplice Aliança Euroasiática:. A Importância Estratégica do Irã para a Rússia e China.

Presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã e Dmitry A. Medvedev Presidente da Rússia, durante uma reunião bilateral em Dushabe, Tajiquistão. A reunião bilateral iraniano-russa foi realizada à margem de uma cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em 28 de agosto de 2008.Presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã e Dmitry A. Medvedev Presidente da Rússia, durante uma reunião bilateral em Dushabe, Tajiquistão. A reunião bilateral iraniano-russa foi realizada à margem de uma cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em 28 de agosto de 2008.

      China, Federação Russa, e Irã são amplamente considerados como aliados e parceiros. Juntas a Federação Russa, República Popular da China, e a República Islâmica do Irã formam uma barreira estratégica contra o expansionismo dos  EUA. Os três países formam uma "tríplice aliança", que constitui o núcleo de uma coalizão Euroasiática dirigida contra a invasão dos EUA à Eurasia e sua busca pela hegemonia global. Enquanto que a China enfrenta a invasão dos EUA vinda do Leste da Ásia e do Pacífico, Irã e Rússia, respectivamente confrontam a  coalizão liderada pelos EUA no Sudoeste da Ásia e na Europa Oriental.

      Os três países são ameaçados na Ásia Central e estão desconfiados com a presença militar dos EUA e da OTAN no Afeganistão. O Irã pode ser caracterizado como um pivô geoestratégico. A equação geopolítica na Eurásia muito depende da estrutura de alianças políticas do Irã. Numa hipótese de o Irã se tornar um aliado dos Estados Unidos, isso iria prejudicar gravemente ou até mesmo desestabilizar a Rússia e a China. Isto também diz respeito às conexões etno-culturais, lingüísticas, econômicas, religiosas e geopolíticas do Irã com o Cáucaso e a Ásia Central. Além disso, à medida em que as estruturas de alianças políticas fossem mudando em favor dos EUA, o Irã poderia também se tornar o maior canal para a influência dos EUA e sua expansão no Cáucaso e na Ásia Central.

      Isso tem a ver com o fato de que o Irã é a porta de entrada suave pelo sul da Rússia e próximo, do Cáucaso e da Ásia Central. Em tal cenário, a Rússia como um corredor energético seria enfraquecida no momento em que Washington "desbloquearia" o potencial do Irã como um corredor de energia primária para a bacia do Mar Cáspio, o que implica de fato o controle geopolítico dos EUA sobre as rotas de oleodutos iranianos.

     A este respeito, parte do sucesso da Rússia como uma rota de trânsito de energia foi devido aos esforços dos EUA para enfraquecer o Irã, impedindo o trânsito de energia através do território iraniano. Se o Irã fizesse uma "mudança de campo" e entrasse na esfera de influência dos EUA, a economia e a segurança nacional  chinesa também seriam mantidas como reféns por duas razões. A segurança energética chinesa estaria ameaçada diretamente, pois as reservas de energia do Irã não seriam mais seguras e estariam sujeitas aos propósitos geopolíticos dos EUA. Além disso, a Ásia Central também poderia reorientar sua órbita e Washington poderia abrir um canal direto e forçado dos mares abertos através do Irã.

O Ministro das Relações Exteriores iraniano Ali Akbar Salehi e o ministro das Relações Exteriores russo Sergey V. Lavrov em Moscou juntos discutindo passo-a-passo a proposta nuclear da Rússia. 
O Ministro das Relações Exteriores iraniano Ali Akbar Salehi e o ministro das Relações Exteriores russo Sergey V. Lavrov em Moscou juntos discutindo passo-a-passo a proposta nuclear da Rússia.

      Assim, tanto a Rússia quanto a China querem uma aliança estratégica com o Irã como um meio de blindá-lo da invasão geopolítica dos Estados Unidos. “A fortaleza Eurasia” seria deixada exposta sem o Irã. É por isso que nem a Rússia nem a China poderia aceitar uma guerra contra o Irã. Se Washington transformasse o Irã em um cliente, então, a Rússia e a China estariam sob ameaça.

Leitura incorreta do suporte da China e da Rússia às sanções do Conselho de Segurança da ONU

      Existe uma leitura muito errada do apoio russo e chinês a Teerã mediante as sanções da ONU contra o Irã. Embora Pequim e Moscou tenham permitido sanções a serem proferidas do Conselho de Segurança da ONU contra seu aliado iraniano, eles fizeram isso por razões estratégicas, nomeadamente visando manter o Irã fora da órbita de Washington. Na realidade, aos Estados Unidos seria muito melhor cooptar Teerã como um parceiro satélite ou junior do que correr o risco desnecessário de jogar com o risco de uma guerra total com os iranianos. O que o apoio russo e chinês para sanções contra o Irã fez foi permitir o desenvolvimento de um amplo abismo entre Teerã e Washington. Nesse sentido, o realpolitik vem trabalhando.

      Como a tensão americano-iraniana amplia-se, as relações do Irã com a Rússia e China se tornam mais fortes e o Irã se torna mais e mais entrincheirado na sua relação com Moscou e Pequim. A Rússia e a China, no entanto, nunca vão apoiar sanções paralisantes ou qualquer forma de embargo econômico que possam ameaçar a segurança nacional iraniana. É por isso que a China e a Rússia têm se recusado a serem coagidas por Washington a se juntarem às suas novas sanções unilaterais em 2012. Os russos também alertaram a União Europeia a deixar de ser peões de Washington, porque eles estão se prejudicando, jogando junto com os esquemas dos Estados Unidos. A este respeito a Rússia tem comentado sobre os planos impraticáveis e virtualmente inviáveis da UE de um embargo petrolífero contra o Irã. Teerã também fez alertas semelhantes e rejeitou o embargo do petróleo da UE como uma tática psicológica que está fadado ao fracasso.

O Secretário-Geral iraniano Jalili e o secretário Patrushev em Teerã, no Irã durante as conversações de segurança nacional em agosto de 2011. O Secretário-Geral iraniano Jalili e o secretário Patrushev em Teerã, no Irã durante as conversações de segurança nacional em agosto de 2011.

A Cooperação de Segurança russo-iraniana e a Coordenação Estratégica

      Em agosto de 2011, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Secretário-Geral Saaed (Said) Jalili, e o chefe do Conselho de Segurança Nacional da Federação Russa, secretário Nikolai Patrushev Platonovich se reuniram em Teerã para discutir o programa de energia nuclear iraniano, bem como a cooperação bilateral. A Rússia quis ajudar o Irã a rejeitar a nova onda de acusações de Washington dirigidas contra o Irã. Logo depois que Patrushev e a sua equipe russa chegaram a Teerã, o Ministro das Relações Exteriores Iraniano, Ali Akbar Salehi, voou a Moscou.

      Ambos Jalili e Patrushev se encontraram novamente em setembro de 2011, mas desta vez na Rússia. Jalili foi a Moscou e depois cruzou os Urais para a cidade russa de Yekaterinburg. A reunião de Irã e Rússia em Yekaterinburg ocorreu fora do campo de uma cúpula internacional de segurança. Além disso, neste local, foi anunciado que os mais altos corpos da segurança nacional em Moscou e Teerã passaria a coordenar a realização de reuniões regulares. Um protocolo entre os dois países foi assinado em Yekaterinburg. Durante esta reunião importante, tanto Jalili como Patrushev mantiveram reuniões com o seu duplo chinês, Meng Jianzhu.  Como resultado dessas reuniões, um processo semelhante de consultas bilaterais entre os conselhos de segurança nacionais do Irã e da China foi estabelecido.

      Além disso, as partes também discutiram a formação de um conselho de segurança supranacional dentro do Conselho de Cooperação de Xangai para enfrentar as ameaças dirigidas contra Pequim, Teerã, Moscou e seus aliados da Eurásia. Também em setembro de 2011, Dmitry Rogozin, enviado russo à Otan, anunciou que iria visitar Teerã em breve para discutir o escudo antimísseis da OTAN projeto, que tanto a Moscou quanto Teerã se opõem. Relatórios afirmando que Rússia, Irã e China estavam planejando a criação de um escudo antimísseis comum começou a vir à tona. Rogozin, que advertiu em agosto de 2011 que a Síria e o Iêmen seriam atacados como "trampolins ecológicos" no confronto mais amplo contra Teerã, respondeu publicamente refutando os relatórios referentes ao estabelecimento de um projeto sino-russo-iraniano de escudo de mísseis conjunto.

      No mês seguinte, em outubro de 2011, Rússia e Irã anunciaram que iriam expandir os laços em todos os campos. Logo depois, em novembro de 2011, Irã e Rússia assinaram um acordo de cooperação estratégica e parceria entre os mais altos corpos de segurança envolvendo economia, política, segurança e inteligência. Este foi um documento muito esperado em que ambos, a Rússia e o Irã estavam trabalhando. O acordo foi assinado em Moscou pelo secretário-geral adjunto do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Bagheri (Baqeri), e o Sub-Secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia, Yevgeny Lukyanov.

Vladimir V. Putin e Mahmoud Ahmadinejad mantêm conversações em Teerã, no Irã fora do campo de uma reunião de nações do Mar Cáspio em Outubro de 2007.Vladimir V. Putin e Mahmoud Ahmadinejad mantêm conversações em Teerã, no Irã fora do campo de uma reunião de nações do Mar Cáspio em Outubro de 2007.

      Em novembro de 2011, o chefe do Comitê para Assuntos Internacionais da Duma russa, Konstantin Kosachev, também anunciou que a Rússia deve fazer tudo o que puder para evitar um ataque ao vizinho Irã. No final de novembro 2011, foi anunciado que iria Dmitry Rogozin visitar ambos Teerã e Pequim, em 2012, juntamente com uma equipe de funcionários russos a realizar discussões estratégicas sobre estratégias coletivas contra as ameaças comuns.

A Segurança Nacional russa e iraniana estão ligadas

      Em 12 de janeiro de 2012, Nikolai Patrushev disse à Interfax que temia uma grande guerra iminente e que Tel Aviv estava empurrando os EUA para atacar o Irã. Ele descartou as alegações de que o Irã estava secretamente fabricando armas nucleares e disse que por anos o mundo tinha ouvido continuamente que o Irã teria uma bomba atômica por náusea do anúncio na próxima semana. Seus comentários foram seguidos por um terrível aviso de Dmitry Rogozin.

Dmitry O. Rogozin, representante da Rússia na Sede da OTAN em Bruxelas, a Bélgica.Dmitry O. Rogozin, representante da Rússia na Sede da OTAN em Bruxelas, a Bélgica.

      Em 13 de janeiro de 2012, Rogozin, que tinha sido nomeado vice-primeiro-ministro, declarou que qualquer tentativa de intervenção militar contra o Irã seria uma ameaça à segurança nacional da Rússia. Em outras palavras, um ataque a Teerã é um ataque contra Moscou. Em 2007, Vladimir Putin mencionou essencialmente a mesma coisa quando ele estava em Teerã para uma reunião de cúpula no Mar Cáspio, o que resultou num alerta de George W. Bush, de que a Terceira Guerra Mundial poderia entrar em erupção sobre o Irã. A afirmação de Rogozin é simplesmente uma declaração do que foi a posição da Rússia desde o início: Se o Irã cair, a Rússia estaria em perigo.

Ministro de Defesa Sírio Dawoud (David Rajha) visita o Almirante do porta-aviões Russo Kuznetsov posto em doca no porto sírio de Tartus no dia 8 de Janeiro de 2012.Ministro de Defesa Sírio Dawoud (David Rajha) visita o Almirante do porta-aviões Russo Kuznetsov posto em doca no porto sírio de Tartus no dia 8 de Janeiro de 2012.

      O Irã é o alvo da hostilidade dos EUA não apenas pelas suas reservas de energia e recursos naturais vastos, mas por causa da grande consideração geoestratégica que fazem dele um trampolim estratégico contra a Rússia e a China. As estradas de Moscou e Pequim também passam por Teerã, assim como a estrada para Teerã passa por Damasco, Bagdá e Beirute. Os EUA não querem apenas o controle do petróleo e gás natural iraniano para consumo ou razões econômicas. Washington quer colocar uma mordaça em torno da China e controlar a segurança energética chinesa e as exportações de energia do Irã para garantir que sejam negociadas em dólares dos EUA e manter o uso continuado do dólar dos EUA em transações internacionais.

Os aliados sírios, o Secretário-geral Hassan Nasrallah de Hezbollah e Mahmoud Ahmadinejad do Irã, juntam-se ao Presidente Bashar al-Assad para uma reunião em Damasco na Síria no dia 25 de Fevereiro de 2010.Os aliados sírios, o Secretário-geral Hassan Nasrallah de Hezbollah e Mahmoud Ahmadinejad do Irã, juntam-se ao Presidente Bashar al-Assad para uma reunião em Damasco na Síria no dia 25 de Fevereiro de 2010.

      Além disso, o Irã tem vindo a fazer acordos com vários parceiros comerciais, incluindo China e Índia, onde as transações comerciais não serão conduzidas em euros ou dólares dos EUA. Em janeiro de 2012, a Rússia e o Irã substituiram o dólar dos EUA pelas suas moedas nacionais, respectivamente, o rublo russo e o rial iraniano, no seu comércio bilateral. Este foi um golpe econômico e financeiro para os Estados Unidos.

A Síria e as preocupações de Segurança Nacional do Irã e da Rússia

      Rússia e China com o Irã estão todos apoiando firmemente a Síria. O cerco diplomático e econômico contra a Síria está ligadao às estacas geopolítica para controlar a Eurásia. A instabilidade na Síria está ligada ao objetivo de combater o Irã e, finalmente, transformando-o em um parceiro dos EUA contra a Rússia e China.O desdobramento cancelado ou atrasado de milhares de tropas dos EUA a Israel para o "Austero Desafio 2012" ficou intensionado a aumentar a pressão contra a Síria.

O Alvand, um dos dois navios de guerra iranianos que visitaram o porto sírio de Lattakia durante o mês de Fevereiro de 2011.O Alvand, um dos dois navios de guerra iranianos que visitaram o porto sírio de Lattakia durante o mês de Fevereiro de 2011.

      Com base em um relatório de Voz da Rússia, segmentos da imprensa russa informaram erroneamente que o "Austero Desafio 2012" ia ser realizado no Golfo Pérsico, que foi equivocadamente anunciado por agências de notícias em outras partes do mundo. Isto ajudou a destacar a conexão iraniana às custas das conexões sírias e libanesas. O envio de tropas dos EUA foi destinado predominantemente para a Síria como um meio de isolar e combate contra o Irã. O "cancelado" ou "atrasado" exercício de mísseis Israel-US, muito provavelmente prevendo ataques de mísseis e foguetes não só do Irã, mas também da Síria, Líbano e territórios palestinos.

Contra-almirante Habibollah Sayyari durante a realização de uma conferência de imprensa em 28 de fevereiro de 2001 na Embaixada Iraniana na Síria sobre a presença naval iraniana na costa mediterrânea da Síria.Contra-almirante Habibollah Sayyari durante a realização de uma conferência de imprensa em 28 de fevereiro de 2001 na Embaixada Iraniana na Síria sobre a presença naval iraniana na costa mediterrânea da Síria.

       Além dos seus portos navais na Síria, a Rússia não quer ver a Síria usada para reencaminhar os corredores energéticos na Bacia do Cáspio e da Bacia do Mediterrâneo. Se a Síria foram a cair, estas rotas seriam resincronizadas para refletir uma nova realidade geopolítica. Às custas do Irã, a energia do Golfo Pérsico também poderia ser reencaminhada para o Mediterrâneo, tanto através do Líbano como pela Síria.

Autor: Mahdi Darius Nazemroaya
Fonte: http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=28790

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Disputas e diplomacia: Por que o Japão se apega às Ilhas Curilas russas?

 O ministro do exterior da Rússia, Sergei Lavrov, fará uma visita de seis dias ao Japão em poucos dias. Espera-se que o conselho anfitrião pontue sobre o tema sempre presente das Curilas do sul.

 A visita atual de Lavrov será realizada num momento após a "inspeção" demonstrativa nas Curilas do Sul por um alto funcionário japonês. Em 14 de janeiro o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Koichiro Gemba inspecionou a ilha a partir do convés de seu navio, o que deu origem a outra onda de declarações de políticos, figuras públicas e jornalistas sobre a questão territorial entre a Rússia e o Japão.

 Recentemente, a questão territorial para os japoneses tem sido mais aguda do que nunca (acho que a "comemoração" do Dia dos Territórios do Norte pelos japoneses em 07 de fevereiro de 2011, o abuso da bandeira russa e uma bala entregue à embaixada russa em Tóquio, em um envelope). A situação foi agravada pelas declarações repetidas do Departamento de Estado dos EUA sobre o seu apoio às reivindicações territoriais japonesas.


 A Rússia confirmou uma opinião justa sobre a inadmissibilidade de usar o termo "o regresso das ilhas", uma vez que tal afirmação carrega um tom de má vontade em aceitar as condições do mundo pós-guerra. O termo de substituição proposto "transferência voluntária" por um lado, enfatiza a atitude benevolente das partes, e por outro lado, não contém a reconsideração dos resultados da Segunda Guerra Mundial.

 A grande maioria dos russos não aceita a idéia de transferir as Ilhas Curilas do Sul para o Japão. De acordo com uma pesquisa de opinião pública realizada pelo portal Superjob.ru em março do ano passado, seguindo ainda a compaixão geral pelo Japão após do grande terremoto, 75 por cento dos russos não consideraram direito de dar as ilhas para o Japão. Depois de uma possível transferência das ilhas Curilas ao Japão questões de fronteiras com países como a China, Estônia e Finlândia podem se intensificar.

Presidente da Rússia fotografado com uma família das Ilhas Curilas.
Foto: www.china.org.cn
 É inaceitável tanto para a liderança política quanto para os cidadãos da Rússia, a maioria dos quais testemunharam os eventos dramáticos do colapso da URSS. A este respeito, pode-se argumentar que num futuro próximo seja improvável que a Rússia mude a sua posição sobre as Ilhas Curilas. No entanto, os japoneses não estão dispostos a ficar por baixo.

 Após o colapso da União Soviética, o Japão perdeu seu papel de "porta-aviões do Pacífico" para os EUA e começou a procurar um novo papel na região. Por um lado, na sequência do colapso do vizinho superpotência, o desejo de trazer de volta o "capturado" território foi reavivado. Por outro lado, a necessidade do Japão de se adaptar ao seu papel que diminui gradualmente para os EUA emergiu. Por isso o desenvolvimento da cooperação econômica entre a Rússia e o Japão ocorreu junto com o endurecimento das exigências territoriais.


 Os japoneses são atraídos pelos recursos naturais das Curilas: 1.867 toneladas de ouro, 9.284 toneladas de prata, o maior depósito do mundo de rênio usado na criação de motores de jato, depósitos de gás natural, petróleo, mar rico em plâncton, e os Estreitos de Vries e Catherine sem gelo. Para o país que sempre teve recursos naturais escassos, a posse destas ilhas poderia desempenhar um papel positivo.

 A Rússia, sentindo a necessidade urgente de atrair o investimento para a sua economia, tem repetidamente proposto a "internacionalização" do projeto ilhas Curilas, visando a criação de uma zona econômica aberta e introduzindo o regime de isenção de vistos para cidadãos japoneses nas ilhas.

Povoado em Shikotan, uma das ilhas do Arquipélago das Curilas.
Foto: www.liveinternet.ru
 Isso abriria um maior acesso às empresas japonesas para o Extremo Oriente russo. Além disso, os dois países acumulariam uma rica experiência de cooperação na Sibéria, onde empresas russas junto com a empresa "Mitsui" lideram o desenvolvimento das jazidas de urânio ELKON, e em Sakhalin Island, onde a "Gazprom", juntamente com o consórcio japonês Japan Far East Gas estão projetando uma planta para processamento de gás natural liquefeito e seu transporte para o Japão.

 O aumento do volume de negócios é bastante óbvio: em 2001 era quatro mil milhões de dólares por ano, e em 2009 atingiu 30 bilhões de dólares. No entanto, no contexto de progresso na cooperação econômica, sobretudo no desenvolvimento dos recursos naturais do Extremo Oriente, é estranho que o Japão não veja a Rússia como um parceiro econômico na Curilas. A Elite política japonesa iniciou a criação da "Associação para a Devolução dos Territórios do Norte", e está elaborando leis que indicam que as Ilhas Curilas do Sul pertencem ao Japão.


 O que está por trás desse paradoxo? Por um lado, as razões devem ser procuradas na natureza da elite japonesa. É um grupo empresarial, muitos de cujos membros descendentes dos políticos do início e meados do século 20 (um exemplo vivo disso é a família Hatoyama, cujo representante Yukio Hatoyama serviu como primeiro-ministro em 2009-2010, e seu avô, Ichiro assinou a declaração de 1956 com os soviéticos).

 "Os novos jogadores" apanhados neste sistema tem que jogar pelas regras estabelecidas. Isto reduz a área de manobra na tomada de decisões, o que explica o empenho dos japoneses para um curso. Uma vez que nos mais altos escalões do poder no Japão, o político deve demonstrar sua unanimidade com o ponto de vista comum, especialmente nos assuntos externos que são extremamente importantes para o Japão.

 A lealdade para com o curso geral é necessária para membros de ambas as Partido Democrata e Liberal-Democrata. Esta é a maneira de incutir as características de grupo necessárias dos políticos japoneses. Como resultado, a experiência tem mostrado que a posição do Japão na questão das Curilas pouco mudou desde que chegou ao poder o Partido Democrata, e no futuro próximo é improvável que seja diferente.


 O segundo ponto importante são as peculiaridades do funcionamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês. Em matéria de assuntos estrangeiros o Ministério das Relações Exteriores é um intermediário entre o principal parceiro econômico do Japão, os EUA, e as empresas japonesas. Por um lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês faz declaração sobre o favorecimento das atividades das empresas japonesas no exterior, e por outro, indica que há limites a observar de modo que os interesses das empresas dos EUA não sejam feridos.

O Arquipélago das Curilas, um conjunto de ilhas vulcânicas pouco povoado.
 Com relação à Rússia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês expressou a posição coletiva da elite política e empresarial do Japão, bem como parte das corporações transnacionais e dos EUA, que também tem seus próprios interesses nas Ilhas Curilas. Nenhum amolecimento da posição japonesa é esperado. O tema sobre a propriedade das Curilas do Sul vai continuar por muito tempo a impedir o desenvolvimento das relações russo-japonesas.

 Após um grande terremoto em 11 de março de 2011 e os acidentes da usina de energia nuclear "Fukushima," a crise de energia do Japão eclodiu aumentando a demanda por energia importada. Nas atuais circunstâncias, a Rússia irá se tornar um grande fornecedor de gás para o Japão, proporcionando uma oportunidade para a recuperação gradual do país. Isso foi discutido durante as conversações entre o primeiro-ministro do Japão Noda Yosihiko com Vladimir Putin, em setembro do ano passado.


 No entanto, nenhum progresso ocorreu no sentido de resolver a questão territorial, e os ministros mais uma vez, tocam apenas sobre a necessidade de resolver este problema. A necessidade de novas fontes de energia para o Japão também aumentou devido às ameaças do Irã ao bloqueio do Estreito de Hormuz e, assim, a interrupção do fornecimento de petróleo (87,1 por cento das importações japonesas são do Oriente Médio). A Rússia, segundo os especialistas, pode cobrir aproximadamente 10 por cento das necessidades de importação do Japão. No entanto, Tóquio não concorda com as propostas russas.

 Em março passado, o enviado presidencial do Distrito Federal no Extremo Oriente Viktor Ishayev disse que a Rússia fez ofertas a um número de países da região Ásia-Pacífico para o desenvolvimento conjunto das Ilhas Curilas, e se as empresas japonesas não participarem, outros investidores da América, China, Brunei, Singapura e Malásia serão atraídos.


 Isto significa que se o Japão, como antes, não concordar, em participar conjuntamente do desenvolvimento econômico das Curilas, mantendo-os dentro da Federação Russa, corre o risco de perder sua posição de liderança no Extremo Oriente da Rússia e além disso agravar o estado crítico da economia. Mas a elite japonesa não reagiu a este aviso.

 A questão territorial para o Japão não é apenas um desacordo com a Rússia (e não somente com a Rússia, disputas similares ocorrem também com a China e a Coréia do Sul) sobre a posse das ilhas. Esta é uma questão decisiva que determina se ou não o Japão vai ser tão bem sucedido e próspero no futuro, como foi no passado. É também uma questão de mentalidade dos políticos japoneses, que são muito lentos e relutantes em mudar.

Autor: Victor Sukovitsyn


Fonte: http://english.pravda.ru/world/asia/26-01-2012/120335-japan_russia_kuril_islands-0/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O envio de um terceiro porta-aviões para o Golfo Pérsico e as tensões da pré-guerra.

Porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74. Foto: www.murdoconline.net
Clique na foto para ampliar.
 No próximo mês de Março, os EUA tencionam a expedição para o Golfo Pérsico de mais um grupo de combate aeronaval comandado por um terceiro porta-aviões nuclear, segundo um comunicado da Marinha dos EUA. O grupo será integrado igualmente por um cruzador de propulsão nuclear e por três contratorpedeiros de propulsão nuclear. Atualmente já se encontram no Golfo Pérsico dois porta-aviões dos EUA: "Abraham Lincoln" e "Carl Vinson".

China critica União Europeia.

 Por outro lado a China critica as sanções aprovadas pela União Europeia contra o Irã, comunica a agência oficial chinesa Xinhua. “Pressões cegas e sanções contra o Irã não correspondem a uma atitude construtiva”, informa a Xinhua, citando um comunicado do Ministério chinês das Relações Exteriores.

Irã antecipa embargo à União Europeia.

 No entanto, o parlamento iraniano pretende aprovar, no próximo domingo, um projeto-lei decretando a ruptura dos fornecimentos de petróleo aos países da Europa antes que o embargo aos fornecimentos de petróleo iraniano entre em vigor, comunicou um porta-voz do Comité parlamentar para a Energia.

 Recordando que, na segunda-feira  passada, os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram a aplicação de um embargo aos fornecimentos de petróleo iraniano a partir de 1 de julho.

Reino Unido critica Rússia por ter vendido armas a Síria.

 Críticas severas do Reino Unido alvejaram a Rússia pelo fornecimento de armas ao regime sírio. “Nós estamos inquietos por causa do fornecimento de armas à Síria, não importa para qual lado do conflito, se para o governo ou para a oposição”, disse o representante permanente da Grã-Bretanha na ONU Sir Mark Lyall Grant.

 “Sem qualquer dúvida, o fornecimento de armas em condições tão instáveis, quando no país está florescendo a violência, é um passo irresponsável que só favorecerá a sanguinolência”, afirmou o diplomata britânico.

Rússia não permitirá interferência nos assuntos da Síria.

 Mas o Ministro das Relações Exteriores sírio segue confiante de que a Rússia não tolerará interferência estrangeira nos assuntos internos de Damasco. "O nosso país tem relações estreitas e de longo prazo com a Rússia. A Rússia não pode tolerar a interferência estrangeira nos assuntos internos da Síria", – frisou o ministro. Ainda de acordo com ele, as sanções econômicas impostas por alguns países do mundo, embora possam levar a uma crise econômica no estado sírio, não irão quebrá-lo.

Rússia envia força especial para sua fronteira meridional.

 Entanto isso na Rússia, o ministro russo da Defesa Anatoli Serdiukov, durante uma visita de trabalho às tropas do Distrito Militar Sul, decretou o aquartelamento de unidades adicionais das forças especiais nas cidades de Stavropol e Kislovodsk visando o reforço da segurança na região sul do país, comunica o serviço de imprensa daquele ministério russo.

Fonte: Voz da Rússia.

Venda de aviões Yak-130 à Síria demostra a confiança da Rússia no regime de Assad segundo especialista.

Yak-130 biplace da Força Aérea Russa. Foto: www.airliners.net
 A futura oferta de aviões Yak-130 à Siria demostra o apoio de Moscow ao regime de Bashar Assad e a confiança em sua continuidade como sócio estratégico e aliado da Rússia no Oriente Médio, declarou o diretor do Centro russo para análises do tráfico internacional de armas (TsAMTO), Ígor Korotchenko.

 Korotchenko comentou assim a notícia, difundida nesta segunda-feira 23, por alguns meios, de que Moscow firmou com Damasco um contrato para a oferta de 36 aviões de instrução e combate Yak-130. Segundo as expectativas, a parte russa procederá à execução do acordo se a Síria avançar com a transferência.

 “Mediante este contrato, Rússia manifesta claramente a segurança de que o presidente Asad saberá manter sob controle a situação na Síria”, sublinhou Korotchenko. Qualificou o acordo como “outro gesto demonstrativo para ressaltar a confiança de que Damasco seguirá sendo nosso sócio estratégico e aliado no Oriente Médio”.

 O especialista não duvida de que “o oferecimento dos Yak-130 é um primeiro passo até futuros contratos aeronáuticos”, pois a venda de modernos caças russos à Síria demonstra a necessidade de criar a base correspondente para o treinamento de pilotos.

 “Por outro lado, o Yak-130 é um avião que tem demanda no mercado internacional de armas. Independentemente de como evoluam os acontecimentos, a Síria não é a única que o necessita”, afirmou Korotchenko.

 Recordou que a Força Aérea da Rússia contratou até pouco tempo 55 aeronaves Yak-130, um jet biplace desenvolvido especialmente à formação e a recapacitação de pilotos dos caças Su-30 e MiG-29.

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20120123/152527117.html

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Rússia inicia privatização das empresas do setor militar.

Complexo Pantsir S1 SA-22 GALGO.
 O Estado russo dará luz verde para a nova privatização de varias companhias chave do setor de Defesa.

 “Seria oportuno iniciar a privatização da Corporação Unificada de Construções Navais da Rússia (OSK, nas siglas russas) em 2014”, anunciou Roman Trotsenko, presidente da empresa.

Estaleiros públicos e privados

 Os planos de privatizar a OSK, que se anunciaram já em 2011, estabelecem que até 2017 o Estado deve vender a metade menos um das ações dessa empresa, sendo  titular majoritário. Previa-se que de 12% a 20% das ações públicas podem ser vendidas entre 2013 e 2014.

 Agora o processo foi adiado, mas parece curiosa a retórica dos dirigentes da OSK no tocante à privatização. “A nós parece que seria necessário não começar com o pacote, mas com o bloco majoritário de ações”, comentou Román Trotsenko.

 Um bloco supõe o 25% das ações. Isto quer dizer que além da informação sobre a venda dos 12% ou 20% das ações públicas e a versão anunciada por Trotsenko, existiam outros planos de privatização mais amplos da empresa que não vieram à luz pública?

 Em maio de 2011, o consórcio Helicópteros de Rússia se negou a participar no processo de privatização. Segundo a versão oficial, a venda acordada de 25% das ações foi cancelada “devido a instabilidade dos mercados de ações e uma baixa avaliação dos ativos do consórcio por potenciais investidores”.

 O Governo russo considera que os ingressos da privatização dos ativos públicos pode reduzir o déficit orçamentário nas condições do aumento de gastos militares e sociais entre 2011 e 2012.

Privatização do setor de Defesa

 Na década de noventa, a situação setor público foi muito contraditória. As empresas estatais federais unitárias coexistiam com os negócios privatizados no setor de Defesa.

 As companhas estatais criadas pelas pressões do lobby de seus dirigentes, por exemplo, a empresa aeronáutica russa Sukhoi, se encontrava em uma posição intermédia.

 Entre 1991 e 1992, os dirigentes do país não aceitaram que a privatização na Rússia se completasse em várias etapas, com a integração vertical de corporações estatais e sua subsequente privatização parcial no mercado aberto.

 O grupo de reformistas sentiu uma ameaça política proveniente dos diretores das empresas industriais soviéticas e fez todo o possível para debilitar-los. Por fim, durante a privatização se desintegraram as corporações e vínculos econômicos que existiam na cooperação industrial.

 Nos anos noventa, por um lado, se privatizaram as maiores empresas de exportação gerenciadas por executivos profissionais. Podemos citar como exemplo a empresa Irkut (forma parte da Corporação Aeronáutica Unificada), a produtora de motores para aviação, Saturn, etc.

 Por outro lado, se privatizaram pequenas empresas do setor de Defesa, aquelas que não dispunham de um forte lobby nem mantinham a cooperação com os maiores exportadores.

 A maior parte deste grupo de empresas incluídas fabricantes de peças que ficaram sem encomendas, ou institutos científicos que representam pouco interesse para os principais fabricantes, mas tinham um bom time que podia ser vendido ou escritórios e armazéns que podiam ser alugados.

O Estado restabelece o controle sobre o setor de Defesa

 Nos anos 2000 se observou uma tendência para a centralização do poder. Se iniciou o processo de restabelecimento das corporações em vários setores.

 Na industria de Defesa se produziu uma gama de experimentos condenados ao fracasso. Por exemplo, surgiu a ideia de unir os fabricantes de aviões com os fabricantes de helicópteros e depois dividi-los em duas “super-corporações” para promover a concorrência. Mas  nesse momento não se propôs métodos para gerir ambas empresas. Ao final se elaborou uma concepção geral, conforme a qual cada setor pode contar com só uma corporação estatal que, na medida do possível, deve concentrar a maioria dos ativos do setor, independentemente de seu status atual.

 Partindo desta concepção, apareceu a Corporação Aeronáutica Unificada, a Corporação Unificada de Construções Navais da Rússia, a Corporação Unificada de Construção de Motores, o consórcio Helicópteros da Rússia, a corporação Mísseis táticos, o consórcio Almaz-Antei que desenvolve sistemas de defesa antiaérea e anti-misseis, etc.

 As empresas privadas, incapazes de competir com as corporações estatais, se viram obrigadas a aderir a estas. Por exemplo, a empresa Irkut se uniu à Corporação Aeronáutica Unificada, enquanto que a fábrica privada Rosvertol que construía helicópteros Мi 24/35, Мi 28Н e Мi 26 atualmente faz parte do consórcio Helicópteros da Rússia.

 Em vários casos, o Estado teve que romper a resistência dos acionistas para restabelecer o controle sobre as empresas privadas. Em outros casos, desempenhou um papel estabilizador de todo o setor.

Começa uma nova privatização?

 O Governo russo não tem objetivado para sempre o monopólio do controle sobre a gestão dessas entidades. Passada uma década dos experimentos, as autoridades elegeram o modelo proposto para o setor da construção de máquinas dos últimos anos de existência da URSS.

 Trata-se da integração vertical de corporações estatais que ficaram sob controle formal do Estado durante um longo período.

 Pode assim começar a privatização das empresas que tem contratos firmados no quadro do Programa de Pedidos Estatais e não têm duvidas: por exemplo, o consórcio Helicópteros da Rússia, que mostra um bom ritmo de crescimento de todas as carteiras de pedidos para a fabricação de aparelhos para o uso militar e civil, para a exportação e para o uso interno. Esta empresa é uma das primeiras candidatas à privatização.

 Enquanto isso, o setor de Defesa dispõe de um grande volume de ativos em mal estado, tanto no âmbito financeiro como tecnológico e administrativo.

 As corporações estatais cuja missão é controlar os anunciados ativos – a corporação Rostechnologii (Tecnologías da Rússia) e o consórcio Oboronprom que faz parte da  mesma -,  não começou ainda a cooperar com várias empresas, centrando a atenção nas áreas mais desenvolvidas e importantes, onde foi suficiente aplicar poucos esforços para alcançar o resultado necessário.

 Sendo assim, muito tempo passará até que se consiga que todas as empresas do setor de Defesa sejam eficazes no mercado.  Nas condições de um déficit orçamentário do Estado russo, que é o principal acionista destas empresas, o processo de saneamento pode adiar-se ainda mais no caso de ser substituído pelas vendas de blocos de ações das corporações que já são eficaces.

Autor: Konstantin Bogdánov

Fonte: http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20120124/152534456.html

Serviços secretos realizam assassinatos em outros países para impedir seu desenvolvimento.

Agentes da CIA salvam o mundo do terrorismo e da tirania.
foto: http://tricom.tv
 Na década de 70 do século passado, o Brasil desenvolvia secretamente seu programa nuclear para fins militares. Para assegurar-lhe recursos financeiros, estabelecera parceria com o Iraque, que bancava os elevados investimentos necessários em troca de acesso aos conhecimentos tecnológicos brasileiros. O responsável pelo programa na Aeronáutica era o tenente-coronel aviador José Alberto Albano do Amarante, engenheiro eletrônico formado pelo ITA.

Em outubro de 1981, Amarante foi atacado por uma leucemia arrasadora, que o matou em menos de duas semanas. Sua família tem como certo que o cientista foi morto pelos serviços secretos dos EUA e de Israel, com o objetivo de impedir a capacitação brasileira à produção de armas atômicas. Dando força às suspeitas, foi identificado um agente israelense do Mossad, de nome Samuel Giliad, atuando à época em São José dos Campos, que fugiu do país logo após a misteriosa morte do oficial brasileiro.


 
O episódio dá bem o tom da virulência empregada pelos EUA e Israel para bloquear a entrada de outros países no fechado clube nuclear. Não por coincidência, apenas quatro meses antes da suposta ação em território brasileiro, Israel desfechara devastador ataque aéreo ao reator nuclear de Osirak, no Iraque, que vinha sendo construído pelos franceses.

 
Tais fatos dão credibilidade às reiteradas denúncias do governo iraniano de que seus cientistas estão sendo alvo de atentados por parte dos serviços secretos estadunidense, britânico e israelense. Somente em 2010, foram mortos os físicos Masud Ali Mohamadi e Majid Shariari, que atuavam no desenvolvimento de reatores nucleares, ambos vítimas de explosões de bombas em seus próprios automóveis, enquanto o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Abbasi-Davanina, escapava por pouco da detonação de um carro-bomba, conforme ele próprio denunciou durante a conferência anual da Agência Internacional de Energia Atômica, em setembro último. Em julho de 2011, o físico Daryush Rezaei, 35 anos, foi morto a tiros em frente a sua casa, em ataque que também feriu sua esposa. Esses são alguns dos muitos casos de assassinatos e desaparecimentos de cientistas e chefes militares iranianos nos últimos anos.


 
Os crimes se dão em paralelo às intensas pressões do governo dos EUA para que a comunidade internacional aplique severas sanções ao Irã sob o argumento de que o país descumpre o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

 
Criado pela ONU em 1968, o acordo tem três objetivos principais: coibir o uso de tecnologia nuclear para produção de armas, eliminar os armamentos nucleares existentes e regular o uso de energia nuclear para fins pacíficos. Convenientemente, as grandes potências interpretam o acordo segundo seus próprios interesses: bloqueiam o desenvolvimento da pesquisa dos países não detentores de armas atômicas, mesmo quando para fins pacíficos, e fazem letra morta dos dispositivos do tratado que determinam o desarmamento.

 
Como previa o embaixador do Brasil na ONU, em 1968, José Augusto Araújo de Castro, quando atuou para impedir a adesão do Brasil ao TNP, o tratado é apenas um instrumento para perpetuar o poder das grandes potências. 
 
Documentos divulgados pelo Wikileaks deixam clara a disposição dos EUA em não reduzir o número de ogivas nucleares instaladas na Europa. Por outro lado, enquanto todos os países do Oriente Médio fazem parte do TNP, Israel, único detentor de armas nucleares na região, nega-se a aderir ao acordo e repudiou as censuras de que foi alvo no relatório final da última reunião quinquenal do TNP, em 2010, gerando a ameaça dos demais governos vizinhos de abandonar o tratado na próxima reunião, marcada para 2012.


 
As guerras contra o Afeganistão, Iraque e Líbia, mais as ameaças contra a Síria, Coreia e Irã, parecem evidenciar que somente a capacidade de retaliação atômica intimida o império, já que a assimetria das forças alimenta aventuras dos Estados Unidos e de seus sócios de rapina, todos em busca de conflitos bélicos, seja para assegurar domínios seja para encobrir seus graves problemas domésticos.


 
A conjuntura estratégica do Oriente Médio indica que, para sua sobrevivência, o Irã não tem outra alternativa que a de construir sua bomba e, nesse sentido, corre contra o tempo, dado o cerco que se fecha contra o país.

 
Como analisa o cientista político paquistanês Tariq Ali, não é despropositado considerar que o surgimento de outra potência nuclear no Oriente Médio possa propiciar estabilidade política à região e ao mundo, por contraditório que possa parecer. 

Autor:
 
Sued Lima - Coronel Aviador Ref e pesquisador do Observatório das Nacionalidades

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Fonte: O POVO (Fortaleza-CE)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Inexorável crise econômica global e a visão apocalíptica de 2012.

 A perspectiva econômica, política e social para 2012 é profundamente negativa. O consenso quase universal, mesmo entre economistas ortodoxos da corrente dominante, é pessimista em relação à economia mundial. Embora, mesmo aqui, as suas previsões subestimem o âmbito e profundidade das crises, há razões poderosas para acreditar que no princípio de 2012 marchamos rumo a um declínio mais pronunciado do que foi experimentado durante a Grande Recessão de 2008-2009. Com menos recursos, maior dívida e crescente resistência popular em arcar com o fardo de salvar o sistema capitalista, os governos não podem salvar o sistema.

 Muitas das maiores instituições e relações econômicas que foram causa e conseqüência da expansão capitalista mundial e regional ao longo das últimas três décadas estão em processo de desintegração e confusão. Os novos centros de crescimento, China, Índia, Brasil, Rússia, que durante uma "década curta" proporcionaram um novo ímpeto para o crescimento mundial cumpriram o seu curso e agora estão a desacelerar rapidamente e continuarão assim ao longo do novo ano.

O colapso da União Européia

Especificamente, as crises que gangrenaram a União Européia irromperão e a estrutura de fato em múltiplas camadas transformar-se-á numa série de acordos de comércio e investimento bilaterais e multilaterais. A Alemanha, França, os Países Baixos e os países nórdicos tentarão agüentar a retração econômica.

 A Inglaterra - nomeadamente a City de Londres, em esplêndido isolamento, afundará no crescimento negativo, seus financeiros esforçar-se-ão por encontrar novas oportunidades especulativas entre os estados petrolíferos do Golfo e outros "nichos". Na Europa do Leste e Central, particularmente a Polônia e a República Checa, aprofundarão seus laços com a Alemanha mas sofrerão as conseqüências do declínio geral dos mercados mundiais. A Europa do Sul (Grécia, Espanha, Portugal e Itália) entrará numa depressão profunda quando pagamentos maciços de dívidas alimentados por assaltos selvagens a salários e benefícios sociais reduzirão drasticamente a procura do consumidor.

 O nível de desemprego e subemprego chegando a um terço da força de trabalho provocará conflitos sociais de longa duração, que se ampliarão em levantamentos populares. Finalmente, uma ruptura da União Européia é quase inevitável. O euro como divisa de referência será substituído por novas moedas nacionais ou as antigas, acompanhado por desvalorizações e protecionismo.

 O nacionalismo estará na ordem do dia. Bancos na Alemanha, França e Suíça sofrerão enormes perdas nos seus empréstimos ao Sul. Grandes salvamentos serão necessários, polarizando as sociedades alemã e francesa, com oposição entre as maiorias tributadas e os banqueiros. A militância sindical e o pseudo populismo de extrema-direita (neofascismo) intensificarão as lutas de classe e nacionalistas.

 Será menos provável que uma Europa deprimida, fragmentada e polarizada adira a qualquer aventura militar estado-unidense-israelense, de inspiração sionista, contra o Irã (ou mesmo a Síria). A Europa cavalgada pela crise opor-se-á à abordagem de confronto de Washington em relação à Rússia e à China.

Os EUA: A recessão retorna com uma vingança

 A economia dos EUA sofrerá as conseqüências do seu inchaço do déficit fiscal e não será capaz de contrapor-se à recessão mundial de 2012. Nem pode ela contar com a saída de "exportar" o crescimento negativo voltando-se para a Ásia anteriormente dinâmica, pois a China, Índia e o resto da Ásia estão a perder vapor econômico. A China crescerá muito abaixo da sua média móvel de 9%. A Índia declinará dos 8% para 5% ou menos. Além disso, a política militar do regime Obama de "cerco", sua política econômica de exclusão e protecionismo, impedirão qualquer novo estímulo por parte da China.

O militarismo exacerba o declínio econômico

 Os EUA e a Inglaterra serão os maiores perdedores na reconstrução econômica do Iraque do pós guerra. Os US$186 mil milhões em projetos de infraestrutura, as corporações dos EUA e Reino Unidos ganharão menos do que 5% ( Financial Times, 12/16/11, p 1 e 3). Um resultado semelhante é provável na Líbia e alhures. O militarismo imperial dos EUA destrói um adversário, mergulha-o em dívidas, e países não beligerantes obtêm os contratos lucrativos da reconstrução econômica do pós guerra.

 A economia dos EUA cairá na recessão em 2012 e a "recuperação sem empregos de 2012" será substituída por um aumento drástico do desemprego em 2012. De fato, toda a força de trabalho contrair-se-á pois pessoas que perdem seus benefícios de desemprego deixarão de registrar.

 A exploração do trabalho ("produtividade") será intensificada pois os capitalistas forçarão os trabalhadores a produzirem mais, por menos pagamento, ampliando-se portanto o fosso dos rendimentos entre salários e lucros.

 O declínio econômico e o crescimento de desemprego serão acompanhados por cortes selvagens em programas sociais para subsidiar bancos e indústrias financeiramente perturbados. Os debates entre os partidos serão sobre quão amplos deverão ser os cortes para trabalhadores e pensionistas a fim de assegurar a "confiança" dos possuidores de títulos.
Confrontado com escolhas políticas igualmente limitadas, o eleitorado reagirá não reelegendo os políticos no governo, abstendo-se e com movimentos de massa espontâneos e organizados, tais como o protesto "Occupy Wall Street". A insatisfação, hostilidade e a frustração permeará a cultura.

 Os demagogos do Partido Democrata farão da China o seu bode expiatório; os demagogos dos Partido Republicano culparão os imigrantes. Ambos fulminarão contra "os islamo-fascistas" e especialmente contra o Irã.

Nova guerra em meio a crises: sionistas puxam o gatilho

 Os "52 presidentes das Principais Organizações Judias Americanas" e seus seguidores "Israel First" no Congresso, no Departamento do Estado, no Tesouro e no Pentágono pressionarão pela guerra com o Irã. Se eles tiverem êxito isto resultará numa conflagração regional e numa depressão mundial. Dado o êxito extremista do regime israelense em assegurar obediência cega para as suas políticas de guerra por parte do Congresso dos EUA e da Casa Branca, quaisquer dúvidas acerca da possibilidade real de um resultado tão catastrófico não podem ser ignoradas.

China: Mecanismos compensatórios em 2012

 A China enfrentará a recessão global em 2012 com várias possibilidades de amenizar o seu impacto. Pequim pode comutar a sua produção para o fornecimento de bens e serviços aos 700 milhões de consumidores internos atualmente fora da tormenta econômica. Através de aumentos salariais, serviços sociais e segurança ambiental, a China pode compensar a perda de mercados além-mar. O crescimento econômico da China, o qual está em grande medida dependente da especulação imobiliária, será afetado adversamente quando a bulha estourar.

 Daí resultará um declínio agudo, levando a perdas de emprego, bancarrotas municipais e conflitos sociais e de classe agravados. Isto pode resultar tanto numa maior repressão como numa democratização gradual. O resultado afetará profundamente as relações da China entre mercado e estado. A crise econômica provavelmente fortalecerá o controle do estado sobre o mercado.

A Rússia enfrenta as crises

 A eleição do presidente Putin diminuirá o apoio da Rússia aos levantamentos e às sanções fomentadas pelos Estados Unidos contra os aliados e parceiros comerciais da Rússia. Putin aproximar-se-á da China e beneficiar-se-á com o estilhaçamento da Europa e o enfraquecimento da OTAN.

 A oposição russa apoiada pelos media ocidentais utilizará a sua influência para desgastar a imagem de Putin e encorajar boicotes ao investimento, o que não os impedirá de perder as eleições presidenciais por uma grande margem. A recessão mundial enfraquecerá a economia russa e irá obrigá-la a escolher entre as nacionalizações ou a utilização de fundos crescentes do estado para salvar oligarcas eminentes.

A transição 2011-2012: Da estagnação e recessão regionais para a crise mundial

 O ano de 2011 preparou o terreno para o colapso da União Européia. As crises começaram com a agonia do euro, a estagnação nos EUA e a irrupção de protestos em massa numa escala mundial contra desigualdades obscenas. Os eventos de 2011 foram um ensaio geral para um novo ano de guerras comerciais de plena escala entre grandes potências, agravando lutas inter-imperialistas e a probabilidade de rebeliões populares transformarem-se em revoluções.

 Além disso, a escalada da febre guerreira contra o Irão, orquestrada pelos sionistas, promete a maior guerra regional desde o conflito indochinês com os EUA. As campanhas eleitorais e os resultados de eleições presidenciais nos EUA, Rússia e França aprofundarão os conflitos globais e as crises econômicas.

 Durante o ano de 2011 o regime Obama anunciou uma política de confrontação militar com a Rússia e a China e políticas concebidas para minar e degradar a ascensão da China como uma potência econômica mundial. Face a um aprofundamento da recessão econômica e com o declínio de mercados além-mar, especialmente na Europa, verificar-se-á uma grande guerra comercial. Washington buscará agressivamente políticas que limitem exportações e investimentos chineses. A Casa Branca ampliará seus esforços para perturbar o comércio e os investimentos da China na Ásia, África e alhures. Podemos esperar maiores esforços dos EUA para explorar conflitos internos inter-étnicos e populares na China e aumentar a sua presença militar ao largo da costa chinesa. Neste contexto, uma grande provocação ou incidente fabricado não pode ser excluído. O resultado em 2012 podia levar a raivosos apelos chauvinistas por uma nova "Guerra Fria".

 Obama proporcionou o quadro e a justificação para uma confrontação em grande escala e a longo prazo com a China. Isto será visto como um esforço desesperado para promover a influência e as posições estratégicas dos EUA na Ásia. O "quadrângulo de poder" militar dos EUA - EUA-Japão-Austrália-Coreia do Sul - com o apoio satélite das Filipinas, tentará destruir os laços comerciais da China por meio da potência militar de Washington.

Europa: Austeridade mais profunda e luta de classe intensificada

 Os programas de austeridade impostos na Europa, desde a Inglaterra até a Letônia e o Sul da Europa, serão a marca de 2012. Despedimentos maciços no sector público, salários e oportunidades de emprego reduzidos no sector privado levarão a um ano de guerra de classe permanente e desafios ao regime. As "políticas de austeridade" no Sul serão acompanhadas por incumprimentos de dívida resultando em falências bancárias na França e na Alemanha.

 A classe dominante financeira na Inglaterra, isolada da Europa mas dominante na Inglaterra, insistirá em que o Partido Conservador "reprima" inquietações trabalhistas e populares. Um novo pensamento estilo neo-thatcheriano de domínio autocrático emergirá; a oposição sindical trabalhista emitirá protestos vazios e apertará as rédeas da populaça em revolta. Numa palavra, as políticas sociais e econômicas regressivas desenvolvidas em 2011 prepararam o cenário para novos regimes policiais e confrontações mais graves e possivelmente sangrentas com trabalhadores e jovens desempregados sem futuro.

As próximas guerra que acabarão com a América "tal como a conhecemos"

 No interior dos EUA, Obama preparou o terreno para uma nova e grande guerra no Médio Oriente através da relocalização de tropas desde o Iraque até o Afeganistão e a sua concentração contra o Irã. Para minar o Irão, Washington está a expandir operações militares e civis clandestinas contra aliados iranianos na Síria, Paquistão, Venezuela e China.

 A chave para a estratégia belicosa dos EUA e de Israel em direção ao Irã é uma série de guerras em estados vizinhos, sanções econômicas à escala mundial, ciber-ataques destinados a incapacitar indústrias vitais e assassínios terroristas clandestinos de cientistas e responsáveis militares. Toda a pressão, planejamento e execução das políticas estado-unidenses que levam à guerra com o Irã podem ser empiricamente e sem qualquer dúvidas atribuídas à configuração de poder sionista que ocupa posições estratégicas na administração dos EUA, na mídia e na "sociedade civil".

 Uma análise sistemática de decisões americanos que concebem e implementam a política de sanções econômicas revela que os papéis principais são exercidos por mega-sionistas (Israel-Firsters) como Ileana Ros-Lehtinen e Howard Berman no Congresso; Dennis Ross na Casa Branca, Jeffrey Feltman no Departamento de Estado e Stuart Levy e seu substituto David Cohen no Tesouro. A Casa Branca está totalmente dominante por gente que arrecada fundos para os sionistas e faz o que querem os "52 presidentes das Principais Organizações Judias Americanas". A estratégia israelense-sionistas é cercar o Irão, enfraquecê-lo economicamente e atacar os seus militares. A invasão do Iraque foi à primeira guerra por Israel; a guerra líbia a segunda; a atual guerra por procuração contra a Síria é a terceira. Estas guerras destruíram adversários de Israel ou estão em vias de fazê-lo.

 Em 2011, as sanções econômicas, as quais foram concebidas para criar descontentamento interno no Irã, foram à arma escolhida. A campanha de sanções globais empenhou todas as energias dos principais lobbies judeu-sionistas. Eles não enfrentaram qualquer oposição dos meios de comunicação do Congresso ou da Casa Branca.

 A Configuração de Poder Sionista (Zionist Power Configuration, ZPC) ficou virtualmente isenta de crítica por parte de quaisquer movimentos ou grupos progressistas, de esquerda e jornais socialistas - com umas poucas exceções notáveis. O reposicionamento do ano passado de tropas estado-unidenses do Iraque para as fronteiras do Irão, as sanções e a influência crescente da quinta coluna israelense nos Estados Unidos significa que a guerra irá estender-se ao Médio Oriente.

 Isso implica sem dúvida um ataque aéreo "surpresa" de mísseis pelas forças estado-unidenses. Ele será justificado por um pretenso "ataque nuclear" iminente inventado pelo Mossad israelense e transmitido fielmente pela ZPC aos seus lacaios dos Congresso estado-unidense e da Casa Branca para ser oficializado e difundido no mundo inteiro. Esta será uma guerra assassina, sangrenta e longa em proveito de Israel; os Estados Unidos pagarão o preço militar direito e o resto do mundo pagará um preço econômico elevado. A guerra estado-unidense promovida pelos sionistas converterá a recessão do princípio de 2012 numa grande depressão por volta do fim do ano e provavelmente provocará levantamentos em massa.

Conclusão:

 Todas as indicações apontam para 2012 como um ano de viragem da implacável crise econômica que se propaga da Europa e dos EUA para a Ásia e suas dependências na África e América Latina. A crise será verdadeiramente global. Confrontações inter-imperiais e guerras coloniais minarão quaisquer esforços para atenuar esta crise. Em resposta, emergirão movimentos de massa que com o tempo transformar-se-ão em protestos e rebeliões - e, esperançosamente, em revoluções sociais e poder político.

Autor: James Petras


Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=2834

Subcultura dos americanos prepara-se para o colapso da civilização.



(Reuters) - Quando Patty Tegeler olha pela janela de sua casa com vista para as montanhas Apalaches, no sudoeste da Virgínia, ela vê problemas no horizonte.

 "Em um instante, tudo pode acontecer", disse ela à Reuters. "E acredito firmemente que você tem que estar preparado."

 Tegeler está entre uma subcultura crescente de americanos que se referem a si mesmos informalmente como "preppers". Alguns são movidos pelo medo do colapso social iminente, outros estão preocupados com o terrorismo, e muitos têm uma preocupação vaga que uma série crescente de desastres naturais está levando a algum tipo de cataclismo ambiental.


 Eles estão seguindo os passos de hippies na década de 1960, que criaram comunas para separar-se do que eles viam como uma sociedade materialista, e os survivalists na década de 1990 que esperavam escapar dos ditames que percebiam do governo, cada vez mais secular e opressivo.

 Preppers, embora sejam, não estão preocupados com nenhum governo.

Quarto reservado a estocagem de comida numa
casa em Utah, EUA.
 Tegeler, 57 anos, transformou sua casa na Virgínia rural em um "centro de sobrevivência", completa, com um gerador de grande porte, aquecedores portáteis, caixas d'água, e uma oferta de dois anos de comida desidratada que sua irmã recentemente deu-lhe como um presente de aniversário. Ela diz que em caso de emergência, ela poderia sobreviver indefinidamente em sua casa. E ela pensa que a emergência pode vir logo.

 "Acho que essa economia está prestes a desmoronar", disse ela.


 Há uma vasta variedade de fornecedores de produtos de mercado para preppers, principalmente online. Eles vendem tudo, desde tanques de água a armas de habilidades de sobrevivência.

 O conservador anfitrião de rádio Glenn Beck parece pregar a mensagem dos preppers quando ele diz aos ouvintes:" Nunca é tarde demais para se preparar para o fim do mundo como nós o conhecemos. "

 "Infelizmente, dada a crescente complexidade e fragilidade da nossa sociedade tecnológica moderna, as chances de um colapso social estão aumentando ano após ano", disse o autor James Wesley Rawles, cujo Blog Sobrevivência é considerado a luz orientadora do movimento prepper.


 Um oficial aposentado da inteligência do Exército, Rawles escreveu tópicos fictícios e não-fictícios sobre o fim-da-civilização, incluindo "How to Survive the End of the World as We Know It", que é também conhecido como a 'Bíblia' preppers.

 "Podemos ver uma cascata de taxas de juros mais altas, chamadas de margem, colapsos do mercado de ações, corridas aos bancos, reavaliações monetárias, protestos de rua em massa, e motins", disse ele à Reuters. "O resultado final no pior caso seria uma Terceira Guerra Mundial, uma inflação em massa, o colapso da moeda, e de longo prazo falhas das redes de poder".


 Uma sensação de "sofrimento e medo" está geralmente na raiz deste tipo de pensamento, de acordo com Cathy Gutierrez, um especialista em crenças do fim dos tempos em Sweet Briar College, na Virgínia. Tais sentimentos são naturais em um momento de recessão econômica e com as preocupações sobre uma dívida nacional crescente, disse ela.

 "Com a nossa atual dependência de coisas a partir da rede elétrica para a Internet, coisas que as pessoas não têm absolutamente nenhum controle sobre, há uma sensação de que um cenário de colapso pode facilmente emergir, com a crença de que o fim está próximo, e está tudo fora do controle do indivíduo", disse ela à Reuters.

 Ela comparou os principais desenvolvimentos tecnológicos da última década com a Revolução Industrial da década de 1830 e 1840, que levou ao crescimento do Millerites, o equivalente do século 19 do preppers. Seguidores do carismático pastor Joseph Miller, muitos venderam tudo e se reuniram em 1844 para o que eles acreditavam que seria a segunda vinda de Jesus Cristo.


 Muitos dos preppers hoje recebem inspiração a partir da Internet, devorando informações postadas em sites como as que são publicadas pelo advogado Michael T. Snider, que escreve o blog Colapso Econômico fora de sua casa no norte de Idaho.

 "Preppers modernos são muito diferentes dos survivalists dos velhos tempos", disse ele. "Você poderia estar vivendo ao lado de um prepper e nunca sequer saber disso. Muitos suburbanos estão convertendo quartos vagos em despensas de alimentos e estão indo para o treinamento de sobrevivência nos fins de semana."

 Como outros preppers, Snider está preocupado com o fim do funcionamento da economia dos EUA. Ele ressalta que dezenas de milhões de americanos estão no vale-refeição e que muitas crianças dos EUA estão vivendo na pobreza.


 "A maioria das pessoas têm uma sensação de que algo deu terrivelmente errado, mas isso não significa que eles entendam o que está acontecendo", disse ele. "Um monte de americanos tem sentido que uma forte tempestade econômica está chegando e eles querem estar preparados para isso."

 Então, supondo que não haja nenhum colapso da sociedade - o que os preppers chamam de "uncivilization" (a não civilização) - qual será o futuro dos preppers?

 Gutierrez disse que ao contrário do Millerites - ou os seguidores do pregador de rádio Harold Camping, que predisse o fim do mundo no ano passado - o pensamento preppers não está definindo uma data para a destruição vindoura. O Calendário Maia prevê o fim em dezembro.


 "O minuto em que você define uma data, você está cortejando uma desconfirmação", disse ela.

 Tegeler, que lembra ser atingida por tornados e inundações em sua casa no sudoeste da Virgínia, disse que nenhum dos produtos do seu "centro de sobrevivência" vão para o lixo.

 "Acho que é bobagem não estar preparado", disse ela. "Afinal, tudo pode acontecer."

(Reportagem de Jim Forsyth em San Antonio; edição por Corrie MacLaggan McCune e Greg)


Fonte: REUTERS

Para saber mais: 

SÍTIOS PREPPERS:
http://www.armageddononline.org/links_resources.html
http://www.bepreparedradio.com/2011/01/24/
http://www.georgiapreppersnetwork.com/
http://www.mississippipreppersnetwork.com/
http://www.arizonapreppersnetwork.com/
http://www.connecticutpreppersnetwork.com/
http://www.northcarolinapreppersnetwork.com/
http://www.floridapreppersnetwork.com/
http://www.nevadapreppersnetwork.com/2010_01_01_archive.html
http://www.oklahomapreppersnetwork.com/
http://www.mainepreppersnetwork.com/
http://www.illinoispreppersnetwork.com/

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Porta-aviões dos EUA entram no Golfo sem incidentes.

Porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN 72) navegando no Oceano Indico,
3 de feveveiro, 2005. Foto: REUTERS/US Navy/Timothy Smith.
(Reuters) - Um porta-aviões dos EUA navegou através do Estreito de Ormuz e no Golfo sem incidentes no domingo, um dia depois do Irã recuar das ações para uma ameaça mais precipitada se um porta-aviões americano voltasse a hidrovia estratégica.

 O porta-aviões USS Abraham Lincoln completou sua passagem "regular e de rotina" pelo estreito, uma porta de entrada fundamental para as exportações de petróleo da região, "como previamente programado e sem incidentes", disse a tenente Rebecca Rebarich, porta-voz da Quinta Frota dos EUA.

 O Lincoln, acompanhado por grupo de navios de guerra de ataque, foi o primeiro porta-aviões dos EUA a entrar no Golfo desde final de dezembro e estava em um revezamento de rotina para substituir a saída do USS John C. Stennis.

 A partida do Stennis motivou o chefe do Exército iraniano Ataollah Salehi a lançar ameaças sobre o retorno do porta-aviões ao Golfo.


 "Eu recomendo e aconselho o porta-aviões norte-americano não voltar ao Golfo Pérsico. ... Não temos o hábito de advertir mais de uma vez", disse ele.

 A ameaça levou a uma rodada de retórica crescente entre os dois lados, que assustou os mercados de petróleo e levantou o espectro de um confronto militar entre o Irã e os Estados Unidos.

 O Irã ameaçou fechar o estreito, o mais importante acesso do mundo para o transporte de petróleo, enquanto os Estados Unidos advertiram que tal medida exigiria uma resposta de Washington, que rotineiramente patrulha rotas marítimas internacionais para garantir que elas permaneçam abertas.


 O Irã apareceu para aliviar as tensões longe de suas advertências anteriores no sábado, com o Vice-Comandante da Guarda Revolucionária Hossein Salami dizendo à agência oficial de notícias IRNA que o retorno dos navios de guerra dos EUA para o Golfo era rotina e não um aumento da sua presença permanente na região.

 "Navios de guerra dos EUA e as suas forças militares já estão no Golfo Pérsico e na região do Oriente Médio por muitos anos e sua decisão em relação ao envio de um navio de guerra novo não é uma questão nova e deve ser interpretada como parte de sua presença permanente", Salami disse.

 Autoridades do Pentágono não quiseram comentar diretamente sobre as observações de Salami, mas reiterou que a presença contínua dos EUA na região reflete a seriedade com que Washington assume os seus compromissos de segurança para as nações parceiras na região e para garantir o livre fluxo do comércio internacional.

 A chegada do Lincoln no Golfo não estava relacionada à declaração do Irã no sábado.

 Tensões entre o Irã e os Estados Unidos têm sido crescentes nas últimas semanas e o presidente Barack Obama se prepara para implementar novas sanções dos EUA contra o Irã por causa do seu programa de enriquecimento nuclear, que Teerã diz ser para a produção de energia, mas o Ocidente acredita ser destinado a produzir armas atômicas.


 A UE está se preparando para intensificar as sanções contra Teerã com um embargo às exportações de petróleo do Irã e, possivelmente, o congelamento dos ativos do banco central do Irã. Obama está preparando novas sanções dos EUA que atinge as instituições financeiras estrangeiras que fazem negócios com bancos centrais iranianos.

 Ambos os lados tentaram reduzir a retórica na semana passada. A Casa Branca destacou que os Estados Unidos ainda está aberto a conversações internacionais sobre o programa nuclear do Irã, ao mesmo tempo que negou as afirmações iranianas de que as discussões estavam em andamento sobre a retomada do diálogo.

 A Casa Branca não confirmou nem negou relatórios iranianos sobre o envio de uma carta de Obama aos líderes iranianos, mas o porta-voz Jay Carney disse que qualquer comunicação com Teerã teria reforçado as declarações que Washington tem feito publicamente.

 Os Estados Unidos apóiam negociações entre o Irã e o chamado P5 + 1, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Rússia, China, França, Inglaterra e Estados Unidos - mais a Alemanha.


 Carney pediu que o Irã respondesse a carta enviada em outubro em nome do P5 +1 pela chefe de política externa da União Europeia Catherine Ashton.

 "Se os iranianos estão sérios sobre o reiniciar das conversações, então eles precisam responder a essa carta", disse Carney um briefing da Casa Branca. "Esse é o canal pelo qual ... o reinício dessas conversas aconteceriam."

(Reportagem de David Alexander; edição por Peter Cooney e Stacey Joyce)

Fonte: REUTERS

domingo, 22 de janeiro de 2012

Jornalismo da Rede Globo tenta induzir opinião publica contra o Irã.

  No primeiro dia útil de 2012 a Rede Globo e a mídia brasileira noticiaram que o Irã, mais uma vez, desafiava o mundo ao fazer testes com mísseis de médio e longo alcance no Estreito de Ormuz, por onde passa a maior parte do petróleo consumido no ocidente, fornecido por monarquias árabes corruptas e subservientes ao imperialismo e ao sionismo.



 O "jornalismo" da Globo tenta induzir a opinião pública mundial a apoiar qualquer tipo de ação criminosa por parte dos EUA ou da Otan contra o Irã, para favorecer a política militarista e imperialista dos EUA e Israel.

 
A imprensa brasileira, na sua maioria, contrata agências de notícias norte-americanas para divulgar informações de países estrangeiros. Ora, as agências de notícias norte-americanas são financiadas pelo governo norte-americano justamente para mentir e enganar a opinião pública mundial. Portanto, a imprensa brasileira compra mentiras e divulga mentiras, sendo portanto, cúmplice de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade.

Notícias tendenciosas.

 Esse conglomerado de empresas que fabricam notícias tendenciosas, que se diz "imprensa livre", não publica uma palavra sobre os crimes do governo norte-americano na Guerra da Coréia (onde os norte-americanos assassinaram 1 em cada 3 coreanos em 1950, dizimando 1/3 da população daquele país, onde seguem fazendo chantagens e ameaças atômicas, dividindo o país em fazendo da Coréia do Sul um depósito de armas e bombas atômicas).

 Nada sobre o assassinato pelos EUA e Otan de mais de 200 mil pessoas na Líbia. Essa pretensa mídia comercial não publica uma palavra sobre as bombas atômicas norte-americanas e suas 965 bases militares construídas para dominar o mundo. Nenhuma palavra sobre as armas químicas e biológicas atualmente desenvolvidas em laboratórios norte-americanos para serem usadas como armas de destruição em massa.

 Os ataques diários da mídia ocidental à República Islâmica do Irã tem o único objetivo de incentivar e estimular uma nova guerra para favorecer os interesses mercantilistas de investidores norte-americanos e israelenses (judeus sionistas), detentores da maioria das ações das indústrias bélicas e petrolíferas na Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Fonte: Pravda.ru

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