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quinta-feira, 5 de julho de 2012

CIA coordena fornecimento de armas para a oposição síria.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 4 de Julho de 2012.

 

A CIA coordena o fornecimento de armas e munições para as forças de oposição síria. O fato foi confirmado por fontes de informação na Administração dos EUA. Compete aos agentes especiais, que se encontram no sul da Turquia perto da fronteira com a Síria, determinar respectivos destinatários.

Funcionários da CIA autorizam vendas aos grupos armados em oposição ao regime de Bashar Assad. Na seqüência disso, nas mãos dos rebeldes vêm parando armas automáticas, lança-granadas, munições e meios de luta antitanque. Os armamentos são transportados através da fronteira pelos grupos de intermediários compostos de “irmãos muçulmanos”. E as despesas com a venda são assumidas pela Turquia, Arábia Saudita e Catar.

Os agentes norte-americanos têm de impedir, contudo, casos de venda aos militantes da Al-Qaeda. Enquanto isso, a intensificação de incursões da oposição síria se deve, em considerável medida, ao apoio prestado por este grupo terrorista. Os massacres praticados em Homs, nos finais de maio, e em Hama, em princípios de junho, permitem aos peritos traçar paralelos com a tática de ações escolhida pela Al-Qaeda.

O fato de a CIA coordenar a venda de armas à oposição síria é bem conhecido. Agora, depois de confirmado ao nível mais alto, passou a constituir um dos elementos da campanha contra o Presidente Assad, opina o perito russo em questões do Médio Oriente, Evgueni Satanovski.

“Os combatentes líbios se deslocam à Síria através da Turquia e Jordânia usando o dinheiro concedido por Catar. O fluxo de armas, inclusive o proveniente dos Balcãs, segue para a Síria mediante a Turquia, o Líbano, a Jordânia e o Iraque, sendo financiado pela Arábia Saudita. Por meio da mídia, o Ocidente tem desencadeado uma guerra ideológica, alegando um imperativo de derrubar o regime de Bashar Assad. Tal estratégia continua a ser dominante. Claro que para a Doha e Riade a liquidação de Assad faz uma parte integrante da campanha da luta contra o Irã e, ao mesmo tempo, contra shiitas e regimes laicos no mundo árabe em geral.”

As fontes de informação citadas dão conta da possibilidade de serem transmitidos, por via satélite aos rebeldes sírios, certos dados sobre os locais de estacionamento e a deslocação das tropas governamentais.

Não foi por acaso, pois, que o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, fizesse alusões a uma situação em que o Ocidente e algumas monarquias do Golfo participavam na campanha de derrubamento do regime de Kadhafi na Líbia. Fez lembrar como, naquela altura, perante o embargo para a venda de armas aos conflitantes, a França reconheceu o fato de fornecer armas para os rebeldes líbios. Semelhante confissão foi feita pelos países do Golfo Pérsico.

Agora a situação se repete na Síria. Neste contexto, Lavrov se mostrou duvidoso quanto à possibilidade de o Ocidente e os países do Médio Oriente poderem respeitar o embargo introduzido em relação às partes em conflito na Síria. Caso contrário, porém, será impossível regularizar a crise. É evidente que se as armas não forem enviadas para o regime inconveniente, sendo fornecidas, em simultâneo, aos rebeldes apesar do embargo, a situação criada poderá resultar em uma guerra civil. É precisamente isso que acontece agora na Síria.


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