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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Noruega barra o caminho da China ao Ártico.

  Um incidente diplomático ocorrido há dois anos entre Oslo e Pequim se transformou de repente em um escândalo. A Noruega tenciona bloquear a entrada da China no Conselho Ártico na qualidade de observador permanente, escreve o jornal local Aftenposten, citando fontes no Ministério norueguês das Relações Exteriores.

 A Noruega é contra a participação plena da China no Conselho Ártico enquanto Pequim não concordar com o reinício de contatos oficiais com Oslo a alto nível. As relações se agravaram no Outono de 2010, quando foi atribuído o Prémio Nobel da Paz ao dissidente chinês Lui Xiaobo.

 A China pretende entrar no Conselho e não é, naturalmente, com o objetivo de estudar a fauna do Ártico. Segundo diversas avaliações, nesta região existem mais de 25% das reservas mundiais de petróleo e gás. Para a China, que tem recursos limitados, esta área é muito importante, considera Aleksandr Khramchikhin, do Instituto de Análise Política e Económica.

 – Se a China continua a crescer a tais ritmos como hoje, dentro de algum tempo, nem os recursos do mundo inteiro lhe serão suficientes. A nível global, será extremamente difícil limitar a avidez da China. Este é o maior problema e ninguém sabe como o resolver. No que toca ao Ártico, aqui a forma de agir é bastante simples. A China não é de maneira nenhuma um país ártico e não tem qualquer direito nem ao território nem ao espaço marítimo do Ártico.

 Esta opinião é confirmada pelas declarações de Lee Lee, coronel e professora da Universidade de Defesa Nacional da China, em um canal do Exército, onde ela falou dos planos estratégicos chineses no Ártico.

 – Atualmente, o Pólo Norte é chamado estaleiro de obras global. O que é que isso significa? Como nós sabemos, os recursos no planeta são limitados. Não podemos ignorar os jazigos na zona do Pólo Norte. Podemos dizer que esta zona é o Oriente Médio do futuro.

 Uma outra vantagem económica direta para a China é o caminho marítimo através do Oceano Glaciar Ártico. Esta rota é importante para Pequim, para além de outras coisas, do ponto de vista da segurança da navegação, sublinha o vice-diretor do Instituto chinês de Relações Internacionais Contemporâneas, Xie Weihe.

 – Atualmente, vários países estão estudando a questão da possibilidade de transporte de cargas através do Oceano Glaciar Ártico. Acontece que, indo da Europa, quando se passa o Canal do Suez,  você se confronta com os piratas somalis na zona do estreito de Malaca. Se fizermos o transporte através do Oceano Glaciar Ártico, economizaremos bastantes meios que agora são gastos com a proteção das rotas e reduziremos os riscos.

 No relatório elaborado por peritos noruegueses do Instituto Internacional de Investigação dos Problemas da Paz (Stockholm International Peace Research Institute), diz-se que o Ártico pode se transformar em uma zona em que a China irá perseguir os seus interesses geopolíticos. Mas será apenas a China? O conflito que deflagrou entre Oslo e Pequim mostra que a importância do Ártico como um novo Klondike  e um novo foco de tensão internacional está constantemente a crescer.¹

[1] http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/30/64968949.html

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