Fuso-horário internacional

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

PÁGINAS

Voltar para a Primeira Página Ir para a Página Estatística Ir para a Página Geográfica Ir para a Página Geopolítica Ir para a Página Histórica Ir para a Página Militar

sexta-feira, 30 de março de 2012

BRICS marcam o sinal dos tempos.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 29 de março de 2012.



A comunidade internacional manterá por tanto sua atenção sobre o encontro, em busca de sinais de futuros acordos dos principais representantes do Sul.

Os chefes de Estado das cinco principais economias emergentes –Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul- assistirão à IV Cúpula dos BRICS que se celebrará em Nova Délhi, Índia, nessa quarta e na quinta-feira (29 e 30).

Após a incorporação da África do Sul ao grupo em abril de 2011, a estatura econômica do BRICS cresceu até 11,7 bilhões de dólares. O PIB nominal combinado dos países BRICS assumiu 18,5 por cento do PIB mundial en 2010. Esta cifra se incrementa a 26,7 por cento se for medida em termos de paridade de poder de compra.

De fato, a brecha econômica entre os BRICS e o G8 está se reduzindo gradualmente. Excetuando a Rússia, o resto do G8 –Canadá, França, Alemanha, Japão, Itália, Reino Unido e Estados Unidos- assumiram 38,3 por cento do PIB mundial em termos de paridade de poder de compra. Este diferencial se reduzirá ainda mais nos próximos anos, já que vários membros do G8 se encontram lutando para superar suas dificuldades econômicas crônicas. A expansão da economia dos países BRICS, ao contrário, é esperado que se mantenha forte e estável.


O BRICS não é só um grupo das maiores economias de mercado emergentes e de maior crescimento, senão também uma união de três continentes em desenvolvimento, Ásia, África e América do Sul. O grupo salienta o novo núcleo da atividade econômica, que se move pouco a pouco desde América do Norte e Europa, o “Norte” desenvolvido, até o “Sul” em desenvolvimento. Não inclui nenhum país da OCDE, a maioria dos quais são economias desenvolvidas de altos rendimentos da América do Norte e Europa que se encontram atualmente num profundo estagnação econômica. Com 42 por cento da população mundial e um enorme potencial econômico, os BRICS simbolizam o novo “pólo” econômico global. Num sentido geopolítico mais amplo, mostra a crescente cooperação Sul-Sul, que, novamente, é uma consequência natural da mudança dinâmica da economia global.


A crise financeira na Europa tem estabelecido a emergência dos países BRICS como uma importante fonte de estabilidade econômica global. Varias discussões tem ocorrido sobre o oferecimento de assistência dos BRICS à Europa para ajudar na superação de suas dificuldades, e com mais de 4 bilhões de dólares em reservas de divisas, os países BRICS são certamente capazes de apoiar substancialmente a Europa. Logo, no entanto, o grupo não chegou a qualquer decisão sobre se devem assumir as obrigações europeias. Mas, fazê-lo ou não, o papel futuro do grupo na gestão das instituições financeiras mundiais e na arquitetura financeira mundial serão temas centrais de discussão nesta reunião. Os membros do BRICS já têm contribuído com o FMI, e é esperado uma maior presença no cerne do FMI possa proporcionar uma ajuda significativa à Europa. No entanto, a ajuda dos BRICS provavelmente virá acompanhada de exigências por parte do grupo quanto a uma maior participação na gestão do FMI.


Vários países europeus são importantes sócios comerciais de membros do BRICS, sendo assim é do seu próprio interesse que a Europa se recupere com rapidez. No entanto não descartam que revitalizar a Europa vai levar tempo. Nesse caso, os membros do BRICS deveriam considerar uma maior cooperação no comércio e investimento entre eles mesmos. Se bem que é demasiado cedo para pensar nos BRICS como um marco de comércio e investimentos. As instancias passadas de cooperação entre os membros do BRICS na OMC, referentes a temas de interesse comum como agricultura, por exemplo, podem impulsioná-los a explorar possibilidades de colaboração. São também importantes os esforços para facilitar um maior comércio e investimento entre os países do BRICS, dado que o mundo desenvolvido recorre cada vez mais ao protecionismo e a políticas comerciais centradas em seus próprios interesses, as quais limitam o acesso ao mercado de várias exportações dos BRICS.

Nos quatro anos desde a primeiro encontro dos BRICS na Rússia, em 2009, o encontro foi mais além da discussão unicamente de questões econômicas mas envolveu outros temas de significado estratégico global. Sendo assim além do comércio, a economia e a reforma da governança global, se espera que a reunião também trate outros assuntos como a segurança internacional, terrorismo, mudança climática e segurança alimentar e energética. É natural, não só porque a importância estratégica dos BRICS tem aumentado, mas também porque o resto do mundo espera que os BRICS joguem um papel importante no momento de confrontar as principais questões globais.

A comunidade internacional manterá por tanto seu olhar atento sobre a reunião dos BRICS, em busca de sinais sobre aquilo que é concernente a fazer no futuro os principais representantes do Sul.

Autor: Amitendu Palit

*O autor é director de desenvolvimento e programas e investigador associado visitante no Instituto de Estudos do Sul da Ásia na Universidad Nacional de Singapura. Publicado originalmente em ‘China Daily’.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Ocidente equipa serviços de espionagem de países que condena.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 29 de março de 2012.


As potências que no interior do Conselho de Segurança da ONU promovem resoluções em defesa dos Direitos Humanos ou para condenar o regime sírio, egípcio, líbio ou iraniano são as mesmas que venderam a esses regimes o material tecnológico necessário para vigiar e reprimir a oposição. A hipocrisia é uma regra de ouro: a comunidade internacional invoca os valores por um lado e, pelo outro, entrega os instrumentos tecnológicos usados para violar esses valores.


Eduardo Febbro – De Paris/Carta Maior

Paris – As democracias ocidentais têm grandes dificuldades para esconder o rabo do diabo. As potências que no interior do Conselho de Segurança da ONU promovem resoluções em defesa dos Direitos Humanos ou para condenar o regime sírio, egípcio, líbio ou iraniano são as mesmas que venderam a esses regimes – e a outros – o material tecnológico necessário para vigiar e reprimir a oposição. A hipocrisia é uma regra de ouro: a comunidade internacional invoca os valores por um lado e, pelo outro, entrega com chaves nas mãos os instrumentos tecnológicos usados para submeter os povos.

Narus – uma filial da Boeing – no Egito, Nokia-Siemens no Irã e Bahrein, a francesa Bull, a chinesa ZTE Corp e a sul-africana VASTech na Líbia, as norte-americanas Cisco e Nortel na China, a lista e a relação das multinacionais tecnológicas com os governos que infringem as liberdades ou condenados pela ONU é extensa. E como nunca falta uma nova oportunidade de fazer suculentos negócios, a essa lista se agrega agora a Síria.


A comunidade internacional adotou um pacote de medidas contra Damasco onde figura a proibição da venda de armas, mas esse pacote exclui as tecnologias de ponta que permitem, entre outras violações, controlar a Internet ou vigiar os telefones móveis. A empresa italiana Area SPA vendeu à Síria um conjunto de programas de origem norte-americana, francesa e alemã para realizar um scanner, tanto das atividades dos usuários da Internet como de suas comunicações telefônicas. O contrato, por um montante de 13 milhões de euros, contou com a participação da empresa Californiana NetApp, a alemã Ultimaco Safeware AG e, segundo o portal de investigações econômicas Bloomberg, até a Hewlett-Packard entrou na entrega de componentes. O quarto participante nesta estrutura é Qosmos, uma empresa com sede em Paris e cuja tecnologia permite analisar as comunicações através das redes móveis por meio da inspeção de pacotes (DPI, Deep Packet Inspection). Trata-se do mesmo dispositivo que a empresa norte-americana Narus havia vendido ao derrubado Hosny Mubarak, no Egito.

A democracia empresarial não tem fronteiras. As ONGs defensoras dos direitos humanos e das liberdades ligam, com justa razão, essas tecnologias à “cumplicidade com crimes de guerra” porque, através delas é que se espiona a dissidência, se perseguem e se localizam indivíduos, possibilita-se sua prisão, ou mesmo sua morte e se limita toda forma de liberdade. A Qosmos detalha com rigorosa concisão a capacidade de seus produtos. Em sua página web pode ser lido esta apresentação: “A Qosmos fornece uma tecnologia de inteligência de rede que identifica e analisa em tempo real os dados que transitam na rede”. No concreto, é perfeitamente possível “reconstruir” tudo o que acontece pela tela de um computador. Os correios eletrônicos ou Skype deixam de ser lugares de privacidade. Assim, as companhias ocidentais colaboram estreitamente com os governos autoritários.

Dupla linguagem, duplo jogo: acusadora na ONU por um lado, fornecedora de tecnologia avançada pelo outro. No caso sírio, a astúcia consistiu em vender o material para Itália e não diretamente à Síria. A Area SPA fez-se assim de intermediário entre Damasco e o resto do mundo. O material de vigilância foi instalado no bairro Mouhajireen, onde uma sala especialmente preparada para isso controlava as comunicações através de 40 terminais. A operação é conhecida com o nome código de “Asfador”. Em um comunicado emitido no final de 2001, a Qosmos explicou que seu “negócio não é a venda de material de vigilância”. Segundo a Qosmos, “a sociedade vende a empresas ou associados que integram nossos componentes às suas próprias aplicações e assumem a comercialização. Isso é o que aconteceu com o projeto sírio”.

O exemplo da Síria não é mais que o último de uma interminável série de colaborações entre as empresas que manejam tecnologia de ponta e as autocracias ou regimes autoritários que fazem da espionagem dos cidadãos a melhor arma de repressão. A Nokia-Siemens se notabilizou a partir de 2007 com a venda ao regime iraniano de um sofisticado dispositivo de espionagem global: Internet, emails, VoIP, Twitter, MySpace, Facebook, comunicações por móveis, SMS, nada escapava à joia vendida pela multinacional finlandesa. A Líbia do falecido Coronel Khadafi foi outro campo semeado com as sementes tecnológicas de ocidente, desta vez, paradoxalmente, oriundas da França.


O presidente Nicolas Sarkozy foi o principal promotor da resolução das Nações Unidas que autorizou o uso da força na Líbia. Os primeiros aviões que bombardearam o território líbio foram também franceses. Paris foi também o primeiro país que reconheceu o Conselho Nacional de Transição líbio – a oposição – como o “interlocutor legítimo do povo líbio”. Entretanto, Khadafi espionava, perseguia e prendia os opositores que a França apoiava com tecnologia vendida pela empresa francesa i2e/Amesys, uma filial da Bull. O principio é o mesmo: o famoso e temível Deep Packet Inspection, por meio do qual tudo o que atravesse uma tela deixa de ser segredo. O DPI é a arma mais eficaz para esmagar qualquer resistência. Quando o bunker onde Khadafi havia montado o sistema de vigilância foi bombardeado, os opositores encontraram entre os escombros cópias das mensagens que os ativistas enviavam entre si. Mais ilustrativo ainda, na porta do Bunker estava colado o logo de Amesys.

Narus, a filial da Boeing que vendeu a Hosny Mubarak o mesmo produto, fecha este cínico capítulo de dois gumes: em 2011, enquanto as bombas caíam sobre a Líbia e neutralizavam parte do material que o Ocidente havia vendido a Khadafi, a Narus negociava em segredo, em Barcelona, com o regime do coronel, novos contratos tecnológicos para aperfeiçoar seu próprio sistema, complementar ao da Amesys. O diabo sacode o rabo por baixo do manto da democracia ocidental.

Tradução: Libório Junior

fonte: Iranews

quarta-feira, 28 de março de 2012

Celso Amorim propõe cooperação em defesa na América do Sul.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 28 de março de 2012.

Bases Militares dos EUA na America Latina. foto: lahistoriadeldia.wordpress.com





































Propondo ”diálogo e negociação” como forma de equacionar eventuais divergências, o ministro da Defesa, Celso Amorim, reiterou na sexta-feira passada (23/03) a importância de a América do Sul investir em ações de cooperação e integração no campo de defesa.

Em aula magna proferida na Escola Militar do Chile, na capital do país, Amorim disse que segurança e defesa não escapam à pauta de integração entre as democracias da região, mas a embasam e consolidam. O evento marcou o início de uma visita oficial de cinco dias do ministro brasileiro ao país andino.


“A prosperidade e a segurança de cada um de nossos países são indissociáveis da prosperidade e da segurança de todos”, afirmou ele, perante um auditório repleto de militares. Cerca de 600 participantes do curso conjunto das academias de guerra chilenas, além de agregados de outros países, compareceram ao evento.


Na palestra intitulada Estratégia de Defesa do Brasil e América do Sul, Celso Amorim defendeu, em língua espanhola, a ideia de que a cooperação militar regional, nos mais variados níveis, pode aprofundar o sentido de uma unidade sul-americana, com benefícios para a estabilidade e a prosperidade de toda a região.


Utilizando a indústria de defesa como exemplo, citou a construção do avião cargueiro KC-390 – de iniciativa brasileira, mas que conta com a participação de outros países, inclusive da América do Sul – como modelo de integração tecnológica e industrial. “A complementaridade não é o único benefício de projetos como esse. Trata-se de construir e aprofundar confiança, renovar mentalidades e expandir associações estratégicas”, garantiu.


Dissuasão regional


Para o ministro da Defesa, a integração entre os países sul-americanos deve ser alicerçada na transparência das ações e na orientação para a preservação da paz. A esse respeito, observou que o subcontinente caminha para ser uma comunidade de segurança, na qual a guerra é impensável como método de solução de controvérsias.


“Nossa reflexão sobre o papel da América do Sul no sistema internacional deve estar fundamentada na identidade democrática e não conflitiva que distingue nossa região”, sublinhou. E lembrou o compromisso regional de manter a América do Sul como zona livre de armas nucleares.


No entanto, Celso Amorim alertou para a importância de a América do Sul “estar ciente da necessidade de dissuasão em nível regional”, devido a seus vastos recursos energéticos, minerais, vegetais, humanos, de água e de biodiversidade.


“A História nos ensina que a possibilidade de que os ativos de nossa região se tornem objeto de competição e cobiça internacional não pode ser descartada, por mais pacíficas que sejam nossas orientações políticas e por mais voltados que estejamos para o diálogo e a negociação como métodos de solução de conflitos”, explicou.


Ao tratar do tema, o ministro da Defesa foi enfático ao dizer que “ser pacífico não significa ser desarmado”. E afirmou que é prudente que os países da região preparem suas forças de modo a tornar o custo de eventuais agressões proibitivo.

Gastos Militares na América Latina. foto: www.deperu.com

“Estamos dirigindo esforços para equipar e adestrar satisfatoriamente nossas Forças Armadas. Queremos fazê-lo de forma crescentemente integrada com nossos sócios e parceiros da Unasul e, na medida do possível, da América Latina e do Caribe”, garantiu.


Celso Amorim permanece na capital chilena até a próxima terça-feira (27/03), onde terá reuniões de trabalho com autoridades nacionais e comparecerá à abertura da FIDAE 2012 (Feira Internacional do Ar e do Espaço), maior feira de aviação da América Latina.

fonte: Iranews

terça-feira, 27 de março de 2012

O Brasil na era da fabricação de novos submarinos nucleares.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 26 de março de 2012.



O corte de uma chapa de aço, em cerimônia a ser realizada no dia 16/07/2011, em Itaguaí (RJ), com a presença da presidenta Dilma Rousseff, marca oficialmente o início da construção dos submarinos convencionais Scorpène, de tecnologia francesa, no Brasil. A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil.

O evento que ocorreu na sede da Nuclebrás Equipamentos Pesados (NUCLEP) – teve enorme importância simbólica para o País. A fabricação dos S-BR, como são chamados os quatro submarinos convencionais incluídos no PROSUB, representa o primeiro passo para a construção do submarino com propulsão nuclear brasileiro (SN-BR) – marco maior do programa, firmado entre o Brasil e a França, no final de 2008.

Esse evento marcou o início da construção da Seção de Qualificação, unidade na qual engenheiros, técnicos e operários brasileiros treinados na França poderão comprovar a absorção – com a posterior aplicação – dos conhecimentos técnicos e tecnológicos recebidos. A etapa representa, no calendário do PROSUB, o início efetivo da construção dos S-BR no Brasil.

Além da presidenta Dilma Rousseff, participaram da cerimônia na sede da NUCLEP o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o embaixador da França no Brasil, Yves Edouard Saint-Geours, o ministro da Defesa da França, Gérard Longuet, e o comandante da Marinha, almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, entre outras autoridades civis e militares.

Submarino brasileiro para  proteger águas brasileiras.

Considerado um dos mais complexos meios navais já idealizados pelo homem, o submarino com propulsão nuclear tem vantagens táticas e estratégicas significativas. Com enorme autonomia, pode desenvolver velocidades elevadas por longos períodos de navegação, aumentando sua mobilidade e permitindo a patrulha de áreas mais amplas no oceano. O modelo é considerado também extremamente seguro e de difícil detecção.

Parte dos equipamentos desenvolvidos para os quatro submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica, poderá ser aproveitada no submarino de propulsão nuclear brasileiro, que será fabricado com os mesmos métodos, técnicas e processos de construção desenvolvidos junto aos franceses.
Outra imagem da sede da Nuclebrás, no município fluminense de Itaguaí, local onde será construído submarino brasileiro. Foto: Marinha do Brasil

Esse processo de capacitação da indústria de defesa nacional, que envolve transferência de tecnologia e expressiva nacionalização dos equipamentos, permitirá que a qualificação obtida pelos profissionais brasileiros, sobretudo na fabricação do SN-BR, possa ser utilizada em vários outros segmentos da indústria nacional.



O submarino movido a energia nuclear é desenvolvido com tecnologia altamente sensível, dominada por um seleto grupo de países. Atualmente, apenas Rússia, Estados Unidos, França, Inglaterra e China, detêm esse domínio tecnológico. Com o PROSUB, o Brasil passará a integrar essa lista, já que o SN-BR terá reator nuclear e propulsão desenvolvidos pelo próprio país.

Repasse de know how.

Entre os acordos assinados com a França, o contrato de transferência de tecnologia é visto como o mais estratégico por especialistas brasileiros. Pelo acordo, os franceses terão de repassar know how para determinadas indústrias fabricarem no Brasil itens usados nos submarinos.

Estima-se que cada um dos submarinos a ser fabricado no Brasil contará com mais de 36 mil itens produzidos por mais de 30 empresas brasileiras. Entre esses equipamentos estão quadros elétricos, válvulas de casco, bombas hidráulicas, motores elétricos, sistema de combate, sistemas de controle, motor a diesel e baterias especiais de grande porte, além de serviços de usinagem e mecânica.

O estímulo, pelo PROSUB, à indústria de fornecedores nacionais, aliado ao grande processo de capacitação empreendido, é considerado o maior trunfo do programa. Entende-se que, uma vez capacitado e com parque industrial ativo, o Brasil não irá depender de outro país para fazer submarinos convencionais e de propulsão nuclear.

Nova empresa.

Para tornar viável o programa de submarinos brasileiro foi constituída uma nova empresa, a Itaguaí Construções Navais (ICN), parceria entre a francesa DCNS e a construtora brasileira Norberto Odebrecht. A união foi formada com a participação da Marinha do Brasil, que detém golden share (direito de veto) sobre questões referentes à atuação da empresa. Caberá à ICN a construção de cinco submarinos.

Além da fabricação das novas unidades, o PROSUB contempla a construção de um estaleiro e de uma sofisticada base naval para abrigar as embarcações. As obras incluem também a instalação de uma Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM).

O local escolhido para as novas instalações foi a Ilha da Madeira, localizada no município de Itaguaí, no litoral sul fluminense. A UFEM será alojada num terreno situado ao lado da NUCLEP, estatal encarregada de produzir as seções cilíndricas que formarão os corpos dos submarinos.

Cronograma.

Pelo cronograma de entregas, o prazo para o fim das obras civis é 2015. A inauguração da UFEM será feita em novembro de 2012. A conclusão do estaleiro é esperada para 2014. Já a base naval deverá ficar pronta seis meses depois.

A previsão é de que o primeiro dos quatro submarinos convencionais a serem construídos esteja pronto em 2016 e seja entregue à Marinha em meados de 2017, após a realização dos testes de cais e mar. Os demais submarinos convencionais serão entregues a cada ano e meio de defasagem. O primeiro submarino com propulsão nuclear ficará pronto em 2023.

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil irá gerar, somente durante as obras de construção previstas, mais de 9 mil empregos diretos e outros 27 mil indiretos. Projeta-se para o período de construção dos submarinos, apenas na área de construção naval militar, a criação de cerca de 2 mil empregos diretos e 8 mil indiretos permanentes, com utilização expressiva de mão-de-obra local.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Argentina temeu ambição nuclear de Lula, diz WikiLeaks.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 25 de março de 2012.


 A Argentina temeu que as ambições internacionais do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levassem o Brasil a rever seus compromissos na área de proliferação nuclear – caminhando perigosamente rumo à bomba atômica. Em conversa reservada com diplomatas americanos no dia de Natal de 2009, funcionários argentinos disseram que uma ‘luz amarela’ acendera em Buenos Aires diante da aproximação do Brasil com o Irã de Mahmoud Ahmadinejad e da abertura de uma embaixada brasileira na Coreia do Norte.


O relato completo do encontro está entre as centenas de cabos da Embaixada dos EUA em Buenos Aires divulgados pelo WikiLeaks. ‘Confidencial’, a mensagem revela como traços da rivalidade histórica no campo nuclear entre os vizinhos não foram totalmente apagados, nem mesmo com a aproximação a partir do fim dos anos 80 e a calorosa relação entre os governos Lula e Néstor Kirchner.

Chefe da direção de assuntos atômicos da Chancelaria de Buenos Aires, Gustavo Ainchil falou sobre o temor argentino à embaixadora americana Vilma Martínez. Amparado em sua ‘imensa popularidade’, Lula adotou uma política externa ‘arriscada’, analisou o argentino. Além do Irã e da missão em Pyongyang, Ainchil cita o fato de o Brasil ser ‘o único Bric’ sem a bomba atômica – em 2009, a África do Sul ainda não integrava o grupo. Ainchil diz que há ‘certo alívio’ na Argentina com o iminente fim do governo Lula. ‘Nenhum sucessor tentará manter uma política externa tão arriscada.’

Preocupação

Antes dessa conversa, outro diplomata argentino, não identificado, havia procurado a Embaixada dos EUA em Brasília com a mesma mensagem de preocupação. O despacho revelado pelo WikiLeaks foi enviado dois meses após o vice-presidente José Alencar ter defendido uma arma nuclear brasileira, o que ‘daria mais respeitabilidade’ ao País. Procurados pela reportagem, os governos da Argentina, EUA e Brasil não quiseram se pronunciar oficialmente.


A Argentina chegou a pensar numa resposta a uma eventual retirada do Brasil da agência argentino-brasileira de controle nuclear (ABACC) ou mesmo na possibilidade – ‘improvável’ – de o País fabricar a bomba. Os argentinos, então, buscariam ‘desenvolver tecnologia nuclear pacífica avançada para mostrar sua capacidade, mas sem seguir o caminho todo até a bomba’.

Federico Merke, da universidade argentina de San Andrés, diz que o cabo do WikiLeaks ‘é uma boa descrição da incerteza que existe entre funcionários e analistas argentinos’. ‘O Brasil não é visto como um país que logo terá a bomba, mas como um Estado que não termina de tornar transparente seu programa nuclear’, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


domingo, 25 de março de 2012

Argentina não quer mais guerras na América do Sul.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 24 de março de 2012.



A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, afirmou nesta terça-feira, em conversa por telefone com o presidente Hugo Chávez, que a América do Sul não quer mais guerras, em clara referência à disputa com o Reino Unido pelo controle das ilhas Malvinas.

“Não queremos problemas de guerras, as grandes potências já militarizaram bastante o mundo. Queremos ter tudo isso bem longe e fazer todos os esforços para conseguir”, afirmou Cristina, que voltou a criticar os Estados Unidos e a Europa pela crise econômica mundial.

“As grandes potências, que não só destroçaram a economia do mundo, acrescentam o desastre das guerras civis e as ocupações”.

Em relação às ilhas Malvinas, declarou que a América não deve manter nenhum território colonial. “A América do Norte também foi colônia inglesa e também se tornou independente. É essa bandeira que queremos levantar”.

Cristina disse que a luta pelo arquipélago é “conceitual, vital, e engloba convicções que nos combinam na história, na política e na defesa dos recursos naturais”. A mandatária ainda agradeceu o governo do Peru por ter rejeitado um exercício militar com a Marinha britânica, em apoio à reivindicação argentina.

O anúncio foi feito durante a entrega do milionésimo decodificador de televisão digital, em que fez a conversa telefônica. A presidente ainda pediu para que o mandatário venezuelano mantenha a saúde em dia, “para cumprir os sonhos do patrono da independência argentina, José de San Martín, do ex-presidente Juan Domingo Perón, e ao ex-presidente Néstor Kirchner, morto no ano passado.

fonte: Folha Online

Leia também:
 

sábado, 24 de março de 2012

Paquistão decidiu proibir os EUA de usarem drones.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 23 de março de 2012.



Uma comissão parlamentar do Paquistão avançou como uma das condições do novo formato de relações com os EUA a proibição de assestar golpes com aparelhos não-pilotados (drones), que a Força Aérea estadunidense tem praticado sistematicamente no país, nos últimos anos.

Os deputados começaram a debater as exigências da comissão na manhã de 20 de março. Houve quem dissesse que as limitações de uso de drones poderá agravar ainda mais as relações do Paquistão com os EUA. No entanto, o presidente do parlamento acrescentou às declarações da comissão que Islamabad deveria exigir de Washington “desculpas incondicionais” pelo assassinato de 24 soldados paquistaneses, em novembro de 2011.

sexta-feira, 23 de março de 2012

EUA cogitam usar superbomba contra Irã.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 22 de março de 2012.

MOP sendo carregado em 2007 durante testes no Novo México. foto: www.ridus.ru
 Os Estados Unidos consideram a possibilidade de utilizar uma bomba de 13,6 toneladas diante de um eventual ataque militar ao Irã, a maior ogiva de seu arsenal, confirmou um alto oficial da Força Aérea.

 A bomba de penetração maciça (MOP, na sua sigla em inglês), tem capacidade de perfurar através de 60 metros de concreto armado antes de detonar sua carga.
Este artefato explosivo convencional (não nuclear) é o mais poderoso já desenvolvido pelo Departamento de Defesa na última década, assegurou o tenente-general Herbert Carlisle, vice-chefe de operações da Força Aérea.

 De acordo com ele, a MOP, considerada a “mãe de todas as bombas”, poderia ser utilizada em qualquer ataque contra o Irã ordenado por Washington.

 O Pentágono trabalha em opções militares para o caso em que falhem a diplomacia e as sanções econômicas contra Teerã. Os EUA têm como objetivo interromper o programa nuclear iraniano, sob a acusação de que este tem fins militares, embora o governo do país persa reitere os seus fins pacíficos, informou a página de internet Global Research.

 O secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, declarou no jornal The National Journal na última quinta-feira (8), que a planificação das operações vem ocorrendo “há muito tempo”.

 A retórica belicista das forças armadas de Washington se mantém apesar das declarações do presidente Barack Obama, que se pronunciou durante a semana em favor de esgotar todos os recursos de pressão diplomáticos, econômicos e políticos antes de empreender um ataque contra a nação persa.

 Obama e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reuniram na última segunda-feira (5) na Casa Blanca em uma tentativa de rearticular um debate sobre o tema nuclear iraniano, pois Israel é partidário de lançar um ataque preventivo contra a nação persa para evitar que siga adiante com seus planos.

 Carlisle também assegurou que um conflito com o Irã ou a Síria poderia revelar um novo pensamento tático nas operações militares, conhecido como batalha ar-mar, onde se combinariam vários dos serviços armados estadunidenses.

 O oficial sublinhou que as táticas apontam no sentido de operar em vários domínios, tanto no ar, como no mar, no espaço e no ciberespaço, mediante a criação de redes de informação integradas através de satélites, sensores em aviões caças e aeronaves não tripuladas.

 Tais procedimentos operativos respondem à circunstância de que a Síria e o Irã possuem capacidades defensivas importantes para manter à distância seus potenciais agressores, algo que Washington pretende evitar, considerou Carlisle.

 No caso do ciberespaço, pode ser um fator de conflito entre ambos os países, alertou.

 

quinta-feira, 22 de março de 2012

A duvidosa eficácia do sofisticado escudo anti-mísseis de Israel.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 21 de março de 2012.

Ilustração do escudo anti-mísseis israelense batizado como "Cúpula de Ferro".


No fim de semana de 10-11 de março, o sistema de defensa anti-mísseis israelense ‘Cúpula de Ferro’ passou por uma nova prova de eficácia.
Um ataque maciço de mísseis lançado desde os territórios palestinos continua levantando dúvidas sobre a eficiência econômica e combativa dos mísseis interceptores israelenses, que conseguiu um pouco mais de 30% dos mísseis disparados.

Ataque do sábado

Na sexta-feira, 9 de março, as Forças Armadas de Israel bombardearam a Faixa de Gaza e abateram ao líder do grupo palestino Comitês da Resistência Popular, Zuhair Qaisi, e o seu assesor Mahmud Hanani, acusados do treinamento dos terroristas.

Em resposta, os movimentos radicais palestinos dispararam no dia seguinte uns 120 mísseis contra Israel. A maioria deles foram mísseis artesanais Kassam, assim como projéteis reativos não guiados de 122 mm que são usados em lança-mísseis múltiplos sobre plataforma móvel BM-21 Grad, de marca russa.

Isto se pode comparar com os acontecimentos que ocorreram em 2006, durante a Segunda Guerra do Líbano (de 12 de julho a 14 de agosto de 2006), quando a milícia libanesa disparou uns 4.000 projéteis de diversos calibres contra diversas localidades do norte de Israel.

O recente ataque com mísseis colocou a prova novamente o sistema de defesa anti-mísseis israelense ‘Cúpula de Ferro’, instalado para proteger vários bairros urbanos do sul de Israel desde 2011. Três baterias mostraram-se muito eficientes: dos 29 mísseis que ameaçavam aos bairros residenciais no seu raio de ação, 27 foram interceptados. Mas todos os demais projéteis impactaram seus alvos e o ataque maciço de mísseis voltou a ser o centro das atenções na necessidade de proteger os civis no território palestino mediante um sistema eficaz de defesa anti-mísseis.

Israel necessita de guarda-chuva

Israel é um Estado pequeno e numa situação na qual resulta impossível liberar os territórios árabes dos extremistas radicais, Tel Aviv deveria estar acostumado aos ataques de mísseis contra os bairros judeus. Mas “acostumar-se” não é o mesmo que “conformar-se”.

Já faz tempo, Israel iniciou vários experimentos com a finalidade de desenvolver um sistema de defesa anti-mísseis capaz de derrubar alvos à curta distancia.

Em 1996, na época do projeto Nautilus, se criou um sistema que devia abater mísseis com armas laser. Nos 2000, apareceu uma nova versão do sistema anti-mísseis israelense, Skyguard, projetado pela empresa norte-americana Northrop Grumman em cooperação com Israel. O sistema foi testado, mas ainda não iniciou a fabricação em série devido a várias causas.

Segundo a imprensa israelense que cita a opinião de muitos especialistas, incluíndo a de Oded Amichai, especialista em tecnologia laser que anteriormente trabalhava no consorcio israelense Rafael, a decisão se tomou sob a pressão do lobby do setor de defesa de Israel, que intentava impedir que fossem firmados contratos importantes com as companhias estrangeiras.

Na metade dos anos 2000, os militares israelenses renunciaram o sistema de defesa anti-mísseis com laser e centraram suas atenções nos mísseis interceptores. Assim, apareceu o sistema ‘Cúpula de Ferro’, as primeiras três baterias que se instalaram em Israel em 2011. Este sistema se representava como a proteção ideal dos ataques de mísseis hipoteticamente lançados por terroristas palestinos.

Trata-se de um sistema tradicional de mísseis de curto alcance conseguiu interceptar projéteis não guiados abatendo-os com os mísseis interceptores Tamir. Segundo os dados oficiais, o raio máximo de ação deste sistema foi inicialmente 40 quilômetros, e posteriormente, 70 quilômetros.

Este sistema custou caro. Israel gastou 205 milhões de dólares para desenvolver o sistema e cada bateria da ‘Cúpula de Ferro’ custou uns 50 milhões de dólares sem tomar em consideração o custo do próprio míssil.

O sistema de controle devia ser ligado a um mapa zonal do terreno e avaliar parâmetros balísticos do alvo hipotético. Poderiam lançar ataques só no caso em que se esteja seguro de que o alvo não se encontra nos bairros residenciais.

Economia da época da Guerra Fria

O custo dos mísseis interceptores Tamir segue sendo um segredo até hoje em dia. Segundo as cifras oficiais apresentadas pelos militares israelenses, um míssil custa 40.000 ou 45.000 dólares.

Apresentação do míssil Tamir integrado ao sistema Cúpula de Ferro. foto: xandernieuws.punt.nl


No entanto, vários especialistas de Israel anunciaram que seria possível conseguir tais valores só iniciando-se a produção em série dos mísseis interceptores. E incluso neste caso, se trataria melhor da estimação de gastos que de custos.

Segundo as estimativas de especialistas independentes publicadas com frequência nos meios de informação israelense, o custe atual dos Tamir é de 50.000 a 100.000 dólares

Considerando que se necessitam dois mísseis para abater um só alvo, o custe de interceptação dos Kassam ou de projéteis reativos não guiados que se usam em lança-mísseis múltiplos Grad parece excesivo.

O contraste é o mais notável quando se compara a política de defesa israelense com a economia palestina da guerra de posições com mísseis.

O míssil artesanal Kassam inclui os seguintes elementos: um artefato tubo, o chamado “combustível” –uma mescla de açúcar com um fertilizante– e o elemento explosivo composto de uma mistura de trilita com outros fertilizantes e um detonador primitivo. Este míssil custa de 200 a 500 dólares.

Para os que consideram inadmissível derrubar tais alvos baratos com o armamento de alta precisão, em 2008 começaram a importar os mísseis iranianos cujo protótipo é o míssil Grad, de marca russa.

O custe de um projétil importado de Israel é de uns 1.000 dólares. A precisão deixa muito a desejar, mas este míssil é capaz de derrubar alvos nos bairros residenciais.

O que ocorre é que Israel deve pagar quase duas vezes mais pela defesa que os palestinos pelo ataque. É demasiado caro, concluem os militares, mas a segurança dos cidadãos é prioridade.

Teste do míssil Tamir, o interceptor do sistema Cúpula de Ferro. foto: www.rafael.co.il

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, declarou que é necessário comprar “dezenas de milhares” dos Tamir para que sejam eficazes.

Além disso dos pedidos para os sistemas de rádio de alcance médio e mísseis interceptores de mísseis de alcance médio Arrow, Barak avaliou os gastos gerais que se destinam para o escudo anti-mísseis israelense e ultrapassam 7 ou 8 bilhões de dólares.

A imprensa israelense parece mais cética, ao anunciar que o custe deste projeto é de uns 50 bilhões de dólares.

A realidade é que Israel não dispõe de tanto dinheiro, a pesar da ajuda financeira que os Estados Unidos destina ao setor militar israelense. Mas parece que este não é o problema principal.

Normas éticas aplicadas ao escudo anti-mísseis

Um dos episódios mais complicados que se tem produzido em torno da implantação da ‘Cúpula de Ferro’ foi a história com a proteção de colônias adjacentes ao muro que separa a Faixa de Gaza árabe de Israel.

Em dezembro de 2010, a imprensa israelense publicou a informação fornecida por uma fonte anônima da Força Aérea do Estado judeu. Segundo a fonte, é muito difícil empregar o escudo anti-mísseis próximo à Faixa de Gaza.

O tempo mínimo necessário para ativar o sistema de destruição dos alvos com o posterior lançamento de mísseis interceptores é de 15 a 30 segundos. Mas, segundo a fonte, os mísseis artesanais palestinos também alcançam várias colônias judias localizadas perto da Faixa de Gaza em 15 ou 30 segundos. Por isso não há nenhum sentido na instalação do sistema de defesa anti-mísseis neste território.

Como resultado, se decidiu não instalar a ‘Cúpula de Ferro’ nas imediações da Faixa de Gaza. É curioso que a eficácia da defesa da cidade israelense de Sderot suscite duvidas relacionadas com a curta distância entre as colônias e o lugar de implantação dos mísseis.

Em Sderot iniciaram as primeiras provas deste sistema que não tem sido instalado ali. O Conselho regional de Eshkol cujos terrenos ficaram sem proteção apresentou uma demanda judicial exigindo a instalação do escudo anti-mísseis para assegurar a defesa dos territórios adjacentes à fronteira com a Faixa de Gaza.

Em agosto de 2011, o Tribunal Supremo de Israel rejeitou a demanda alegando motivos financeiros, de segurança e peculiaridades de uso operacional do sistema de defesa anti-mísseis.

Por que a ‘Cúpula de Ferro’ não pode cumprir sua missão principal de proteger às colônias judias que podem ser diretamente atacadas desde os territórios palestinos? É possível que esta tarefa não tenha sido considerada durante o processo desenvolvimento do sistema.

No outono de 2010, o geral Gadi Eizenkot, comandante do Distrito militar do Norte e candidato ao cargo de chefe do Estado Maior Geral das Forças de Defesa de Israel, destroçou a imagen de que a ‘Cúpula de Ferro’ estava sendo criada já a vários anos.

“Os cidadãos de Israel não devem alimentar suas ilusões acerca de que alguém vai lhes oferecer uma sombra”, declarou o general ao pronunciar um discurso na Universidade de Haifa. “O sistema foi desenvolvido para a proteção dos militares, sendo que ainda pode provocar vítimas entre os civis durante os primeiros dias de combates”, acrescentou.

Sua declaração clareou as coisas e agora podemos entender que para obter recursos para o desenvolvimento de um programa tão raro foi necessário convencer aos israelenses da necessidade de realizar a tarefa mui importante de garantir a segurança na região fronteiriça. Ao fim e ao cabo disso, as Forças de Defesa de Israel dispõem de um sistema eficaz de defesa contra mísseis não guiados e projéteis de artilharia. E a possibilidade de aplicar em reiteradas ocasiões para proteger aos civis é um êxito adicional do programa que se não tivesse sido orientado verbalmente à defesa dos bairros residenciais nunca teria recebido financiamento suficiente.

terça-feira, 20 de março de 2012

Sistema russo GLONASS terá precisão centimétrica.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 19 de março de 2012.



O sistema russo de navegação via satélite, GLONASS, terá precisão centimétrica até 2020, comunicou o sub-chefe da agencia espacial russa Roscosmos, Serguei Savéliev.

“A precisão do posicionamento para usuários militares e civis subirá ao nível decimétrico e centimétrico”, declarou Savéliev numa conferência internacional sobre sistemas de navegação por satélite que realizada em Munique, Alemanha.
Recordou que a frotilha nacional GLONASS inclui até o momento 31 satélites: 24 operacionais, quatro na reserva, dois em processo de investigação e um em fase de testes. “Quanto à precisão, já temos alcançado um nível competitivo com o GPS”, assegurou.

O objetivo, segundo ele, é manter e propagar o sistema GLONASS “com características técnicas que garantam sua paridade com sistemas estrangeiros”, para o qual se planeja entre outras coisas ampliar a rede de estações de medição e modernizar os dispositivos de controle terrestre.

sábado, 17 de março de 2012

Ministério russo da Defesa destruirá 4 milhões de armas de fogo.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 16 de março de 2012.




O Ministério da Defesa da Rússia destruirá 4 milhões de pistolas, fuzis e metralhadoras produzidas antes dos anos 1980, comunicou o diário “Izvestia” este mês de março.

Esta quantidade de armas obsoletas deverá ser destruída até 2015. Segundo o diário Investia, o Ministério da Defesa tem em seus armazéns 16 milhões de armas de fogo. Desse total, mais de 6 milhões já esgotaram sua vida útil.
Entretanto, o vice-ministro da Defesa, Alexandr Sujorúkov, declarou em setembro passado que somente tratando-se dos fuzis automáticos AK-74, existem uns 17 milhões nos armazens.

O Ministério da Industria e Comércio planeja destruir as armas nas mesmas empresas que as haviam produzido. Espera-se que desta maneira se possa criar novos empregos e modernizar algunas das empresas.

Assim, poderiam ser criados umas 240 vagas de trabalho adicionais na fábrica “Molot”. A fábrica Izhmash, onde os fuzis Kalashnikov são produzidos, também se dedicará a destruir armas obsoletas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Rússia exige condições para oferecer caças à China

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 15 de março de 2012.



China tem planos de comprar da Rússia uma quantidade de caças modernos, mas como de costume a China copia e desenvolve a fabricação própria do material bélico estrangeiro sem autorização prévia do fornecedor atrasando a concretização do contrato.


Duas vantagens ao Império Celeste


A Rússia está a ponto de firmar um dos maiores contratos de compra e venda de caças nesta década. “As partes estão quase a estabelecer o número de aviões para o fornecimento. A China anunciou sua disposição de comprar 48 caças polivalentes Su-35, informou em 6 de março passado o diário russo Kommersant citando fontes do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar de Rússia.


Trata-se do modelo Su-35S destinado à exportação. É a versão modernizada do Т-10BM desenhado pela oficina de projetos Sukhoi que passaria a ser um dos melhores aviões de combate no mundo.


Esta plataforma serviu como base para o desenvolvimento dos caças interceptores Su-27, caças multifuncionais Su-30, caças Su-33 e caças bombardeiros Su-34.

O Su-35S é um caça da geração 4++ e de fato é o apogeu do desenvolvimento dos aviões da quarta geração.

Em 2008, esse avião realizou seu primeiro vôo e, em virtude do contrato firmado no Salão Aeroespacial MAKS 2009, a Força Aérea da Rússia deve receber 48 caças Su-35S.

Em 2011, os primeiros caças fabricados em série já estão sendo entregues ao Exército do Ar russo para testes.

Mas o contrato potencial de exportação dos caças anunciados enfrentam um grave problema no âmbito da cooperação militar russo-china, pois a China copia ilegalmente o material bélico exportado.

Cooperação com países asiáticos

Nos anos noventa havia dois canais importantes pelos quais a Rússia exportava seus produtos aeronáuticos.

O grupo aeronáutico russo Irkut, que fabricava os caças polivalentes Su-30MKI, fornecia sua produção à Índia. o outro país interessado na compra de aviões russos foi a China.

Em 1996, a empresa fabricante de aviões russa Sukhoi entregou à China 46 cazas Su-27SK fabricados na cidade de Komsomolsk em Amur (Extremo Oriente russo).

Em 1998, a Rússia começou a trabalhar no contrato de montagem de 200 caças a partir de peças fabricadas na Rússia, com um paulatino aumento da cota de componentes fabricados na China.

Em 2000, a Força Aérea chinesa incorporou nos seus arsenais 73 caças polivalentes Su-30MKI, e em 2004, a Armada chinesa recebeu a versão modernizada do Su-30MKI (24 aviões) projetado para detectar, vigiar e destruir alvos sobre a superfície do mar.

É evidente que a cooperação militar com a China era de importância especial à Rússia. Mas na metade da década passada Moscow interrompeu o fornecimento de armamento e material bélico à China.

Caças Sukhoi fabricados na China.

A Rússia interrompeu a montagem de caças interceptores Su-27SK (J-11, segundo a classificação chinesa) na China sem cumprir o contrato. Após a montagem de 95 aviões dos 200 previstos até 2003, os fabricantes decidiram terminar o processo.

A China estava descontente com os equipamentos, considerando-os insuficientemente modernos. E a Russia se opôs à prática tradicional aplicada pelo país asiático de modernizar o material bélico sem concordar com os desenvolvedores.

A empresa aeronáutica russa Sukhoi se negou a dar sua aprovação para a fabricação do J-11B, a versão chinesa do Su-27SK. Por sua parte, Pequim renunciou à compra da versão russa mais moderna, o Su-27SKM, proposta pela Sukhoi.

A montagem se interrompeu, mas a China continuou fabricando os caças por sua conta. Atualmente o Exército do Ar e a Armada chinesa estão dotados com mais de 160 aviões desse tipo e, tendo em conta os respectivos pedidos para sua fabricação, seu número poderia subir a uns 250.

Esse não é o único caso em que a China tem infringido os direitos de propriedade para a fabricação de armamento. As copias ilegais de material bélico aparecem regularmente no gigante asiático. Durante os últimos anos, foram detectados muitos equipamentos pirateados nos aeródromos chineses.

Por exemplo, o avião J-15, desenhado para o futuro porta-aviões chinês Shi Lan, o antigo Variag soviético, é uma cópia do caça Su-33 entregue à China pela Ucrania.

O J-16 vem após a tentativa de fabricar o Su-MK2.

Desde principios dos anos 2000, Pequim renunciou às compras massivas de armamento russo, preferindo firmar contratos para a importação de pequenas quantias para submeterem a testes. Na realidade as utilizou para copiar e reproduzir as tecnologias.

Isto é inaceitável à Rusia. Agora a China só pode contar com contratos para a importação de grandes itens, porque a renda recebida de sua venta poderiam compensar os fabricantes russos pela cópia inevitável de suas tecnologias. 

Capacidades da indústria aeronáutica chinesa.

Desde os anos noventa, os chineses tentam o acesso às tecnologias de fabricação do material bélico da Rússia. Mas seriam capazes as empresas aeronáuticas chinesas de fabricar as cópias do material bélico que possam competir com as versões originais?

A indústria de alta tecnologia é o setor que até hoje em dia ninguem conseguiu inventar nada sem passar por todas as etapas anteriores do desenvolvimento tecnológico.

O milagre econômico do Império Celeste pode nos admirar, mas o atual nível tecnológico da China não lhe permite reproduzir muitas das tecnologias que está disposta a oferecer Rússia ao pirata asiático.

O problema principal é o atraso da China na construção de motores. “A China alcançou grandes êxitos ao aprender a piratear caças soviéticos ou russos, mas não soube desenvolver motores confiáveis para esses aviões e os compra da Rússia”, disse a RIA Novosti o diretor da publicação ‘Export vooruzheni’ (Exportação de armamento), Andrei Frolov. Além disso, a indústria de Defesa da China “é incapaz de dotar seus caças com uma aviônica de fabricação nacional”.

A explicação para isso está em que os motores de turbo-propulsão que os aviões utilizam estão no topo do desenvolvimento de complicadas tecnologias e ciência fundamental aplicadas no campo dos materiais especiais, ligas e métodos de tratamento.

A China cessou de comprar os caças Sukhoi, mas segue firmando contratos para a importação de muitos itens de motores russos AL-31F, e os utilizam para a construção dos equipamentos pirateados.

Além disso, os chineses compram grandes peças em grande quantidade para a montagem dos motores, o que torna impossível copiar sem criar uma escola especial de física e química aplicada. 

Comprar menos, copiar mais.

O que o Su-35 tem a ver com tudo isso? A bordo deste equipamento fabricado pela indústria aeronáutica russa foram testadas muitas novas tecnologias com as que posteriormente foi equipado o caça russo de quinta geração T-50. Por isso o processo de desenvolvimento do Su-35 foi tão importante.

A China quer adquirir o processo seguinte da tecnologia aeronáutica russa. Trata-se de um projeto principalmente novo, radares e o novo motor AL-41F1S, no qual se provaram as soluções para o motor que se utiliza no caça T-50, enquanto seguir os trabalhos para criar o motor de segunda etapa para o avião de quinta geração.

Isto provoca um grande interesse pelo Su-35 e obriga Moscow a tomar precauções. Rússia está disposta a oferecer esses caças a China, mas entende as possíveis consequências disto. Assim, o volume mínimo de caças fornecidos à China deve ser demasiado alto para compensar as perdas que sofreria a Rússia caso a China copie o equipamento.

É difícil predizer se a venda de 48 caças seria suficiente para conseguir este objetivo. É evidente que seria melhor firmar um contrato para o fornecimento de uns 100 caças e concordar os termos para a entrega dos equipamentos. Seria inoportuno mostrar a Pequim todas as novidades.

Mas inicialmente a China planejava adquirir somente 10 ou 12 caças. A julgar por isso, se a Rússia entrar em acordo com a China para o fornecimento de uns 50 equipamentos, isso seria um êxito. Ainda mais, que caso esse contrato seja assinado, o caça Su-35 terá seu caminho aberto ao mercado internacional.

Sendo a versão mais moderna dos caças de quarta geração, este avião poderia gozar de demanda no mercado de armas durante muitos anos. E o primeiro bom contrato que faria melhorar as perspectivas do armamento e do material bélico imediatamente a ganhar as licitações abertas.

Fonte: Ria Novosti

quarta-feira, 14 de março de 2012

A nova estratégia militar obriga os EUA estar em todas partes com menos orçamento.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 13 de março de 2012.

A nova estratégia militar anunciada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirma que os planos do governo norte-americano é seguir sendo a primeira potência bélica do planeta para conter a expansão de China e outros países com economias mais pujantes.

Entre os pontos chaves da estratégia, especialistas na Rússia destacaram a renúncia de Washington às guerras prolongadas e custosas como as que empreenderam no Iraque e no Afeganistão, e a redução considerável dos efetivos do exército de terra e do pessoal da marinha.

Em condições de elevado déficit fiscal e cortes de orçamento, a Casa Branca e o Pentágono não tiveram outra opção senão renunciar à exportação de guerras, sobre tudo quando o custo das intervenções no Iraque e no Afeganistão foram estimadas por especialistas dos EUA entre 3,2 e 4 bilhões de dólares.

A nova estratégia prevê que em caso de guerras, os EUA utilizará menos tropas e operações em terra, enquanto reforçará a aviação de combate, os aviões sem piloto, o armamento automatizado moderno, as guerras cibernética e espacial.

Quanto à projeção geográfica, os especialistas destacam uma reorientação até a zona Ásia-Pacífico, em especial o sudeste asiático para conter a expansão geopolítica da China, nas atuais circunstancias, o principal rival dos EUA.

Ante a necessidade de contrapeso a Pequim e outros adversários de importância como o Irã, a estratégia militar norte-americana pleiteia a necessidade de reforçar a capacidade de combate e a mobilidade da sua frota de submarinos, a criação de novos modelos de bombardeiros invisíveis, o desenvolvimento de novos sistemas de defesa anti-míssil e a ampliação da frota de satélites de navegação e posicionamento.

A presença militar dos EUA na Europa vai adquirir um novo formato em volta do sistema anti-mísseis DAM  com estacões de radar, bases de mísseis interceptores implantados em terra, navios de superfície e submarinos.

EUA manterá sua presença militar no Oriente Médio e no Golfo Pérsico sobre tudo nas atuais circunstâncias de instabilidade pela consequência das revoluções no mundo árabe, a crescente influência do extremismo islâmico e o terrorismo.

No que se refere a outros países, o Pentágono reafirmou seus planos de continuar os programas de cooperação no âmbito da não proliferação nuclear, segurança regional, luta contra o narcotráfico e o crime organizado, mediante a realização de manobras conjuntas e missões permanentes de peritos militares dos EUA no território dos países amigos.

Ao comentar a viabilidade da nova estratégia militar, alguns observadores russos indicaram que o principal obstáculo para sua realização é o desconhecimento do seu custo, em momentos em que são muito reais as limitações do orçamento.

O que acontece é que o programa da estratégia todavia não está pronto e se espera que um primeiro esboço será apresentado para consideração do Congresso no próximo mês de fevereiro. Para então, será possível conhecer os parâmetros básicos do pressuposto de defesa para 2013.

Para os militares uma tarefa bastante complicada,  porque sobre o Pentágono pende um corte estimado em pelo menos um bilhão de dólares nos próximos dez anos.

E isto pode ocorrer de forma automática, segundo um mecanismo de corte do orçamento aprovado no fim de 2011, depois de que fracassaram as negociações para a redução de gastos entre democratas e republicanos.
Segundo esse acordo, o Pentágono sofrerá um corte de pelo menos 500 Bilhões de dólares, além de outro corte já aprovado anteriormente de uns  450 bilhões de dólares. 

Após a constatação dos problemas financeiros, alguns peritos militares russos consideram que a estratégia militar anunciada por Obama não é mais que papel molhado.

Num ambiente de campanha eleitoral e de comícios presidenciais para o fim de 2012, o futuro da estratégia militar dos EUA é incerto porque está condicionado em grande parte à conjuntura política interna e outros fatores subjetivos.
Em consequência, esses mesmos experientes aconselham redefinir o debate sobre a estratégia militar de EUA depois dos comícios, quando já se souber o nome do novo inquilino na Casa Branca.

segunda-feira, 12 de março de 2012

China prepara lançamento da sua primeira nave espacial tripulada.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 11 de março de 2012.

Um quadro de arquivo datado de 25 de Setembro de 2008, mostra o foguete Long March II-F (CZ-2F) que transporta a nave espacial no Shenzhou VII decola do Centro de Lançamento de Satélite Jiuquan, na província Gansu, no noroeste da China. A cápsula de reentrada do Shenzhou VII pousou seguramente no Estandarte Siziwang da Mongólia Interior, uma Região Autônoma, em 28 de Setembro de 2008. O módulo espacial Shenzhou-7 da China que transportava os três taikonauts pousou de pára-quedas, seguramente e com sucesso no campo norte da China, depois de concluir uma missão de três dias que incluiu a primeira caminhada no espaço do país, anunciou o centro de controle de terra da missão. EPA/STR

A China planeja nos próximos cinco anos lançar 100 foguetes espaciais e colocar em órbita 100 satélites, anunciou a Administração Espacial Nacional da China no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional.

Em 2011 a China efetuou 19 lançamentos de aparelhos espaciais – um lançamento mais do que os EUA, e ocupou o segundo lugar, após a Rússia, quanto ao número de lançamentos de foguetes. Em 2012 a China tenciona colocar em órbita 30 aparelhos espaciais, entre eles a cosmonave tripulada Shenzhou-9, que, segundo as estimativas, transportará a primeira expedição até à estação espacial chinesa Tiangong-1.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A América Latina tem se tornado o refúgio da crise aos jovens europeus.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 08 de março de 2012.

 
“Caminhante, se você passar pela minha casa / Diga a minha grande nostalgia / O que aconteceu comigo, olhando longe / Esperando um dia receber uma carta.” (Horacio Guaraní)

A grave crise econômica que assola os EUA e, especialmente, a União Europeia, destruindo o caminho da classe média e convertendo o pobre em desamparado, obrigando milhares de homens e mulheres se juntar às fileiras dos novos imigrantes, chamados “refugiados da crise”.

Não há palavras para expressar o que isso significa para o homem e o que se sente ao ser forçado a deixar sua pátria e seus entes queridos. O poeta do Paraguaio, Fernando Fernández, disse em seu poema “Ser Imigrante” isso implica “se aventurar no desconhecido em busca do seu horizonte com futuro melhor / que lhe dá um futuro em que não falte o pão para os seus.”

Os novos candidatos a imigrantes não são mais latino-americanos fazendo longas filas nos consulado dos Estados Unidos ou Espanha, mas os europeus e especialmente os espanhóis, gregos, italianos, irlandeses e portugueses, buscando sua sorte na América Latina.

Também começaram a regressar à sua pátria latino-americanos que nos anos 1980 e 1990 fugiram da violência e da miséria em que estavam mergulhados os seus países. Agora a situação se inverteu e, enquanto a Europa está passando por um rápido declínio devido à depressão, a América Latina está mostrando um crescimento econômico estável. A globalização começou após a Primeira Guerra Mundial, por destruir a família tradicional na América e na Europa, que foi percebido pelos criadores deste processo, a pedido de seus assessores psicólogos, como um freio para a mão de obra facilmente móvel um lugar para outro do país ou planeta.

Agora com esta crise foi a vez dos países economicamente mais vulneráveis da Europa perderem a sua soberania. A intenção da chanceler alemã Angela Merkel de nomear um supervisor da União Europeia (UE) para controlar o orçamento do governo da Grécia que fracassou miseravelmente, indica claramente até onde vai o processo de globalização. Medidas de austeridade e os empréstimos a bancos que ultrapassam um trilhão de dólares sem um plano concreto para o crescimento econômico e para o pagamento do empréstimo, estão destruindo as estruturas socioeconômicas de países europeus.

De acordo com estatísticas da UE, o número de pobres aumentou de 2007 a 2009 de 85 a 115 milhões e estima-se que atualmente seja de 120 milhões. Atentando a este fato os governantes não resta outra escolha que dizer aos jovens, como expressou o ex-banqueiro e atual primeiro-ministro italiano Mario Monti que os jovens devem se desacostumar a ter um emprego estável que é “monótono” e é ” melhor aceitar os desafios. “

O que se esqueceu de dizer a Mario Monti é que na Itália há cerca de um milhão de jovens entre 25 e 35 anos, com formação profissional que não conseguem encontrar emprego. E o que dizer dos que não tem profissão?

Assim aos jovens profissionais não resta outra alternativa senão deixar seus países onde a taxa de desemprego, como na Espanha, está perto de 30 por cento e, para os jovens está próximo de 40 por cento sem qualquer perspectiva de solução. De acordo com uma reportagem da BBC em 2011 fugiram da Espanha 62.611 estrangeiros e 445.130 cidadãos espanhóis. Censo Eleitoral de Espanhóis Residentes no Exterior mostra que, desde o início da crise em 2008 deixaram o país mais de 300.000 cidadãos. Ao mesmo tempo, o estudo de Adecco mostra que outros tantos estão se preparando para deixar o país. A maioria está atualmente se direcionando para os países latino-americanos, em vez de EUA, Alemanha, Reino Unido e Noruega como fizeram seus antecessores.

O Brasil é um dos países que mais oferecem oportunidades para os profissionais, devido à expansão do boom na economia e as facilidades oferecidas pelo governo. A política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua atual presidente Dilma Rousseff para enfrentar a crise global com base no desenvolvimento do mercado interno para estimular o consumo interno, com audácia e disciplina está rendendo resultados. Apesar de todas as previsões pessimistas do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, a economia do Brasil está crescendo ao longo dos últimos três anos superando os 5 por cento anuais. E não é surpreendente que um profissional da bolsa ganhe mais em São Paulo do que em Wall Street. De acordo com a Consultoria Internacional Michael Page, 30 por cento dos candidatos ao trabalho no Brasil são espanhóis, portugueses e franceses, sem considerar os profissionais cariocas que regressam do estrangeiro.

Outro país que está atraindo profissionais europeus é a Argentina. Pela segunda vez, após a Guerra Civil, a América Latina e, especialmente a Argentina, dá a mão aos imigrantes espanhóis que procuram um futuro seguro. Atualmente de 1.389.916 dos espanhóis que vivem no estrangeiro, 22 por cento estão na Argentina e apenas entre 2010 e 2011 cerca de 50.000 profissionais espanhóis, sobretudo da Galiza chegaram ao país em busca de emprego e salário digno. O país gaúcho está prosperando devido ao seu próprio programa econômico praticamente contrário às receitas do Banco Mundial e do FMI, ignorando a austeridade excessiva imposta pelos bancos na Europa frente à depressão e o fortalecimento do Estado de bem-estar das pessoas.

Campanha para a integração de imigrantes na Espanha.


América Latina está se tornando no El Dorado moderno para os emigrantes espanhóis. Aqueles que não vêm ao Brasil e à Argentina vão para o Uruguai e o Chile. De acordo com estatísticas da imigração desses países em 2011 foi registrada a chegada de 6.800 espanhóis no Uruguai e de 6.400 no Chile. A maioria são especialistas em ambiente, energia, engenharia, ciência da computação, pesca e agro-alimentação, a maioria dos quais encontram emprego.

Diziam os gregos antigos, que a memória é irmã do tempo e às vezes esta se perde nos braços do seu irmão. Recentes imigrantes latino-americanos que também buscavam o seu futuro diferente na Espanha foram tratados com arrogância e desprezo chamados de ‘sudacas’. Agora são os ‘sudacas’ que oferecem o salva-vidas para aos espanhóis e não necessitam de visto para chegar, mas é quase impossível para os americanos hispânicos obter um visto para a Europa. Paradoxalmente, a Rússia é o único onde podem ir sem visto.

Aprenderá alguma vez a humanidade esta lição para sair do ciclo vicioso do racismo e da desigualdade

fonte: Ria Novosti

Últimas postagens

posts relacionados (em teste)

Resumo

Uma parceria estratégica entre França e Rússia tra ria benefícios econômicos para a Europa?

SPACE.com

NASA Earth Observatory Natural Hazards

NASA Earth Observatory Image of the Day

ESA Science & Technology