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domingo, 27 de novembro de 2011

OTAN x Rússia: o Xadrez Europeu.


Charge mostra o urso russo questionando o presidente Bush após a guerra da Geórgia:
Você não tem uma guerra brutal e estúpida de sua preferência para ir?

 Se há alguém que apenas evoca a nova ordem mundial, acreditando que a Guerra Fria foi enterrada completamente, melhor rever seus conceitos. Já não é novidade que a OTAN está cercando o território da Rússia, lenta e inexoravelmente, com armas de destruição em massa, desde a queda do bloco soviético.

 Essa atitude da OTAN, obviamente fruto de mentes egocêntricas, tende a agravar uma situação já delicada, que muitos no mundo estão ignorando: a atitude do Ocidente de ignorar os legítimos protestos da Rússia e cercá-la completamente com suas armas de destruição em massa, que não tem outro objetivo se não causar terror e medo no povo russo, nos seus militares e aliados.

 A pergunta é se a Rússia é hoje uma ameaça a alguém. Por que ninguém acorda de manhã preocupado com a "ameaça russa", obviamente que não. Então, porque cercar esse país com sistemas de mísseis a antimísseis?

 A resposta reside no fato de ser a OTAN uma aliança extravagante, ligada ao lobby da indústria armamentista. Na ausência de alguma guerra, criam guerras para gastar armas e justificar o poder militar e sua dominação no mundo. O exemplo da Líbia foi claro: A OTAN entrou para mostrar ao mundo seu portfólio de armas em ação de combate, para propagandear suas novas armas.

A Rússia reclama o equipamento de radar da OTAN na Turquia. Foto: www.radartutorial.eu

 Mas, se o Ocidente crê que a Rússia se prostrará, tal como fez na década de 90 sob o traidor Yeltsin, aqui está a resposta do Kremlin:

 É preciso compreender claramente que qualquer sistema de armas não é uma panaceia contra todos os males. A instalação deste complexo é apenas uma das medidas de contraposição ao sistema de defesa antimíssil dos EUA na fronteira com a Federação Russa. O Ministério da Defesa já avisou que a Marinha de Guerra será reforçada, será cancelada de uma das divisões das Forças Balísticas Estratégicas, será aumentada a aviação de médio e longo raio de ação. (Konstantin Sivkov).

DIRETO DE MOSCOU - PRESIDENTE MEDVEDEV :

 Encarreguei o Ministério da Defesa da Rússia de colocar imediatamente em estado de combate a estação de radares do sistema de advertência de ataque de mísseis na cidade de Kaliningrado. Em segundo lugar, no âmbito da criação do sistema de defesa aéreo-cósmica da Rússia, prioritariamente será fortalecida a cobertura de estruturas das forças nucleares estratégicas. Em terceiro, os mísseis balísticos estratégicos, que integram o armamento das Tropas Estratégicas Balísticas e da Marinha de Guerra, serão equipados com complexos promissores, que permitirão a superação da DAM, e novos blocos de combate altamente eficientes. Quarto, coloquei às Forças Armadas a tarefa de elaborar medidas que garantam, se necessário, a destruição dos meios de informação e direção do sistema DAM. As medidas indicadas são adequadas, eficazes e pouco dispendiosas.

 O Ocidente devia se preocupar com sua própria crise econômica e parar de gastar dinheiro com o lobby armamentista. curioso, os usa e os demais tem dinheiro para o escudo antimísseis na Europa, mas para arrumar as próprias economias, não, não têm dinheiro.

Plataforma de radar marítimo na Turquia para vigiar espaço aéreo russo.

 E agora, querendo desviar a atenção do mundo, trazem de volta o mito de que a Rússia é o problema de todos.

 Ok, se o ocidente quer problema, vão ter um bem grande.

 Perguntem aos assassinos georgianos o que aconteceu com eles quando provocaram a Rússia.

 No caso de um deles ter conseguido escapar dos tanques russos, é claro...

"akhorus"


União Econômica Euroasiática entra em vigor em 1 de Janeiro de 2012.

Presidentes da Bielo-russia, Federação Russa e Cazaquistão formalizam a União Econômica Euroasiática.




















 A integração econômica da Eurásia é um projeto muito promissor e está andando a passos firmes na Rússia. Na sexta-feira Dmítri Medvedev, Nursultan Nazarbáiev e Aleksandr Lukachenko firmaram um acordo no Kremlin sobre a criação do Espaço Econômico Único e da União Econômica Euroasiática. Os presidentes da Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia assinaram uma declaração sobre a integração econômica da Eurásia e o tratado sobre a criação da Comissão Econômica Euroasiática.

 A Rússia, a Bielorrússia e o Cazaquistão já estão unidos no quadro da Aliança Aduaneira, que entrou em vigor este ano, e no quadro do Espaço Econômico Único, que começa a funcionar a partir do dia 1 de janeiro de 2012. Mas os líderes desses países estão convencidos de que a integração não deve limitar-se a isso. As duas associações irão transformar-se em União Econômica Euroasiática, em um processo iniciado em Moscou em 18 de novembro.

 Durante o encontro na semana passada, os três presidentes não se limitaram à discussão abstrata das perspectivas da nova aliança, mas assinaram o tratado sobre a criação da Comissão Econômica Euroasiática. O presidente da Rússia, Dmítri Medvedev, revelou na conferência de imprensa que uma carta com proposta de ratificar o documento tinha sido enviada imediatamente para a Duma de Estado da Rússia. Agora, nossa tarefa prioritária consiste em garantir o deslocamento livre de mercadorias, serviços, capitais e da mão de obra dentro do nosso espaço, assim como a realização de uma política monetária e macroeconômica coordenada. O início do trabalho da Aliança Aduaneira já aumentou a atratividade das nossas economias no plano de investimentos e estimula a sua modernização. A próxima etapa será a criação em 2015 da União Econômica Euroasiática.

 Medvedev afirmou que essa nova aliança poderá evitar problemas que surgiram durante a formação da União Européia. “Vamos proceder com cuidado, levando em consideração a experiência da União Européia”, ressaltou o presidente.

 O presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, revelou aos jornalistas que nem mesmo Dmítri Medvedev esperava um avanço tão rápido.

 Ninguém pensou, ao dar esse passo decisivo, que os resultados apareceriam tão rapidamente, declarou o presidente russo. “Nós não acreditávamos que pudéssemos alcançar tão rapidamente um resultado. Se a direção da Federação Russa não desse esse passo prático, a ideia poderia existir ainda durante muito tempo na qualidade de simples ideia”, disse Medvedev.

 O líder do Cazaquistão, Nursultan Nazarbáiev, delineou da seguinte maneira a sua visão do futuro: “A integração, que se pretende levar a cabo no quadro da União Euroasiática, é um processo bastante sério. Ela diz respeito, em primeiro lugar, à esfera econômica, mas vai abranger também outras esferas”.
“É preciso utilizar no comércio as moedas próprias dos três países, ou seja, o tenge do Cazaquistão, o rublo russo e o rublo da Bielorrússia, – a fim de excluir o uso do dólar nas transações entre nós. Existe também a idéia de criar no futuro o Espaço Comum de Defesa, – a Organização do Tratado de Segurança Coletiva já está cuidando disso –, um espaço técnico comum e as redes elétricas comuns. Podemos resolver em conjunto os problemas de alimentação. Quanto aos hidrocarbonetos, o Senhor nos deu em quantidades suficientes. Será uma associação poderosa sob todos os pontos de vista. Os 170 milhões de habitantes da região constituem um mercado auto-suficiente que poderá existir independentemente, caso a situação for muito difícil”, resumiu o presidente.

 Já foram tomadas as primeiras decisões relativas à equipe da integração: o atual dirigente do ministério da Indústria e do Comércio da Rússia, Viktor Khristenko, vai chefiar durante quatro anos a Comissão Econômica da Eurásia. Ao mesmo tempo, essa comissão – um órgão supranacional permanente -, vai substituir a Aliança Aduaneira de três países que vai deixar de existir a partir do dia 1 de julho de 2012. A comissão será constituída por um conselho e um colégio. O conselho vai incluir os vice-primeiros ministros da Rússia, da Bielorrússia e do Cazaquistão. O colégio vai incluir três representantes de cada país.

 “A ideia de integração do espaço pós-soviético paira há muito tempo no ar. A aspiração de unificação dos Estados, cujas indústrias já estão ligadas de forma muito estreita durante séculos, é um fenômeno perfeitamente lógico”, apontou em entrevista à Voz da Rússia o diretor do Instituto de Países da CEI, Konstantin Zatúlin.

 A unificação dos esforços dos países que constituíram anteriormente um complexo econômico único, embora isso se dê vinte anos depois do desmoronamento da União Soviética, é capaz de produzir um efeito cumulativo muito sério. Especialistas afirmam que o PIB deve crescer entre 10 e 15%. Na realidade, não se trata da junção mecânica dos potenciais, mas da elevação do peso específico de cada participante da associação econômica na economia mundial.

Fonte: Voz da Rússia.

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