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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Com novas prioridades no espaço a Rússia valoriza seu potencial espacial.

Soiuz-U, registrado no Guiness, o livro dos recordes, como o foguete mais confiável do mundo, e o cargueiro espacial Progress, com cargas destinadas à ISS transportam os satélites do sistema Glonass - Sistema Global de Navegação por Satélite.

 A partir de agora, os programas de voos tripulados, priorizados pela Roskomos nas últimas décadas, deixam de ser prioritários. “Até 2015, pretendemos aumentar o número de satélites de monitoramento remoto da Terra de 5 para 20; de satélites de navegação do sistema Glonass, de 24 para 30; de satélites de comunicação e do Cospas-Sarsat (Cospas - Sistema de Busca de Navios em Naufrágio, Sarsat– Search and Rescue Satellite-Aided Tracking), de 26 para 48”, disse Vladímir Popóvkin. Segundo ele, mais de 37% das verbas canalizadas para o Programa Espacial Federal, que irá durar até 2015, são aplicadas na construção de veículos lançadores e desenvolvimento da infraestrutura terrestre.

 Ainda de acordo com Vladímir Popóvkin, a Rússia tem apenas 3% do mercado internacional de serviços espaciais comerciais e 40% dos lançamentos espaciais internacionais por ano, cobrando por isso um preço ridículo em comparação com aqueles vigentes no mercado internacional. Aparentemente, foi na necessidade de acabar com essa injustiça que pensou o presidente da Roskosmos quando prometeu aos deputados dar prioridade ao componente comercial nas futuras atividades espaciais da Rússia. 

O que podemos

 O sistema Glonass é um dos sistemas de satélites russos de elevada importância para o desenvolvimento espacial nacional, tanto em termos de uso comercial quanto em termos de reforço da cooperação internacional. O sinal do Glonass será acessível sem limitações em todas as regiões do mundo daqui a um mês. Esse prazo é necessário para pôr em operação o satélite Glonass-M, colocado em órbita no início de outubro e que completa o esquadrão de satélites do sistema. Segundo o relato oficial da Roskosmos, o esquadrão orbital do Glonass é composto por 28 satélites.

Satélite que compõe a constelação GLONASS em órbita, rumo à cobertura global.

 Os primeiros satélites do Glonass foram colocados em órbita pelo ministério da Defesa da URSS já em meados da década de 1980, como contrapeso ao sistema norte-americano GPS, composto por espaçonaves Navstar. Mas a União Soviética não conseguiu concluir a criação de seu sistema de navegação por satélite.

 O sistema Glonass destinado a prestar serviços de navegação a um número ilimitado de consumidores em terra, navios e aviões e em órbita começou a funcionar em 1993. O acesso aos serviços de navegação do segmento civil do sistema é concedido gratuitamente, sem quaisquer restrições, aos usuários russos e estrangeiros em qualquer lugar do mundo.

 O sistema Cospas-Sarsat é menos conhecido e se destina à busca e resgate de navios, aeronaves e veículos terrestres acidentados. Esse sistema foi a primeira ferramenta de cooperação internacional efetiva no espaço durante a Guerra Fria.

 Os trabalhos para a criação do sistema começaram em 1982 e contaram com a participação da União Soviética e vários países ocidentais. A função do sistema é localizar, em situações de emergências, os rádios bóias instalados a bordo de navios e aeronaves. O sistema utiliza vários satélites colocados em órbitas circulares quase polares de 800 a 1000 km de altura e detecta e retransmite para as estações terrestres os sinais de socorro transmitidos pelos rádio bóias. Conforme o acordo intergovernamental, pelo menos dois satélites do sistema devem ser russos.

 O primeiro episódio de resgate de pessoas com a ajuda desse sistema ocorreu em 10 setembro de 1982, ainda na fase de ajustamentos técnicos, quando o satélite soviético Kosmos-1383 retransmitiu o sinal de socorro emitido por uma pequena aeronave caída nas montanhas do Canadá. O sinal retransmitido pelo satélite soviético foi recebido por uma estação terrestre canadense. Como resultado, foram resgatadas três pessoas.

 O sistema funcionou perfeitamente, permitindo realizar, só em 1998, 385 operações de resgate e salvar 1.334 pessoas. Até o início de 2002, o sistema Cospas-Sarsat ajudou no salvamento de mais de 10 mil pessoas.

 Os interesses dos programas russos de voos não tripulados não se limitam ao espaço circunterrestre. Em meados de outubro, o diretor do Laboratório de Espectroscopia de Raios Gama do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Ígor Mitrofánov, anunciou que os cientistas russos haviam escolhido na superfície lunar locais para o eventual pouso da sonda espacial Luna-Glob. A missão principal da sonda, em vias de construção pelo consórcio Lávotchkin, será a busca de água na Lua. O lançamento está previsto para 2014.

 Segundo o cientista, foram escolhidos seis locais para o pouso da sonda: três perto do pólo norte e três perto do pólo sul. “Consideramos quatro critérios na escolha de locais: o terreno plano, duração suficiente da iluminação solar, boa rádio-visibilidade para as estações terrestres e boas possibilidades para pesquisas científicas”, assinalou.

 Durante a escolha, foram usadas, entre outras coisas, as informações obtidas pela sonda americana LRO. É caso de nos lembrarmos do presidente dos EUA da década de 1960, John Kennedy. Apesar de os EUA e a União Soviética estarem em conflito na época, ele propôs que os dois países conjugassem seus esforços para a exploração da Lua.

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