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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Especialistas chineses explicam por que a Índia e a Rússia desenvolvem em conjunto um caça de 5ª geração.

 Chang Hu, o editor de uma revista militar, e seu colega respondem à televisão chinesa sobre a cooperação Indo-russa na àrea da aviação militar.

 A Rússia anunciou suas prioridades para a exportação de armas onde a Índia é a principal prioridade. Atualmente, a Rússia e a Índia estão desenvolvendo em conjunto o avião caça de quinta geração (FGFA). Recentemente, a Força Aérea da Índia relatou os planos de comprar mais de 200 caças FGFA.

 Em 8 de outubro, a Força Aérea da Índia organizou uma exposição e vôos de demonstração na base perto de Nova Delhi para comemorar o aniversário de 79 anos da Força Aérea nacional. Foi anunciado que a Força Aérea iria comprar 214 FGFAs, dos quais 166 do modelo de assento único e 48 caças do modelo de assento duplo. Esses últimos serão fabricados pela Hindustan Aeronautics Ltda (HAL).

 Hu Chang, o editor de uma revista militar, e seu colega foram convidados para o estúdio da televisão CCTV chinesa. Eles responderam a inúmeras perguntas.

O que é o caça FGFA?

 Deve ser um caça desenvolvido em linha com os mais altos padrões mundiais. A base tecnológica da Índia é muito fraca, portanto, a Rússia faria a maior parte deste trabalho. A Rússia já desenvolveu um protótipo da aeronave (o projeto T-50), que está passando por testes de vôo.

 Então, por que não pode vender esses caças da Rússia para a Índia? Por que eles precisam deste desenvolvimento em conjunto?

 Na verdade, o T-50 ainda está em desenvolvimento. A Rússia mostrou o caça no show aéreo MAKS 2011. Ficou claro que o projeto da aeronave é "grosseiro" com um monte de emendas e articulações. A participação da Índia pode cobrir uma parte significativa do financiamento para este projeto. Atualmente, a Índia tem que fazer a escolha entre os dois caças europeus - Typhoon ou Rafale - para comprar 126 caças para a Força Aérea. Dada a difícil situação econômica na Europa, a Índia pode ter sucesso em "extorquir" tecnologias. Por exemplo, essas aeronaves têm aviônica muita boa e a Índia pode se tornar um "consolidador" das tecnologias européia e russa no projeto FGFA.

 De acordo com a Força Aérea da Índia, o país espera conseguir esse caça tão logo antes de 2017, ou seja, levaria apenas seis anos para desenvolvê-lo.

 Na verdade, toda a plataforma tecnológica da aeronave será desenvolvida na Rússia. No entanto, o T-50 é mais um demonstrador de tecnologia e vai demorar muito tempo para obter o verdadeiro caça. A Força Aérea da Rússia informou que esse caça seria adotado em 2015, o que é difícil de acreditar. Além disso, se a Força Aérea da Índia o recebe em 2017, em seguida, a Índia pode adotá-lo ainda mais rápido que a Força Aérea Russa. Provavelmente, a Índia será o segundo site de teste do T-50.

 Sabe-se que os E.U.A. não exportam o F-22, então por que a Rússia permite que outro país tenha acesso às últimas tecnologias?

 Acho que a primeira razão é que a Índia não representa uma ameaça para a Rússia. Em segundo lugar, o projeto desse avião ainda está longe do nível desejado. O T-50 tem o equipamento de bordo, mas muito ainda tem de ser criado, por exemplo, um barramento de dados digitais semelhante ao 1553B americano. A Rússia ficou para trás nessa área, mas a França pode compartilhar uma tecnologia semelhante com a Índia se o caça Rafale vencer o concurso.

Barramento de dados 1553B - aviônica de controle de caças americanos.

 Assim, a Índia pode consolidar as tecnologias militares francesas e russas no novo caça. A Índia tem uma maneira especial de pensamento militar - eles querem adquirir produtos já feitos sem se preocupar em desenvolver novos.

 Mas a Índia voltará a ser dependente de tecnologia estrangeira...

 Eu acho que a participação no desenvolvimento de aeronaves modernas seria útil para a Índia desde que o país desde que seja para adquirir experiência na concepção. O projeto FGFA é uma rara oportunidade para ganhar experiência neste campo.

 Assim, a Índia pode se tornar dona da tecnologia mais recente?

 Sim. Será um grande passo à frente. A Índia será um dos poucos países no mundo com o seu caça de quinta geração.

 Se tudo correr como o planejado, a Índia pode ultrapassar os E.U.A., no número de caças pesados de quinta geração?

Isso é verdade.

 Como é que esse fator afeta a situação na região Ásia-Pacífico?

 A Índia aprovou o 11o plano de cinco anos, durante o qual 214 caças de quinta geração devem ser adotados. De fato, tudo depende do financiamento da Força Aérea Indiana.

 Mas este período é muito curto para produzir tantos aviões.

Isso mesmo.

 Outra pergunta. Hoje, a Índia pode comprar sistemas militares de países ocidentais, incluindo os Estados Unidos. Mas armas russas ainda são responsáveis ​​por 70% do arsenal militar da Índia. Por que a Índia continua a preferir as armas russas?

 Primeiro, é por causa do barateamento relativo dos hardwares e equipamentos militares russos. Em segundo lugar, a Rússia está disposta a transferir tecnologia muito mais do que os países ocidentais. A Índia usa essa situação para diversificar as compras de armas, assim, alcança uma maior independência das fontes de armas. Por exemplo, a Índia compra os aviões de transporte C-130 e o C-17 dos Estados Unidos.

Fonte: 
http://indrus.in/articles/2011/10/18/chinese_experts_explain_why_india_and_russia_jointly_develop_fgfa_13132.html

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Com novas prioridades no espaço a Rússia valoriza seu potencial espacial.

Soiuz-U, registrado no Guiness, o livro dos recordes, como o foguete mais confiável do mundo, e o cargueiro espacial Progress, com cargas destinadas à ISS transportam os satélites do sistema Glonass - Sistema Global de Navegação por Satélite.

 A partir de agora, os programas de voos tripulados, priorizados pela Roskomos nas últimas décadas, deixam de ser prioritários. “Até 2015, pretendemos aumentar o número de satélites de monitoramento remoto da Terra de 5 para 20; de satélites de navegação do sistema Glonass, de 24 para 30; de satélites de comunicação e do Cospas-Sarsat (Cospas - Sistema de Busca de Navios em Naufrágio, Sarsat– Search and Rescue Satellite-Aided Tracking), de 26 para 48”, disse Vladímir Popóvkin. Segundo ele, mais de 37% das verbas canalizadas para o Programa Espacial Federal, que irá durar até 2015, são aplicadas na construção de veículos lançadores e desenvolvimento da infraestrutura terrestre.

 Ainda de acordo com Vladímir Popóvkin, a Rússia tem apenas 3% do mercado internacional de serviços espaciais comerciais e 40% dos lançamentos espaciais internacionais por ano, cobrando por isso um preço ridículo em comparação com aqueles vigentes no mercado internacional. Aparentemente, foi na necessidade de acabar com essa injustiça que pensou o presidente da Roskosmos quando prometeu aos deputados dar prioridade ao componente comercial nas futuras atividades espaciais da Rússia. 

O que podemos

 O sistema Glonass é um dos sistemas de satélites russos de elevada importância para o desenvolvimento espacial nacional, tanto em termos de uso comercial quanto em termos de reforço da cooperação internacional. O sinal do Glonass será acessível sem limitações em todas as regiões do mundo daqui a um mês. Esse prazo é necessário para pôr em operação o satélite Glonass-M, colocado em órbita no início de outubro e que completa o esquadrão de satélites do sistema. Segundo o relato oficial da Roskosmos, o esquadrão orbital do Glonass é composto por 28 satélites.

Satélite que compõe a constelação GLONASS em órbita, rumo à cobertura global.

 Os primeiros satélites do Glonass foram colocados em órbita pelo ministério da Defesa da URSS já em meados da década de 1980, como contrapeso ao sistema norte-americano GPS, composto por espaçonaves Navstar. Mas a União Soviética não conseguiu concluir a criação de seu sistema de navegação por satélite.

 O sistema Glonass destinado a prestar serviços de navegação a um número ilimitado de consumidores em terra, navios e aviões e em órbita começou a funcionar em 1993. O acesso aos serviços de navegação do segmento civil do sistema é concedido gratuitamente, sem quaisquer restrições, aos usuários russos e estrangeiros em qualquer lugar do mundo.

 O sistema Cospas-Sarsat é menos conhecido e se destina à busca e resgate de navios, aeronaves e veículos terrestres acidentados. Esse sistema foi a primeira ferramenta de cooperação internacional efetiva no espaço durante a Guerra Fria.

 Os trabalhos para a criação do sistema começaram em 1982 e contaram com a participação da União Soviética e vários países ocidentais. A função do sistema é localizar, em situações de emergências, os rádios bóias instalados a bordo de navios e aeronaves. O sistema utiliza vários satélites colocados em órbitas circulares quase polares de 800 a 1000 km de altura e detecta e retransmite para as estações terrestres os sinais de socorro transmitidos pelos rádio bóias. Conforme o acordo intergovernamental, pelo menos dois satélites do sistema devem ser russos.

 O primeiro episódio de resgate de pessoas com a ajuda desse sistema ocorreu em 10 setembro de 1982, ainda na fase de ajustamentos técnicos, quando o satélite soviético Kosmos-1383 retransmitiu o sinal de socorro emitido por uma pequena aeronave caída nas montanhas do Canadá. O sinal retransmitido pelo satélite soviético foi recebido por uma estação terrestre canadense. Como resultado, foram resgatadas três pessoas.

 O sistema funcionou perfeitamente, permitindo realizar, só em 1998, 385 operações de resgate e salvar 1.334 pessoas. Até o início de 2002, o sistema Cospas-Sarsat ajudou no salvamento de mais de 10 mil pessoas.

 Os interesses dos programas russos de voos não tripulados não se limitam ao espaço circunterrestre. Em meados de outubro, o diretor do Laboratório de Espectroscopia de Raios Gama do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Ígor Mitrofánov, anunciou que os cientistas russos haviam escolhido na superfície lunar locais para o eventual pouso da sonda espacial Luna-Glob. A missão principal da sonda, em vias de construção pelo consórcio Lávotchkin, será a busca de água na Lua. O lançamento está previsto para 2014.

 Segundo o cientista, foram escolhidos seis locais para o pouso da sonda: três perto do pólo norte e três perto do pólo sul. “Consideramos quatro critérios na escolha de locais: o terreno plano, duração suficiente da iluminação solar, boa rádio-visibilidade para as estações terrestres e boas possibilidades para pesquisas científicas”, assinalou.

 Durante a escolha, foram usadas, entre outras coisas, as informações obtidas pela sonda americana LRO. É caso de nos lembrarmos do presidente dos EUA da década de 1960, John Kennedy. Apesar de os EUA e a União Soviética estarem em conflito na época, ele propôs que os dois países conjugassem seus esforços para a exploração da Lua.

Fonte: 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cooperação entre Rússia e França: o foguete Soyuz a serviço do satélite Galileo.

Antenas do satélite do Galileo, o sistema de navegação global europeu.

 Não foi apenas o primeiro vez que o foguete russo foi lançado da área de fora do território da antiga União Soviética, mas também levou a bordo dois satélites europeus, que seriam o início do sistema europeu de navegação por satélite Galileo.

 O russo Soyuz pôs na órbita baixa da Terra dois satélites europeus similares ao GPS, pertencentes ao sistema de navegação Galileo: Tiis e Natalie. O peso de cada um deles é de aproximadamente 700 quilos, e sua vida útil é de 12 anos. Os europeus esperam expandir no futuro próximo o grupo de 30 satélites de navegação.

Soiuz ST
O foguete de categoria média é o mais confiável no mundo, da família dos foguetes R-7.
Número de bases: 3
Comprimento: 51,1 m
Diâmetro: 10,3 m O
Peso inicial: 313.000 kg
Quantidade de lançamentos: 9 (todos com sucesso)
Primeiro lançamento: 8 de novembro de 2004

 A Rússia e a França assinaram um acordo de cooperação e de lançamentos a partir do centro espacial Kourou ainda em 2003, mas um projeto em conjunto revelou-se difícil, e a data de sua implementação foi adiada várias vezes. Primeiro, por causa de atrasos e disputas entre os europeus em relação ao orçamento do Galileo, então foi gasto muito tempo para executar as condições dos russos: o complexo de lançamento em Kourou deveria ser exatamente igual ao centro em Baikonur (Cazaquistão).

 Para recriar quase uma cópia exata dos complexos espaciais de lançamento Baikonur, no Cazaquistão, e Plesetsk, no norte da Rússia, que utilizaram para o lançamento dos foguetes Soiuz, foi preciso limpar uma área de 120 hectares de mata. O comprimento de 700 metros da linha do ramal vem desde a cabine de montagem e instalação de ensaio até a plataforma de lançamento. A base espacial até mesmo cortou a rede de energia externa e capta sua própria energia com geradores a diesel.

 Os obstáculos seguintes tornaram-se um problema, que preocupou o programa espacial russo no verão passado. Após o lançamento mal sucedido da nave de carga Progress com a ajuda da transportadora de foguetes Soyuz, circularam declarações na Europa de que o lançamento a partir do Equador teria de ser transferido. Apesar do fato de o acidente ter ocorrido com outra modificação do foguete, a decisão do lado russo de voltar para o reforço no território da Rússia para uma inspeção detalhada foi adequada.

 Também não foi decidido sem problemas o dia exato do primeiro lançamento, marcado para 20 de outubro. Na base Kourou encontraram-se o chefe da Agência Espacial Europeia, Jean-Jacques Dordain, o diretor geral da corporação Arianspace, Jean-Yves La Gall, o diretor da Agência Espacial Federal Russa (Roskosmos), Vladímir Popovkin, e até mesmo o vice-premiê russo, Serguêi Ivanov. Todos esperaram e se prepararam muito para o evento histórico, mas cerca de duas horas antes do início houve um cancelamento inesperado.

A Arianespace é  a operadora dos lançamentos espaciais a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Os principais proprietários da empresa são a Agência Espacial Francesa CNES (34%) e a Astrium (30%), que é 100% "filha" do gigante europeu aeroespacial EADS.
 O evento mais importante na história do espaço teve de ser adiado por um dia. O motivo, segundo a Agência Espacial Europeia, foi um problema com o abastecimento do foguete. Duas horas antes do início do carregamento, o abastecimento interrompeu-se automaticamente. Aqui está o comentário de Jean-Yves Le Gall, presidente da companhia Arianespace, em uma entrevista ao canal de televisão russo NTV sobre a difícil situação: “Durante a fase final do abastecimento de combustível na terceira etapa houve uma queda de pressão no sistema pneumático. Nós registramos uma desconexão não planejada de dois terminais por meio dos quais foi feito o abastecimento do bloco superior do Fregat com oxigênio líquido e querosene”.

 O lançamento ocorreu em 21 de Outubro às 14:30, horário de Moscou, e depois de quatro horas, os dois satélites europeus foram lançados na órbita desejada. Houve sucesso inicial do projeto conjunto.

O futuro projeto em conjunto

 Em breve serão lançados, saídos da base espacial de Kourou, para o espaço três tipos de foguete. Os foguetes europeus Arian serão usados para retirar satélites de telecomunicações de grandes órbitas geoestacionárias, os Soyuz. Levando a sua história desde 1957, irão lançar para o espaço, em órbitas próximas à Terra, veículos de médio porte, e os europeus Vega, que estão com estreia agendada para o ano que vem, levarão em si a entrega de naves compactas.

O projeto "Soyuz em Kourou" (Complexo espacial da Guiana)
Localização - Guiana Francesa, 500 km do Equador
Linha do Tempo - base espacial operacional desde 1968, início da construção do complexo espacial de lançamentos para foguetes russos em 2007
O primeiro lançamento - no dia 21 de outubro de 2011
Custo total do projeto conjunto - 344 milhões de euros.
Custos do orçamento do lado russo - 121 milhões de euros.
O futuro de projeto é de pelo menos 15 anos e 50 lançamentos comerciais.
É esperada receita dos participantes do projeto - de 200 milhões de dólares por ano
Período de recuperação dos gastos do projeto - 5 a 7 anos.
 À Roskosmos, a assistência dos fundos do projeto na Guiana Francesa permitirá financiar seus próprios programas espaciais, e ao operador europeu Arianespace o uso de foguetes russos permitirá cortar seriamente os custos.

 “Os russos têm problemas com a comercialização e o financiamento do projeto Soyuz, e a Arianespace procura com dificuldade dois clientes para abastecimento total dos 'pesados' Arian-5. A cooperação entre a Rússia e a Europa manterá o Soiuz no mercado. A Arianespace vai ser uma espécie de monopólio, o que complicaria a entrada no mercado dos lançamentos comerciais de potencial concorrência, como a China e a Índia, por exemplo”, disse à estação de rádio russa BFM.ru o engenheiro da indústria aeroespacial francês, Othman Nemri.

 O dono da Arianespace, Jean-Yves Le Gall, também vê grandes perspectivas de cooperação com a Rússia. Ele acredita que o uso do Soiuz permitirá que a empresa realize lançamentos mais frequentemente da Guiana: “Isso vai reduzir o custo unitário para lançar o Arian-5, já que os custos de plataformas fixas serão distribuídos por um maior número de partidas”.

 O fato é que os europeus não têm as tecnologias destinadas a colocar em órbita naves de carga de 2,5 a 5 toneladas, e o Soyuz é um meio seguro, confiável e melhor preparado, que corresponde aos dados por completo. De acordo com Le Gall, para criar um similar ao Soiuz, a Europa precisaria de 3 a 5 bilhões de euros, e a construção de uma rampa de lançamentos para foguetes russos em Kourou custa ao todo 400 milhões de euros.

 Além disso, agora os franceses serão capazes de lançar do seu próprio território satélites com um equipamento secreto (por exemplo, satélites agrupados por diretrizes do sistema Galileo). Tais dispositivos não poderiam ser enviados para o Cazaquistão para o lançamento a partir de Baikonur, mas usá-los para lançar alguns pesados Arian seria um desperdício.

Fonte: 
http://gazetarussa.com.br/articles/2011/10/22/o_foguete_soiuz_a_servico_do_satelite_galileo_12711.html

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Rússia permanece como 2° maior exportador de armas para a Região Ásia-Pacífico, em 2011-2014.


10 maiores exportadores de armas à Ásia-Pacífico em 2011 a 2014
Os 10 maiores exportadores de armas à região Ásia-Pacífico de 2011 a 2014.
 


 A Rússia, com 21,87 bilhões dólares, continuará a ser o segundo maior exportador de armas em termos de valor para a Região Ásia-Pacífico, no período de 2011-2014, depois dos Estados Unidos.

 De acordo com a metodologia utilizada pelo Centro de Análise Mundial do  Comércio de Armas (CAWAT), a Região do Pacífico inclui 29 países envolvidos na cooperação militar e técnica pacífica: Austrália, Afeganistão, Bangladesh, Brunei, Butão, Timor Leste, Vietnã, Índia, Indonésia, Camboja, China, Coréia do Norte, Laos, Malásia, Mongólia, Mianmar, Nepal, Nova Zelândia, Paquistão, Papua Nova Guiney, Singapura, Tailândia, Taiwan, Tonga, Fiji, Filipinas, Sri Lanka, Coréia do Sul e Japão.

 3 maiores exportadores de armas à Ásia-Pacífico em 2011 a 2014
Os 3 maiores exportadores de armas à região Ásia-Pacífico de 2011 a 2014.

 O ranking abrange as exportações de armas convencionais de acordo com o Registro das Nações Unidas de Armas Convencionais (UNROCA).

 No conjunto, a CAWAT estima as exportações de defesa da Rússia para a Região Ásia-Pacífico em 2011-2014, com base na carteira de ordem existente e nas propostas e planos de aquisição direta, em 88,72 bilhões dólares. Isso faz da  Região Ásia-Pacífico a maior exportadora de armas em 2011-2014, entre 10 regiões do mundo, a saber, Região Ásia-Pacífico, Oriente Médio, Europa Ocidental, Europa Oriental, Norte e Nordeste da África, África Subsaariana, as ex-repúblicas soviéticas, América do Sul, América do Norte, América Central e os países do Caribe.

 As exportações reais de armas para a Região Ásia-Pacífico devem ser de 26,944 bilhões de dólares em 2011, 21,781 bilhões de dólares em 2012, 20,08 bilhões de dólares em 2013, e 19,91 bilhões de dólares em 2014.

3 maiores exportadores de armas à Ásia-Pacífico em 2011 a 2014
Os 3 maiores exportadores de armas à região Ásia-Pacífico de 2011 a 2014.

 Os Estados Unidos vão ser o maior exportador de armas para a Região Ásia-Pacífico, em 2011-2014, com 35,19 bilhões de dólares (39,7% do total previsto das exportações de armas para a região).

 Especificamente, os Estados Unidos planejam exportar US$ 12 bilhões em 2011, US$ 9 bilhões em 2012, US$ 7,45 bilhões em 2013, e US$ 6,7 bilhões em 2014.

A Rússia, com 21,87 bilhões de dólares (24,65%), será o segundo, estima-se que venderá 6,658 bilhões de dólares em 2011, 6,01 bilhões de dólares em 2012, 5,313 bilhões de dólares em 2013 e 3,887 bilhões de dólares em 2014.

 Export. de armas de Rússia e Alemanha à Ásia-Pacífico (2011-14)
Comparação das exportações de armas de Rússia e Alemanha à região Ásia-Pacífico (2011-14).
  A Alemanha vem em seguida, com 5,181 bilhões dólares (5,84%), a exportação de 1,416 bilhões de dólares em 2011, 1,037 bilhões de dólares em 2012, 1,196 bilhões de dólares em 2013 e 1,532 bilhões de dólares em 2014.

Do mundo os dez maiores exportadores de armas para a Região Ásia-Pacífico, em 2011-2014, são em valor decrescente do quarto ao décimo, a França (US$ 4,79  bilhões), China (US$ 4,364 bilhões), Israel (US$ 3,345 bilhões), Italia (US$ 2,515 bilhões), Espanha  (US$ 2,474 bilhões), Grã Bretanha (US$ 2,061 bilhões), and Suécia (US$ 1,533 bilhões).

4° ao 10° grandes exportadores de armas à Ásia-Pacífico 2011-14
Do 4° ao 10°, os grandes exportadores de armas para a Região Ásia-Pacífico 2011-14.
 

 No conjunto, de acordo com a carteira de pedidos existentes, 27 países são classificados entre os exportadores de armas para a Região Ásia-Pacífico, em 2011-2014, incluindo sete nações da região Ásia-Pacífico.

Sete países da Região Ásia-Pacífico são classificados entre os exportadores de armas para a região em 2011-2014.

 A China será o maior exportador de armas regional para a Região Ásia-Pacífico, em 2011-2014 (US$ 4,364 bilhões), seguido por Coréia do Sul (US$ 603 milhões) e Austrália (US$ 332 milhões).


Fonte: http://indrus.in/articles/2011/10/19/russia_to_remain_2nd_biggest_arms_exporter_to_the_asia_pacific_regio_13133.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Jogos de Guerra dos E.U.A com as Filipinas testam os nervos militares da China.

Países da região reinvidicam posse dos campos de petróleo e gás natural no arquipélago Spratly.


"Os Estados Unidos estão perdendo rapidamente sua influência no Sudeste Asiático, e estão tentando manter o status quo não através da diplomacia, mas com a flexão do músculo militar. Os exercícios são concebidos para impedir uma invasão provavelmente chinesa do território disputado. Naturalmente, Pequim não tem tais intenções, mas é importante para os Estados Unidos mostrar que ainda tem aliados na área. A reação da China será extremamente negativo. Pequim normalmente defende os seus territórios com muita robustez, e vai fazer o mesmo sobre o arquipélago Spratly em disputa. "

Os Estados Unidos e as Filipinas estão realizando grandes exercícios militares perto das ilhas Spratly no mar do Sul da China, comentadas por ter um tesouro de energia. Washington e Manila dizem que os exercícios não são uma ameaça para Pequim. A posse das Ilhas Spratly são reivindicadas por China, Vietnã, Filipinas, Brunei e até Taiwan.

Acima à direita as Ilhas Senkaku são disputadas por Taiwan, China e Japão. Abaixo à direita, Ligitan e Sipadan são disputadas por Malásia e Filipinas. No mapa maior seguindo a legenda estão as ilhas do Arquipélago Spratly atualmente ocupadas e a extensão do território marítimo reivindicado pelos países da região.


Os Estados Unidos e as Filipinas concordaram em realizar os exercícios no final de Junho, imediatamente após a escalada entre Pequim e Manila na região do Spratly. A Marinha filipina deliberadamente removeu algumas instalações chinesas na região disputada, declarando uma prontidão para defender vigorosamente a região. Pequim reagiu à preparação dos exercícios militares em grande escala, falando sobre os planos de aumentar o número de barcos de patrulha no arquipélago disputado. A situação na área piorou significativamente nos últimos anos, diz Vladimir Portakov, vice-diretor da Academia Russa de Ciências no "Instituto para o Extremo Oriente.

"A escalada é devido a dois fatores. O primeiro é o vencimento da moratória da ONU sobre a apresentação dos pedidos de propriedade sobre a plataforma adjacente às ilhas. O segundo fator é a descoberta de enormes reservas de gás e petróleo na região. É por isso que a situação piorou e porque as Filipinas e o Vietnã têm intensificado as suas atividades. Em maio deste ano, os arrastões de pesca chineses e navios de investigação geológica foram expulsos da área. Vietnã e Estados Unidosaproveitaram a oportunidade para reforçar a sua posição na região. Alguns países, entre eles as Filipinas, começaram a usar a sua ligação com os Estados Unidos para levar suas reivindicações de posse sobre as ilhas disputadas. Os exercícios de treinamento conjunto dos Estados Unidos e das Filipinas deve ser visto nesse contexto ", disse Vladimir Portakov.

Reinvidicações concorrentes no Mar do Sul da China.

O Secretário de Estado dos EUA, Hillary Clinton, tem abençoado os exercícios, falando do apoio incondicional dos Estados Unidos das Filipinas na disputa a posse com a China. Alexei Maslov da Escola Superior de Economia olha outra característica vital dos exercícios militares conjuntos.

Filipinas permanece, na essência, o único aliado real dos Estados Unidos no Sudeste Asiático, mas isto está se tornando um grande risco pela parceria com a América e a realização de exercícios militares significa, que são, obviamente, para incomodar Pequim. Manila quer mostrar que não é um cãozinho de estimação da China, mas que persegue uma política independente no sul Easth Ásia.

Fonte: http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=27164

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Os E.U.A. não aceitará criar com a Rússia um escudo contra ameaças espaciais.

Representação artística do sistema de geoposionamento GLONASS em operação.

 Estados Unidos não aceitará criar juntamente com a Rússia um escudo anti-mísseis que ajudaria a afastar também as ameaças espaciais, declarou o general Evgueni Buzhinski, membro do Conselho de Especialistas e Consultas do Centro de Investigações Políticas da Rússia.

 "É evidente que os Estados Unidos não aceitará esse consórcio porque não quer criar nenhum escudo em sociedade com a Rússia", indicou Buzhinski a RIA Novosti.
 O diário russo "Kommersant" comunicou na quarta-feira, citando fontes diplomáticas, que Moscow quer propor a Washington a criação de uma "defesa estratégica da Terra". A idéia consiste em "reorientar" o escudo anti-mísseis americano na Europa de tal modo que permita deter também as ameaças espaciais.

 A autoria desta idéia se atribui a Dmitri Rogozin, representante especial do presidente da Rússia para a cooperação com a OTAN na defesa anti-mísseis.

 A "defesa estratégica da Terra" prevê não só a detecção de objetos espaciais, como também sua destruição. "É um projeto muitíssimo caro. Nem a Rússia nem os Estados Unidos têm por enquanto recursos suficientes para destruir asteroides", disse Buzhinski.

 Entretanto, o membro do Conselho Público para o Ministério russo da defesa, Ígor Korótchenko, elogiou a iniciativa dos diplomátas rusos.

 "Realmente se deve dar crédito às ameaças existentes no mundo. Um ataque com mísseis lançado pelo Irã já não é atual e faria mais sentido reorientar o potencial do escudo anti-mísseis americano para repelir ameaças espaciais", apontou Korótchenko.

 Ele também comentou que a Rússia, neste caso, pode propor para o escudo conjunto seu próprio sistema de controle do espaço, os elementos da sua defesa antiaérea de Moscow e o sistema de mísseis antiaéreos de quinta generação S-500 em processo de desenvolvimento.

 "Porque nenhum país poderá cumprir esta tarefa unicamente com forças próprias", acrescentou o especialista.

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20111018/151161298.html

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A missão da OTAN na Líbia chega ao fim, diz general dos EUA.



 A missão militar na Líbia está quase completa e a OTAN poderia começar a repatriar as suas tropas após a reunião dos aliados em Bruxelas na próxima semana, sábado dia 8, disse o general Carter Ham, chefe do Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM), em uma entrevista com a Associated Press.

 O General Ham acrescentou que as autoridades militares dos EUA devem apresentar suas avaliações da situação aos ministros da Aliança Atlântica em reuniões programadas para o final da próxima semana. A OTAN poderia decidir terminar a sua missão na Líbia, embora o presidente deposto, Muammar Gaddafi, ainda esteja foragido e suas forças continuem a resistir.

 "O fato é que (o coronel Gaddafi) ainda é grande para os líbios realmente mais do que qualquer outro", avaliou.

 Na semana passada, o órgão de decisão da OTAN, o Conselho do Atlântico Norte, estendeu a missão para 90 dias, mas autoridades disseram que a decisão seria revista periodicamente.

 O General Ham disse que o Conselho Nacional de Transição (CNT) e as forças líbias estavam alcançando "razoável controle" sobre os centros populacionais antes do final da missão da OTAN. Mas parte da vigilância militar vai continuar por algum tempo.

 "Nós não queremos ir para lá agora para nada durante a noite", disse o chefe do AFRICOM. "Haverá missões que devem ser mantidas por algum tempo, mesmo que seja apenas para dar garantias ao governo interino em questões como a segurança na fronteira, até que esteja pronto para fazer tudo sozinho ", acrescentou.

 Instrumentos da inteligência dos E.U.A. e da fiscalização deverão permanecer na região, especialmente para monitorar os esconderijos de armas e impedir a proliferação de armas nos vizinhos da Líbia.

 No entanto, os ataques aéreos, que começaram em 19 de março podem cessar, de acordo com Ham Geral, a menos que o governo de transição da Líbia não requeira busca específica.

Uma vitória incompleta

 Enquanto os opositores do regime de Muammar Gaddafi, depois de meses de guerra civil, conseguiram capturar Tripoli em agosto e instalar um governo de transição, a vitória ainda não está assegurada para os novos líderes da Líbia.

 Além do fato de que Kadhafi ainda está na corrida, a luta entre os revolucionários e seguidores do ex-líder da Líbia continua em alguns lugares, especialmente na cidade costeira de Sirte.

 De acordo com Mustafa Abdul Jalil-, diretor da CNT, as forças do novo governo deu dois dias de sexta-feira para os moradores locais fugirem do local.

 "Esse atraso vai dar às famílias a chance de deixar o campo de batalha," disse ele em entrevista coletiva.

 Centenas de carros transportando moradores formaram longas filas nos postos de controle das forças revolucionárias, aguardando calmamente par ser pesquisados enquanto explosões ecoavam à distância.

 Depois de lutar contra as forças leais a Kaddafi em Sirte por semanas, as tropas revolucionárias foram sábado a 5 km do centro da cidade, disse o comandante Mustafa al-Rubaie.

 Na semana passada, o ministro líbio da Defesa anunciou que o novo governo agora controlava a base do aeroporto, o porto e os militares em Sirte.

 "A luta nas ruas de Sirte é intensa agora", disse o major al-Rubaie. "O inimigo está sob cerco no sul, leste e oeste, mas ainda estava em posse de armas muito sofisticadas e muita munição."

 Ele disse que os homens de Kaddafi também ocuparam posições estratégicas na cidade, incluindo os edifícios mais altos, onde franco-atiradores foram emboscados, o que atrasou o progresso das tropas da CNT.

 "O plano é que as forças do Oriente e do Ocidente se encontrem no meio de Sirte", revelou o militar. "Quando chegarmos a este ponto, podemos comemorar o liberação de Sirte."

 Além disso, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) enviou uma equipe no sábado à Sirte para entregar suprimentos médicos para um hospital.

 Em um comunicado de imprensa, a agência anunciou que o hospital Ibn Sina tinha mais de 200 feridos e sofria de falta de combustível para seus geradores.

 Os oficiais da cidade, com quem os enviados do CICV se reuniram, também relataram falta de comida e água.

Fonte: http://www.cyberpresse.ca/international/dossiers/crise-dans-le-monde-arabe/201110/01/01-4453392-la-mission-de-lotan-en-libye-tire-a-sa-fin-estime-un-general-americain.php

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Rússia implantará defesas de mísseis no mar.


Rússia está planejando desenvolver a sua própria base marítima do sistema de defesa antimísseis, disse um funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

"Segundo nossa análise, este sistema vai ser muito eficiente e atenderá às normas do direito marítimo internacional", disse Vladimir Kozin, um vice-diretor de informação do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros e do departamento de imprensa.

Kozin não dar mais detalhes sobre o futuro sistema de defesa antimísseis. Ele anunciou o sistema de defesa marítimo em uma conferência de vídeo entre Moscou e Kiev sobre a segurança européia.

É quase certa que essas ações sejam interpretadas como uma resposta da Rússia ao escudo antimísseis da OTAN na Europa, que diz-se ser necessário para combater ataques de mísseis em potencial vindo de "Estados párias", como Irã e Coréia do Norte.

O "escudo" da OTAN inclui navios de guerra equipados com os sistemas norte-americanos Aegis de defesa contra mísseis balísticos capazes de derrubar a curto e médio alcance os mísseis balísticos.

A Rússia manteve firme oposição à implantação de sistemas de defesa antimísseis perto das suas fronteiras, alegando que eles seriam uma ameaça à sua segurança nacional.

Moscou tem alertado repetidamente que a OTAN estaria a criar meios tanto defensivos quanto ofensivos para combater qualquer ameaça de mísseis e penetrar qualquer defesa antimíssil e que ambos os lados ainda não encontraram um acordo para a cooperação sobre o tema*.
O cruzador de mísseis nucleares Almirante Nakhimov.

O Ministério da Defesa russo planeja recolocar três cruzadores classe Kirov de propulsoão nuclear e portadores de mísseis nucleares para dar um grande impulso à força da Marinha russa de combate, informou o jornal Izvestia.

O Almirante Nakhimov, o Almirante Lazarev e o Almirante Ushakov são cruzadores de mísseis nucleares construídos na era soviética, mas foram desativados e depositados em uma doca por mais de uma década. O único ativo da classe Kirov é  o cruzador Pyotr Veliky, o ponta-de-lança da Frota do Norte da Rússia.

Izvestia citou uma fonte da indústria de defesa russa, dizendo que a reforma incluiria reparos no casco em usinas nucleares, bem como uma modernização significativa dos navios eletrônicos e dos armamentos.

"Todas estas medidas vão nos permitir estender a vida útil desses navios até 2030-2040", disse a fonte.

O armamento dos navios terá um grande impulso, com a instalação de sistemas avançados de mísseis multi-módulo capazes de disparar uma grande variedade de mísseis e torpedos, incluindo o P-800 Yakhont (SS-N-26), mísseis anti-navio de cruzeiro.

Os navios também receberão avançados sistemas de defesa aérea de mísseis baseados em terra com base no S-400 Triumf e novos pontos de defesa.

Cada cruzador terá uma capacidade total de carga de 300 mísseis, tornando-os os  melhores navios armados do mundo.

Após o reequipamento, os cruzadores da classe Kirov provavelmente serão implantados com a frota do Norte da Rússia e a frota do Pacífico, como parte de uma grande força-tarefa configurada para realizar uma variedade de missões de combate - de "caça" a porta-aviões adversários e submarinos para os assaltos de terra maciços.

Os trabalhos no Almirante Nakhimov já começaram e o cruzador estã sendo esperado para reentrada em serviço com a Marinha russa em 2015, de acordo com fontes citadas na mídia.

Fonte: [*]http://en.rian.ru/mlitary_news/20110922/167048033.html
                http://en.rian.ru/mlitary_news/20110921/167012600.html

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A NASA utilizará motores russos para a exploração do espaço.

Foguete propulsor norte-americano Taurus II.

 Os Estados Unidos anunciou a criação de um foguete espacial para longas expedições. O novo dispositivo, que terá motores russos, nasce como resultado da reorganização profunda a que tem sido submetida a indústria espacial americana.

 A NASA informou sua decisão sobre o novo foguete propulsor projetado para lançar fora da órbita da Terra as naves espaciais americanas em seu trabalho de exploração do sistema solar.

 "Este foguete ... vai garantir a liderança dos EUA na corrida espacial e será uma fonte de inspiração para milhões de pessoas em todo o mundo. "Estas foram as palavras de Charles Bolden na apresentação do projeto ao público que esperava algo novo, depois de um verão que testemunhou a aposentadoria do ônibus espacial.

O herdeiro do "Saturn"

 A NASA está empenhada em criar um motor inteiramente novo. O propulsor anterior de características similares era o Saturno V, desenhado pelo engenheiro alemão Werner von Braun. Estes foguetes foram uma parte fundamental das missões lunares da "Apollo".

 O parâmetro dos dois foguetes será similar. O novo SLS será capaz de colocar em órbita cerca de 70 toneladas de carga e com a adição de uma nova seção, o peso pode ser cerca de 130 toneladas.

NASA testa o foguete de última geração J2X.
foto: www.parabolicarc.com
 Nas primeiras seções das diferentes versões dos novos foguetes colocarão de três a cinco motores RS-25D / E, que são modificações dos motores equipados com o "Shuttle". A segunda seção refere-se ao engenho de Werner von Braun. Nela serão colocados os motores J-2X, que são uma modernização do J-2, que equipou o Saturn nos anos 60.

 No perfil do foguete também estão incluídos alguns aceleradores laterais removíveis. Inicialmente se pensou produzir combustível sólido, com uma tecnologia já utilizada e testada pelos americanos em seus transportadores, e aí reside sua principal vantagem.

 No entanto, neste momento também se levantaram vozes contrárias a falar da necessidade de se introduzir as tecnologias mais recentes no projeto, incentivando a concorrência entre as empresas. Este grupo é liderado por um consórcio de designers a Aerojet e a fabricantes de motores Teledyne.

O motor AJ-26 (designação nos EUA para o motor russo NK-33).
 A Aerojet tem vindo a dedicar-se ao desenvolvimento do último modelo de foguete propulsor norte-americano, o Taurus II. Este é um foguete leve impulsionado por combustível sólido e destinado ao setor de lançamento de pequenos satélites comerciais. A particularidade deste foguete está na utilização do motor russo NK-33, que a Aerojet comprou em um montante de cerca de quarenta unidades em meados dos anos 90 pelo baixo preço de um milhão de dólares por motor.

 O futuro do Taurus II é agora mais do que nebuloso, enquanto o grandioso projeto do SLS se apresenta muito mais transparente e com melhor garantia política. A Aerojet anunciou sua disposição de renovar o seu motor AJ-26 (designação nos EUA para o motor NK-33), e começar a fabricá-lo em série com base no mesmo propulsor de oxigênio líquido e querosene para o SLS.

 Em suma, as opções para esta empresa em ter êxito com os seus planos extravagantes não são muitas. E não apenas por razões de abordagens exóticas, mas sim causas políticas.

Os resíduos políticos do projeto "Constellation"

 O programa SLS na atualidade é uma variante de compromisso entre a utilização das mais recentes tecnologias e a potência da indústria espacial dos EUA com alguns remanescentes do famigerado projeto "Constellation".

 Este programa foi iniciado em 2004 durante a administração do presidente George W. Bush e foi chamado para responder a algumas perguntas-chaves relacionadas à indústria espacial dos EUA após a era shuttle. Este projeto incluiu uma série de novos motores, o Ares e um novo módulo espacial, o Orion. Um de seus principais objetivos era a volta dos EUA para a lua como ferramenta de propaganda para a reafirmação das prioridades nacionais no setor.

 Mas o tempo passou e o Tesouro norte-americano ainda continuava escasso. Novos projetos e tecnologias apareceram, enquanto o projeto estava sobrecarregado pelo peso da ideologia política. Despesas de investigação e ensaio eram enormes e não demoraram a aparecer críticas, humilhantes, da parte de renomados engenheiros e famosos astronautas. Tudo se transformou em pressão política que fez o "Constellation" um projeto básico, com problemas mínimos e poucos gastos.

Motor Ares. foto: graphics8.nytimes
 Aos poucos, ficou claro que o foguete Ares não teria futuro: não resistiu à análise detalhada dos peritos. Uma das principais causas foi a quantidade incomum de vibrações no início da decolagem que, segundo analistas, poderia pôr em risco a saúde dos astronautas. Outro motivo foi o alto custo monetário resultante do quilo de peso em órbita.

 Este programa foi finalmente enterrado por Barack Obama que fez uma reforma considerável no setor espacial norte-americano.

 A administração Obama trouxe alguma clareza e pragmatismo ao ecletismo do plano de Bush. No início, o "Constellation" combinava uma série de lançamentos orbitais comerciais com uma série de missões de longa distância. Tudo isto resolvido com um pacote de meios técnicos. Esta ideia foi abandonada e as duas linhas do programa tornaram-se independentes uma da outra.

 Por um lado, a administração da Casa Branca, como parte de sua luta contra a redução, passou a exigir o máximo de compatibilidade com as tecnologias existentes para novos programas espaciais. E esta tendência não só é aplicada aos foguetes e ônibus espaciais, mas os novos dispositivos devem ser adaptados às antigas infra-estruturas de lançamento.

O estabelecimento de prioridades

 O prazo de entrega do novo foguete SLS foi sabiamente datado em 2018. O ambicioso projeto do novo motor é uma bela idéia: sem ela será impossível voltar à Lua e fazer avançar a exploração do sistema solar. No entanto, os lançamentos orbitais são urgentes, e os transportadores foram retirados.

 Mas o foguete SLS não está só e tem um sério concorrente no terrero dos lançamentos orbitais, o Falcon IX da empresa SpaceX, de Elon Musk. A empresa está finalizando o módulo Dragon, que já foi testado em vôo não pilotado e que, no final deste ano tentará o primeiro enlace de prova com a Estação Espacial Internacional.

Concepção artistica do lançador SLS.
 Todas essas iniciativas se inserem harmoniosamente na estratégia de desenvolvimento espacial do setor escolhido por Washington. Os lançamentos comerciais de pessoas e cargas na órbita da Terra será algo praticado por empresas privadas, terão seu nicho neles os satélites militares, é claro.

 Com relação à NASA, esta se ocupará de desenvolver e manter os foguetes SLS pesados e os módulos espaciais para a exploração do espaço distante. De modo que, quando Barack Obama descreveu as cenas fantásticas de futuras missões a Marte, criadas a partir das ruínas do "Constellation" não se desviou muito longe da realidade. A idéia pode coalhar depois de algumas variações, mas a sensação de que já foram definidas com precisão e brilhantismo.

Fonte: http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20110919/150702451.html

França tem intenções de retirar-se da OTAN e aproximar-se da Rússia.


 A francesa Marine Le Pen candidata às eleições presidenciais de 2012 pelo partido de extrema-direita Frente Nacional, fundado por seu pai, se pronunciou pela saída da França da OTAN e da zona do euro e disse em entrevista publicada hoje pelo jornal Kommersant, que Moscou deve cooperar mais ativamente com os políticos que, como ela, defendem a Rússia na Europa.

 "A Rússia não é suficientemente ativa na promoção de relações com aqueles atores políticos europeus que, assim como eu, simpatizo com ela", disse Marine Le Pen, cuja popularidade antes das eleições de 2012 na França está a aumentar e é superior à do atual presidente Nicolas Sarkozy.

 Esta advogada e política de 43 anos, filha de Le Pen Jean-Marie, está se preparando para sua primeira visita oficial à Rússia. Não se vê no direito de "dar lições de democracia" a Moscou e admite sentir "uma certa admiração" por Vladimir Putin, hoje primeiro-ministro e candidato do partido governista Rússia Unida nas eleições presidenciais em março próximo.

 "Eu acho que Vladimir Putin tem caráter e visão que são necessárias para garantir à Rússia, a prosperidade que merece. Uma cooperação mais ativa com a França e outras nações européias poderiam acelerar este processo ", disse ele.

 No plano da civilização, em sua opinião, Paris tem mais interesses em comum com Moscou do que com Washington, mas o presidente Sarkozy "virou as costas para os russos" e a imprensa francesa seguindo a tendência dos EUA ", demoniza a Rússia."

 Marine Le Pen está convencido de que a sua Frente Nacional é o único partido que adere à política do general Charles De Gaulle e defende uma França, independente, forte e influente. Pronunciou-se em defesa de "restaurar a soberania financeira e a própria moeda", disse que a França vai se separar da OTAN se ganhar a eleição, criticou a intervenção do Ocidente no norte da África e sugeriu confiarem a solução dos problemas da Líbia, Egito e Tunísia, aos seus vizinhos africanos ou árabes.

 Também enfatizou a necessidade de "cortar até um mínimo imprescindível" a imigração na França que acolheu 10 milhões de pessoas nos últimos 30 anos. "É hora de parar esta invasão", disse Marine Le Pen, depois de recordar que a França, nas palavras de Putin, poderia se tornar "uma colônia de suas ex-colônias".

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20111013/151076831.html

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um guarda-chuva antimíssil para proteger a Europa de ameaças espaciais.


Por Vitor Litovkin


 O sistema de defesa de míssil anti-balístico da Rússia pode cobrir a Europa Oriental e os mares Negro, Báltico e do Norte, um guarda-chuva para proteger a Europa de ameaças espaciais, informou um oficial em visita a um centro de controle da próxima estação de radar da geração Voronezh-DM, um sistema de aviso de míssil. Fonte: ItarTass


 O presidente russo, Dmitry Medvedev emitiu um decreto para criar a Força de Defesa Aeroespacial no país antes de 01 de dezembro deste ano. As forças aeroespaciais vão trabalhar sob um sistema de comando e controle único para efetivamente evitar potenciais ameaças de mísseis. Estarão equipadas com meios para combater aviões supersônicos não tripulados e mísseis não-nucleares, diz o comandante russo das Forças Aeroespaciais, o tenente-general Oleg Ostapenko. As forças serã capazes de destruir alvos inimigos no espaço próximo e poderia ser usado no futuro para a defesa de asteróides dispersos, diz Ostapenko.


 “A Rússia, por muito tempo, apostou que o inimigo não começaria uma guerra contra nós, porque as pessoas aqui pensam que o nosso escudo nuclear de míssil seria a garantia de que ninguém pensaria em fazer algo do tipo,” diz Konstantin Sivkov, o Vice-presidente da Academia de Questões Geopolíticos. “Podemos ver, contudo, que isto não parou a Geórgia, que perfeitamente entendeu que não usaríamos o nosso escudo de míssil nuclear na guerra convencional. A intimidação nuclear força a necessidade de ter a proteção fiável contra ataques aéreos e espaciais. Por isso, a criação de forças de defesa aeroespaciais é extremamente necessária,” ele diz.


 Sob este programa, todos os sistemas na Rússia que controlam o espaço próximo e o exterior, o espaço aéreo do país e seus aliados, bem como os de suas fronteiras, estarão integrados. Isto inclui um sistema de aviso de míssil, estações de radar no Norte da Rússia, em Murmansk, nas regiões de Leningrado e na República Komi. Isto também incluirá uma estação de radar atualmente em construção na região de Kaliningrad, estações de radar operacionais no Hantsavichy (na Bielorrússia), Armavir na região de Krasnodar, Gabala (no Azerbeijão), o Balkhash (no Cazaquistão) e perto de Irkutsk. Ele também inclui satélites com sistema de aviso de míssil espacial na órbita elíptica alta e geosíncrona, um sistema de vigilância do espaço com radar e óptico-eletrônicos complexos em diversas áreas do país e no exterior como aqueles em Nurek, no Tajiquistão.


 Além do mais, a defesa aeroespacial incluirá o DON-2N, um complexo de estação de radar único fora de Moscou, que será capaz de detectar objetos nos limites de cinco centímetros a centenas de quilômetros no ar. A estação fornece a segurança de Moscou e da região circundante inteira, e também maneja os sistemas de defesa aérea S-300 e S-400. Um sistema de defesa aérea S-500 também será criado e armado com mísseis capazes de interceptar alvos balísticos no espaço próximo. O que é importante é que os complexos sistemas de defesa antiaéreas dos distritos militares ocidentais, do sul, centrais e orientais, bem como a sua frota de aeronaves da aviação de interceptação, serão dados às forças de defesa aeroespacial para o controle operacional.


 O comando das forças aeroespaciais deve ser subordinado ao serviço dos generais. Alguns especialistas dizem que as forças de mísseis estratégicos deve se tornar uma parte das forças de defesa aeroespacial. Isto significa que se algo acontecer e um sinal do sistema de alerta de mísseis sobre um ataque à Rússia por mísseis inimigo estratégico é recebida, um contra-ataque pode ser desferido sem atraso.


 Os especialistas também estiveram discutindo e explorando como o sistema de defesa aeroespacial de Rússia pode estar integrado ao sistema de míssil anti-balístico da Europa.


 O chefe das forças espaciais disse em Abril que o sistema de defesa de mísseis anti-balístico da Rússia pode cobrir a Europa Oriental e as águas dos Mares Negro, Báltico e do Norte. “A contribuição do nosso sistema de míssil anti-balístico seria em destruir mísseis balísticos lançados em alvos na Rússia, nas regiões fronteiriças entre a Rússia e seus países vizinhos e os países europeus", disse ele. Ele esclareceu que a destruição de mísseis apontados para a Europa seria possível graças a um centro de controle militar conjunto que está sendo discutido como parte do sistema de mísseis anti-balísticos Europeu.


Fonte: http://indrus.in/articles/2011/05/11/an_umbrella_to_shield_from_space_threats_12504.html


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