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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Irã ameaça o Ocidente com o bloqueio naval de Ormuz.

O petróleo do golfo pérsico passa pelo estreito de Ormuz controlado
pelo Irã.
  O Irã ameaçou novamente barrar a navegação no estreito de Ormuz caso os países ocidentais decretem um embargo à exportação do seu petróleo. Nestes dias o Irã promove grandes manobras militares neste estreito.

 Em resultado disso, na terça-feira o preço de petróleo subiu novamente, já pela sexta vez. Este foi o período mais longo de aumento nos últimos treze meses. Os EUA, por sua vez, fizeram declarações ameaçadoras contra o Irã. O chefe do Pentágono Leon Panetta chegou a declarar que a América não se deterá ante o uso de quaisquer meios, incluindo os militares, a fim de impedir o Irã de criar as suas próprias armas nucleares. O ministro ameaçou que, se for necessário, será infligido um golpe preventivo contra alvos nucleares do Irã. Os EUA anunciaram também que pretendem liquidar a ameaça gerada pelo Irã juntamente com Israel. Isto elevou imediatamente o risco de surgimento de uma guerra nesta região. É possível que a declaração de Teerã sobre a barragem do estreito de Ormuz seja uma reação direta à posição dos EUA. Aliás, mesmo os aliados mais próximos dos EUA não aprovam muito esta posição de Washington. É sabido que, para a União Européia, a importação de petróleo do Oriente Médio é uma necessidade vital. A União Européia consome 18% do petróleo exportado pelo Irã e cerca de 40% do petróleo exportado por todos os países do Próximo Oriente. É pouco provável que Bruxelas se atreva a aprofundar a confrontação com o Irã para satisfazer Washington. Aliás, os EUA também não revelam muita vontade de se empenhar em uma guerra contra o Irã, - afirma a perita do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia Irina Fedorova.

Vista aérea do Estreito de Ormuz. Foto: www.guardian.co.uk
 Certamente, os EUA compreendem que o início de uma operação militar contra o Irã com a participação de Israel vai abrir a caixa de Pandora. As conseqüências deste ato serão totalmente imprevisíveis. Mesmo Zbigniew Brzeziński, um falcão americano, advertiu reiteradas vezes que não se pode encarar esta operação militar como algo fácil. Seria excepcionalmente estúpido pensar que vamos lançar umas bombas e iremos embora, diz ele. Não creio que os EUA iniciem operações militares contra o Irã, pelo menos, num futuro próximo.

 A perita constata também que, no caso de uma crise militar, os países do golfo Pérsico não se limitarão ao papel de meros observadores.

 Se for iniciada uma operação militar dos EUA contra o Irã, os países muçulmanos irão condenar o uso da força. Mas se o Irã barrar o estreito de Ormuz, a reação dos países da região será totalmente diferente, pois neste caso serão afetados os seus interesses petrolíferos e financeiros. No domingo, os chefes dos serviços diplomáticos do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico já discutiram em Abu Dhabi as possíveis alternativas em caso do bloqueio do estreito de Ormuz por Teerã. A sua reação será muito dura.

 Não é pela primeira vez que Teerã ameaça bloquear o estreito de Ormuz em caso de agressão ou imposição do embargo petrolífero. Quanto a suas conseqüências econômicas, este embargo será praticamente equivalente a uma intervenção militar. Note-se que Teerã dispõe de forças suficientes no plano técnico para impedir o movimento de petroleiros por esta hidrovia importante. Mas o bloqueio do estreito vai acarretar sérias perdas também para o Irã. É que o Irã controla apenas a parte norte do estreito de Ormuz, enquanto que a parte sul está sob o controle dos Emirados Árabes Unidos e de Omã. No entanto, os petroleiros e os navios que transportam gás liquefeito passam através da parte sul do estreito, controlada por Omã. Portanto, qualquer tentativa de barrar o estreito será equivalente a uma declaração de guerra aos países vizinhos. Além disso, Teerã não esqueceu a experiência triste da chamada guerra de petroleiros da década de 80 do século passado. Naquela altura, os americanos reagiram à tentativa de minar o estreito de Ormuz eliminando em poucas horas cerca de metade da Marinha de Guerra do Irã.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

França apela para diminuir as tensões e colaborar com a Rússia.

 Paris considera necessário reduzir as tensões que envolvem o emprego do escudo de míssil da OTAN na Europa (Eurodam) e colaborar com Moscou em seu desenvolvimento, anunciou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da França, Bernard Valero.

 "Acho que devemos urgentemente refrescar as mentes, é uma questão muito importante. Durante a Cúpula de Lisboa concordou em colaborar com a Rússia sobre questões relativas à defesa de mísseis e da segurança européia. Nossa prioridade é o diálogo e a cooperação com a Rússia sobre a defesa antimísseis ", disse Valero em uma entrevista coletiva em Paris.

 O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "a Guerra Fria acabou".

 De acordo com Valero, as relações com a Rússia são caracterizadas por um "espírito de confiança e colaboração".

 O presidente russo, Dmitry Medvedev anunciou quarta-feira que Moscou se reserva ao direito de não tomar nenhuma medida nova de desarmamento por causa das diferenças de opinião sobre o estabelecimento da defesa anti-míssil na Europa.

 O líder russo revelou os planos de por em serviço os radares de alerta antecipado russos em Kaliningrado, perto das fronteiras com a Polônia e a Lituânia, que são países membros da OTAN e além disso reforçar a defesa aeroespacial do arsenal estratégico nuclear.

 Ele observou ainda que há planos para equipar os sistemas de mísseis balísticos com capacidades de desviar o escudo antimísseis e anunciou que se os EUA e a OTAN não respondem às suas preocupações, a Rússia construirá no oeste e sul de seu território armas ofensivas modernas capazes de destruir o componente sistema europeu de defesa anti-mísseis.

 Ele também ameaçou com o abandono do Tratado START, o principal resultado da retomada das relações entre Moscou e Washington.

 Depois de algumas horas do pronunciamento do presidente da Rússia, os EUA responderam através do porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Tommy Vietor, que não vai mudar seus planos de implantação do sistema de defesa anti-mísseis na Europa.

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20111125/151731759.html


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Submarino russo “Yuri Dolgoruki” realiza com êxito lançamento simultâneo de dois mísseis balísticos Bulavá.


 O submarino nuclear “Yuri Dolgoruki” realizou com êxito na sexta-feira (23/12) o lançamento simultâneo de dois mísseis balísticos Bulavá a partir do Mar Branco, comunicou a RIA Novosti o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov.

 “O lançamento se realizou a partir do submarino submerso no mar até o polígono de Kura, na Península de Kamchatka. O vôo dos mísseis se realizou em regime oficial, as ogivas alcançaram o polígono na hora programada”, disse a fonte.

 Nesta prova, segundo Konashenkov, o mais importante foi ensaiar um lançamento simultâneo de dois mísseis desde seu portador oficial, o submarino nuclear “Yuri Dolgoruki”.

 Este foi o decimo oitavo lançamento do Bulavá (quarto neste ano). Os lançamentos anteriores ocorreram em 28 de junho, 27 de agosto e 28 de outubro passado, também a partir do submarino “Yuri Dolgoruki” (projeto 955 classe “Borei”). Antes, os lançamentos se realizavam desde o submarino "Dmitri Donskoi" (projeto 941U classe “Akula”).

 O ministério russo da Defesa anunciou em reiteradas ocasiões que o lançamento simultâneo será a prova decisiva do míssil Bulavá antes de incorporá-lo ao Exército junto com o submarino “Yuri Dolgoruki”, seu portador oficial.

 O míssil balístico intercontinental R30 3M30 Bulavá-30 (RSM-56, em tratados internacionais e SS-NX-30, segundo a classificação da OTAN) é um foguete de três etapas e propelente sólido lançado desde submarinos.

 O míssil tem um alcance de 8.000 quilômetros e pode portar entre 6 e 10 ogivas nucleares hipersônicas autônomas, de 100 a 150 quilotons cada uma, capazes de modificar a trajetória de vôo.

 O portador oficial do Bulavá é o submarino projeto 955 classe “Borei”. Para 2015 está prevista a construção de oito submarinos desse tipo.

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20111223/152305093.html

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O Pentágono lança ofensiva para atacar seus inimigos pela Internet.


 Dentro de 680 páginas da lei de Autorização da Defesa Nacional Aprovada ( NDAA FY 2012 ) pelo congresso durante o Ano Fiscal de 2012 estão muitas disposições que podem deixar o público americano irritado se puderem pesquisar todos os conteúdos.

 Além de estabelecer a capacidade do presidente para deter e torturar os seus próprios cidadãos indefinidamente há também numa nota muito pequena do texto que provê o comandante supremo a, de uma vez por todas, legalmente atacar os inimigos da América pela Internet.


 Sob o ato controverso da Defesa que está esperando a aprovação do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, os legisladores podem dar ao Ramo Executivo autoridade de lançar uma guerra por sobre a Internet contra qualquer nação considerada uma ameaça à América. Especificamente, a Seção 954, “as Atividades Militares no Ciberespaço,” os estados, “o Congresso afirma que o Departamento da Defesa tem a capacidade, e sobre a direção do presidente podem conduzir operações ofensivas no ciberespaço para defender a nossa nação, aliados e interesses.”



 A Casa Branca originalmente disse que vetaria a NDAA FY 2012 se fora do Capitólio, mas apenas dias antes de deixar o Congresso, o Secretário de Prensa Jay Carney disse aos meios de comunicação que os aconselhadores do presidente não recomendarão mais tal ação. Assim, a tinta do nome de Obama para o documento não lhe dará somente o poder para perseguir ataques de computador, mas também a capacidade de deter o americano indefinidamente, o uso das táticas de emprego da tortura em presos e o envio dos seus próprios cidadãos a instituições estrangeiras por acusação.


 Os EUA foram criticados desde os primeiros dias da Era da Informação por supostos ciber ataques contra poderes estrangeiros. Enquanto não houver nenhuma legislação que impeça o Congresso de conduzir uma batalha como tal, a passagem da NDAA FY2012 assegurará que mais nenhuma luta futura da Web será poupada a oposição daqueles que faltam chorar.

 Agora, diz o Diretor de Instituto de SANS Alan Paller, o Pentágono tem a “permissão explícita de fazer o que for necessário ser feito.” No Federal Times, contudo, Paller também acrescenta inflamado “isso é o que tem sido feito” pela América no passado.


 Enquanto a tensão se aperta entre os EUA e o Irã sobre o suposto programa nuclear do estado estrangeiro, algumas pessoas íntimas já sugeriram que uma ciberguerra tenha começado entre as nações. América já foi culpada por muitos por causa do vírus de computador Stuxnet que infiltrou nas redes de Teerã no ano passado. Nas últimas semanas o ataque no programa de drones do Pentágono que deixou dois artefatos tecnológicos de muitos milhões de dólares fora do controle da América vem sendo considerado como efeito de um ciber-ataque do Irã. Apesar de esta batalha entre os países se originar a ultramar ou não, o Presidente Obama pode agora legalmente arruinar com as informações publicitárias do Irã para conduzir uma ciberguerra uma vez permitida pelo Congresso.


 Como nas guerras travadas com bombas e balas, o comandante supremo ainda precisará de aprovação da Casa e do Senado antes de ir batalhar, como delineado na Resolução War Powers Resolution Act de 1972. Só neste ano, contudo, o Presidente Obama diretamente violou a legislação e desdobrou forças americanas na Líbia para ajudar em uma coalizão da OTAN para derrubar o então-líder Muammar Kaddafi. Em Junho, o discursante da Casa John Boehner, logo em seguida a Obama notificou em carta afirmando que “a Casa chega a conclusão de que você fez uma de duas determinações: você concluiu que a Resolução de Poderes de Guerra não se aplica à missão na Líbia, ou você determinou que a Resolução de Poderes de Guerra é contra a Constituição.“


 “A Casa, e o povo americano que representamos, merecem saber a determinação que você fez,” acrescentou o discursante Boehner. Aquela hostilidade, que Obama insistiu não constituir uma guerra, continuou durante meses e produziu aproximadamente 145 ataques de míssil.

 Mesmo então, foi revelado depois que o presidente tinha considerado o lançamento de uma ciberguerra contra a Líbia e derrubar Kaddafi. Um funcionário da administração de Obama que disse na condição de anônimo ao Times de Nova York em Outubro, disse que os EUA têm capacidade cibernética dentro do seu arsenal, mas disse que eles são “como a Ferrari que você guarda na garagem e só tira para a grande corrida e não somente para uma corrida em volta da cidade, a menos que nada mais possa substitui-la.” O funcionário também disse que a administração contemplou um ataque de computador sobre Osama bin Laden antes do ataque e da execução que derrubou o líder ex-al-Qaeda em maio deste ano.


 O Secretário de Defesa Leon Panetta contou numa audiência em Julho que “o próximo Pearl Harbour que confrontamos pode muito bem ser um ciber-ataque que mutilará os nossos sistemas de poder, a nossa rede, os nossos sistemas de segurança, os nossos sistemas financeiros [e] os nossos sistemas governamentais.” Desta vez, com a América está a legitimidade da iniciativa de ataques ofensivos, portanto o seguinte ataque terrorista pode ter os cumprimentos do Tio Sam.

 “Estão sendo tomadas tanto medidas defensivas como medidas agressivas para tratar com isso,” acrescentou Panetta.


Fonte: http://rt.com/usa/news/war-cyber-attack-obama-451/


Veja também:
  •  http://www.clickthrough-marketing.com/eu-cookie-law-could-cause-chaos/
  •  http://www.youtube.com/watch?v=Ye8mB6VsUHw
  •  http://blog.thinksem.com/2009/11/google-analytics-cookies.html

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Irã pretende construir um drone próprio utilizando tecnologias da aeronave americana.


O Irã rejeitou o pedido dos EUA para a devolução de sua aeronave de reconhecimento não tripulada (drone), RQ-170 Sentinel, pertencente à CIA, abatida no espaço aéreo iraniano. A primeira notícia sobre a captura do avião americano foi divulgada em 4 de dezembro pelo canal de televisão iraniano Press TV. Segundo o canal, a aeronave foi capturada graças às ações de tropas iranianas que teriam interferido no sistema de controle da aeronave, obrigando-a a pousar com danos mínimos em uma região montanhosa no leste do país, a 225 km da fronteira com o Afeganistão.



 Os EUA negam a hipótese de sua aeronave ter sido abatida pelos iranianos. Segundo fontes americanas, a aeronave simplesmente saiu da zona de controle da CIA e caiu quando o combustível acabou. Outra hipótese é que os iranianos tenham usado o sistema radioeletrônico de fabricação russa Avtobaza, entregue ao Irã em outubro passado. Esse sistema móvel se destina à busca de alvos emissores de radiofrequência, incluindo radares que fazem parte de aeronaves como o drone americano. Ainda assim, não está claro como os iranianos conseguiram interferir no controle da aeronave.



 A queda do drone americano foi a segunda grande falha da CIA nos últimos meses. No final de novembro passado, Parviz Sorouri informou que 12 agentes da CIA, que supostamente planejavam atacar instalações militares e nucleares iranianas com a ajuda de Israel, foram detidos no país. Anteriormente, havia sido divulgada a informação sobre a exposição de uma rede de espiões americanos no Líbano e Irã.

Especialistas iranianos observam características da aeronave.
 Os iranianos não tardaram a tirar proveito do fato. Segundo disse o vice-presidente do comitê de segurança nacional e política externa do Irã, Hossein Ebrahimi, em entrevista ao canal Press TV, os especialistas iranianos pretendem construir um drone próprio utilizando as tecnologias usadas na aeronave americana.

 Segundo tudo leva a crer, o avião espião colhia informações sobre as instalações militares e nucleares do Irã, que constituem uma grande dor de cabeça para os americanos desde a divulgação do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Segundo o The Wall Street Journal, o governo dos EUA examinou seriamente a hipótese de uma operação de resgate de sua aeronave com o envolvimento de comandos, mas desistiu e deu preferência aos métodos diplomáticos.



 De acordo com o Los Angeles Times, o secretário de defesa, Leon Panetta, e a secretária de estado, Hillary Clinton, duvidam da possibilidade de receber de volta a aeronave americana. Teerã parece ter assumido uma posição de linha dura em relação aos EUA. O representante do Irã na ONU, Mohammad Khazaee, chamou de ato de agressão a invasão do espaço aéreo iraniano pela aeronave americana e apresentou a respectiva queixa ao secretário-geral Ban Ki-moon, ao Conselho de Segurança e à Assembléia Geral das Nações Unidas. O destino do milagre tecnológico caído nas mãos dos iranianos parece estar decidido. Em entrevista à agência iraniana ISNA, o ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, declarou a aeronave americana propriedade da República Islâmica.



RQ-170 Sentinel.

A aeronave não tripulada stealth RQ-170 Sentinel é fabricada pela empresa Lockheed Martin e é um dos aviões mais secretos em serviço da Forças Armadas dos EUA.

A besta de Kandahar, o RQ-170 Sentinel.
  É utilizado pelos americanos no Afeganistão desde 2007. Mesmo assim, os EUA se recusaram a reconhecer sua existência até 2009.

 As especificações da aeronave são desconhecidas. Sabe-se, entretanto, que sua fuselagem tem um revestimento especial que lhe permite escapar da detecção por radares.

Segundo o ministro da Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, a aeronave pesa entre 3.500 e 3.600 kg.

Fonte: 
http://gazetarussa.com.br/articles/2011/12/15/ira_rejeita_pedido_dos_eua_para_devolver_aeronave_capturada_12898.html

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

China programa importantes manobras militares perto do Paquistão para conter as ameaças dos EUA.

Alcance dos mísseis anti-navio DF-21D da China.

Autor: Joseph Watson and Yi Han

O exército chinês  tem realizado manobras militares de grande importância perto do Paquistão para responder ao aumento das tropas americanas na região, já que um alto funcionário do governo chinês advertiu que qualquer ameaça ao Paquistão seria considerada como uma ameaça direta à China.

Citando um informe da televisão central chinesa Junshija, um funcionário anônimo do governo advertiu que “qualquer ameaça para o Paquistão é uma ameaça para a China”, em resposta ao crescimento de hostilidades que Estados Unidos e OTAN dirigiram em direção ao Paquistão, ocasião em que a OTAN matou a 26 soldados paquistaneses a semana pasada.

 O Paquistão tem respondido ao ataque aéreo fechando sua fronteira com o Afeganistão impedindo assim que os abastecimentos cheguem ao país ocupado pelos Estados Unidos.

Sistema Wanshan WS2400 (8x8) com mísseis DF-11.
Foto: www.militaryphotos.net
 Segundo o informe, os Estados Unidos estão concentrando tropas na fronteira paquistanesa em um ato de agressão que a China vê como um ataque direto ao aliado Paquistão. Em resposta a esta situação, a China enviou recentemente no noroeste da meseta, próximo ao Paquistão, grande parte do segundo regimento de artilharia do exército Popular de Liberação (EPL) com sofisticados DF-21C e mísseis táticos de curto alcance DF-11 com a finalidade de realizar exercícios militares importantes cuja meta é mostrar a “atitude da China sobre o que diz respeito a ameaça dos Estados Unidos ao Paquistão”.

 Os exercícios aconteceram de 14 a 27 de novembro e envolveram tropas paquistanesas. Estas informações provêem de várias fontes de noticias chinesas.

 O informe foca especialmente a posição da China afirmando que sua aliança com o Paquistão representa uma “fraternidade” e que a “China nunca estará em paz se o Paquistão se perder”.

 “A nível militar, a China levará a cabo importantes exercícios de combate no deserto do Paquistão o 16”, declara o informe traduzido. “América sempre desejou o Paquistão, especialmente nos últimos anos. Enquanto a guerra americana se prolonga no Afeganistão e as ações militares contra a determinação do Irã se fazem cada vez mais prováveis, a ameaça de confrontação com a China aumentam também, e o Paquistão é o lugar para Estados Unidos obterem uma vantagem militar estratégica e geográfica”.

 Como informado anteriormente, enquanto que a retórica da mídia chinesa em língua inglesa fala de hostilidades sobre o Paquistão e o Irã de maneira moderada, os debates que ocorrem na China se fazem de maneira muito mais bélica.



Representação artística dos sistemas de mísseis chineses DF-11.
Foto: www.redsys.ru
 Em resposta a uma crescente hostilidade ocidental sobre o Irã, o General Zhang Zhaozhong comentou que a “China não duvidará em proteger ao Irã, inclusive sem desencadear-se uma terceira guerra mundial”. Estes comentários provocam muitos debates na China.

 O tema do Irã se discute também no informe dos meios de comunicação chineses. Não se recomenda nenhuma ação militar ocidental no Irã. A China quer exercer uma pressão para este propósito através da demostração de força das suas recentes manobras militares. O embaixador chinês na ONU advertiu ao diretor geral da IAEA, Yukiya Amano, a não criar provas “sem fundamento” para justificar um ataque contra o Irã objetivando deter seu polêmico programa nuclear.


Fonte: http://www.mondialisation.ca/index.php?context=va&aid=27999


EUA e Rússia realizarão simulado anti-terrorista em solo americano.

 Grupos de operações especiais de EUA e Rússia realizarão em maio simulado anti-terrorista em território norte-americano, comunicou hoje o coronel Alexandr Kucherenko, o porta-voz das tropas russas de desembarque aéreo.

 “O território dos EUA foi escolhido como cenário a estes exercícios conjuntos que ocorrerão na segunda quinzena de maio de 2012”, disse Kucherenko.

 Acrescentou que cada parte estará representada por uma unidade de desembarque aéreo e operações especiais, mais chefes militares.

 O objetivo básico do simulado é estimular a interação em operações conjuntas. Militares norte-americanos e russos participarão juntos de um curso de instrução militar, realizarão saltos em para-quedas e competições uns com os outros em um concurso desportivo.

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20111216/152246057.html

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ocidente surpreende-se com resolução da Rússia sobre a questão síria.


 As discussões no Conselho de Segurança da ONU sobre a questão do confronto armado entre a oposição síria e as forças do governo poderão sair, em breve, do ponto morto, graças à Rússia. Moscou propôs a sua versão do projeto de resolução. Como disse o representante da Rússia na ONU, Vitaliy Tchurkin, o texto mostra a necessidade de acabar com o derramamento de sangue. Os países do Ocidente nem sequer esconderam o fato de a inciativa russa os ter surpreendido e admitiram que o novo projeto poderá ser a base de uma declaração do Conselho de Segurança.

 O conflito armado entre as forças do governo da Síria e a oposição dura há quase um ano. De acordo com dados de organizações humanitárias, já morreram mais de 5 mil pessoas. Durante este ano, na ONU têm ocorrido debates ferozes sobre os métodos de resolução do problema deste país do Oriente Médio. Os países do Ocidente mantêm a sua posição de imposição de severas sanções contra o regime de Bashar Assad e não excluem a possibilidade de uma intervenção militar, de acordo com o cenário líbio. A UE e os EUA já impuseram sanções unilaterais contra Damasco. A Rússia, no entanto, quer que o problema seja resolvido por meios diplomáticos e políticos. E, durante várias vezes, o Conselho de Segurança se deparava com este impasse, onde a UE e os EUA faziam as suas propostas e a Rússia, juntamente com a China, vetavam-nas. E agora Moscou apresentou um documento de compromisso. Ele condena as ações tanto do governo sírio, quanto da oposição. O documento pede que ambas as partes renunciem da violência. A Secretária de Estado dos EUA, Hilary Clinton, já disse que está pronta para negociar o projeto de resolução russo.

 Nós acreditamos que podemos trabalhar neste projeto juntamente com os russos, que pela primeira vez admitiram que a situação da Síria deve ser revisada pelo Conselho de Segurança. Nós não concordamos com os meios russos de resolver a situação, mas acreditamos em um diálogo construtivo. O especialista do Centro de Segurança Internacional Vladimir Sotnikov acredita que o projeto russo foi feito para evitar um cenário como o da Líbia.

 Hoje, ao redor da Síria está sendo criada uma situação que poderá resultar em uma segunda versão líbia. De fato, podemos falar sobre um aumento da tensão no país: o governo não tem outra escolha a não ser se envolver em um conflito armado contra a coalisão dos países do ocidente. Eu acho que Moscou entende isso muito bem e agora tenta impedir uma evolução negativa da situação.

 Os especialistas tanto da Rússia, quanto do Ocidente, acreditam que a inciativa de Moscou deverá fazer com que as negociações no Conselho de Segurança da ONU saiam do ponto morto. A opinião é do especialista do Instituto de Estudos Orientais, Boris Dolgov.

 Acho que esta é a única saída deste impasse, pois sabemos que os países líderes do Ocidente e a OTAN tentam convencer o Conselho de Segurança a condenar o governo sírio, o que, de fato, daria sinal verde para o começo de mais um cenário igual ao da Líbia, ou seja, o bombardeamento da Síria. Já a proposta russa condena a violência de ambas as partes e não prevê uma intervenção militar vinda do exterior. O projeto de resolução russo é um apelo ao fim imediato da violência por ambas as partes.

 Na proposta russa não há nenhuma palavra sobre sanções. O representante russo na ONU, Vitaliy Tchurkin, reiterou a posição de Moscou, que várias vezes já disse que sanções são um meio contraprodutivo de resolver os problemas.

Fonte:  http://portuguese.ruvr.ru/2011/12/16/62363180.html

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Agora com 24 satélites, sistema de navegação russo pode competir com o GPS em escala global.


 O grupo de satélites Glonass operou com sucesso durante vários anos. Composto por 18 satélites, seu antigo sistema era suficiente para cobrir o território da Rússia. Agora, sua cobertura recebeu o reforço de mais seis satélites e abrange o mundo inteiro, competindo com o sistema americano de navegação por satélite GPS.

 “A Rússia pode fornecer a soberania de navegação também a outros países, interessados em reduzir os riscos do uso apenas do sistema americano. Não é segredo nenhum que os Estados Unidos, se necessário, podem desligar o sinal de GPS em qualquer território. A presença de um segundo sistema mundial reduz os riscos políticos para os demais países. Os Estados que se consideram atores na política mundial podem assinar um acordo com a Rússia e ganhar independência em relação ao GPS americano”, diz o especialista da operadora NIS Glonass, Andrêi Ioni.

 As autoridades de Moscou pretendem em 2013 equipar obrigatoriamente os veículos de transporte público com aparelhos Era-Glonass, que funcionam à base de chips de sistema duplo. No caso de um acidente, o aparelho pode imediatamente transmitir as coordenadas do veículo, facilitando o socorro de vítimas. Além disso, os ônibus serão capazes de transmitir dados sobre sua localização aos usuários, permitindo estimar seu tempo de chegada nos pontos de parada.

Mentalidade da Guerra-Fria impede a cooperação entre a Rússia e a Europa.



 A cooperação entre a Rússia e a Europa tem sido dificultada pela mentalidade herdada da época de guerra fria, anunciou nesta quinta-feira (15/12), o primeiro-ministro Vladimir Putin, questionado em direto pelo 1 o canal de TV. Em sua opinião, o maior país do mundo ocidental – os EUA – tem assumido uma atitude dúbia em relação ao potencial nuclear da Rússia.

 Para Putin, este é um erro crasso cometido pelos EUA que querem primeiro privar a Rússia dos seus arsenais de armas atômicas e só depois vir a encará-la como um parceiro eventual. No parecer dele, tal enfoque não permite que a Europa possa trabalhar com a Rússia na qualidade de um aliado potencial. Todavia, Putin manifestou-se confiante que a integração no espaço euro-asiático seria vista como indispensável e inevitável.

 O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse hoje num contato televisivo com espectadores que a Rússia não irá estruturar a sua política externa como se estivesse rodeada por adversários.Para o chefe do governo, o mundo multipolar se tornou muito mais complicado do que o bipolar. Debruçando-se sobre esta tese, enfatizou que as pessoas estão cansadas da ditadura de um país. Por vezes, tem-se a impressão que os EUA não precisam de aliados, mas sim de vassalos, adiantou, ressalvando que a Rússia manterá relações com os EUA, já que a sociedade americana não quer desempenhar um papel de gendarme mundial.

Fonte: Voz da Rússia

O estado americano do medo ameaça a humanidade e impede a paz.

Protestos no Paquistão contra os ataques de drones dos EUA.
 A humanidade enfrenta a mais grave crise de civilização da sua história. Ela difere de outras, anteriores, por ser global, afetando a totalidade do planeta. É uma crise política, social, militar, financeira, econômica, energética, ambiental, cultural. 

O homem realizou nos últimos dois séculos conquistas prodigiosas. Se fossem colocadas a serviço da humanidade, permitiriam erradicar da Terra a fome, o analfabetismo, as guerras, abrindo portas a uma era de paz e prosperidade. 

Mas não é o que acontece. Uma minoria insignificante controla e consome os recursos naturais existentes e a esmagadora maioria vive na pobreza ou na miséria. 

O fim da bipolaridade, após a desagregação da URSS, permitiu aos Estados Unidos adquirir uma superioridade militar, política e econômica enorme que passou a usar como instrumento de um projeto de dominação universal. As principais potências da União Europeia, nomeadamente o Reino Unido, a Alemanha e a França tornaram-se cúmplices dessa perigosa política. 




 O sistema de poder que tem o seu pólo em Washington, incapaz de encontrar solução para a crise do seu modelo, inseparável da desigualdade social, da sobre-exploração do trabalho e do esgotamento gradual dos mecanismos de acumulação, concebeu e aplica uma estratégia imperial de agressão a povos do chamado Terceiro Mundo. 

Em guerras ditas de baixa intensidade, promovidas pelos EUA e seus aliados, morreram nos últimos sessenta anos mais de trinta milhões de pessoas. Algumas particularmente brutais, definidas como "preventivas" visaram o saque dos recursos naturais dos povos agredidos. 

Reagan criou a expressão "o império do mal" para designar a URSS no final da guerra fria. George Bush pai vulgarizou o conceito de "estados canalhas" para satanizar países cujos governos não se submetiam às exigências imperiais. Entre eles incluiu o Irã, a Coréia do Norte, a Líbia e Cuba. 




 Em Setembro de 2001, após os atentados que destruíram o World Trade Center e demoliram uma ala do Pentágono, George W. Bush (o filho) utilizou o choque emocional provocado por esse trágico acontecimento para desenvolver uma estratégia que fez da "luta contra o terrorismo" a primeira prioridade da política norte-americana. 

Uma gigantesca campanha midiática foi desencadeada, com o apoio do Congresso, para criar condições favoráveis à implantação da política defendida pela extrema-direita. Segundo Bush e os neocon, "a segurança dos EUA" exigia medidas excepcionais na esfera internacional e na interna. 




 Os grandes jornais, as cadeias de televisão, as rádios, explorando a indignação popular e o medo, apoiaram iniciativas como o Patriot Act que suspendeu direitos e garantias constitucionais, legalizando a prática de crimes e arbitrariedades. A irracionalidade contaminou o mundo intelectual e até em universidades tradicionais professores progressistas foram despedidos e houve proibição de livros de autores célebres. 

A campanha adquiriu rapidamente um caráter de caça às bruxas, com perseguições maciças a muçulmanos. Uma vaga de anti-islamismo varreu os EUA, com a cumplicidade das grandes mídias. O Congresso legalizou a tortura. 




 No terreno internacional, o povo do Afeganistão foi a primeira vítima da "cruzada contra o terrorismo". Os EUA, a pretexto de que o governo do mullah Omar não lhe entregava Bin Laden – declarado inimigo numero um de Washington – invadiu, bombardeou e ocupou aquele pais. 

Seguiu-se o Iraque após uma campanha de desinformação de âmbito mundial. O Governo de Bagdad foi acusado de acumular armas de extermínio massivo e de ameaçar portanto a segurança dos EUA e da Humanidade. A acusação era falsa, como se provou mais tarde, e os EUA não conseguiram obter o apoio do Conselho de Segurança. Mas, ignorando a posição da ONU, invadiram, vandalizaram e ocuparam o país. Inicialmente contaram somente com o apoio do Reino Unido. 

Crimes monstruosos foram cometidos no Afeganistão e no Iraque pelas forças de ocupação. A tortura de prisioneiros no presídio de Abu Ghrabi assumiu proporções de escândalo mundial. Ficou provado que o alto comando do exército e o próprio secretário da Defesa, Donald Rumsfeld tinham autorizado esses atos de barbárie. Mas a Justiça norte-americana limitou-se a punir com penas leves meia dúzia de torcionários.



 Simultaneamente, milhares de civis, acusados de "terroristas" -muitos nunca tinham sequer pegado numa arma – foram levados para a base de Guantanamo, em Cuba, e para cárceres da CIA instalados em países da Europa do Leste. 

As Nações Unidas não somente ignoraram essas atrocidades como acabaram dando o seu aval à instalação de governos títeres em Cabul e Bagdad e ao envio para ali de tropas de muitos países. No caso do Afeganistão, a OTAN, violando o seu próprio estatuto, participa ativamente, com 40 mil soldados, da agressão às populações. Dezenas de milhares de mercenários estão envolvidas nessas guerras. 




 Em ambos os casos, Washington sustenta que essas guerras preventivas representam uma contribuição dos EUA para a defesa da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e da paz e foram inspiradas por princípios e valores éticos universais. O presidente Barack Obama, ao receber o Premio Nobel da Paz em Oslo, defendeu ambas, num discurso farisaico, como serviço prestado à humanidade. Isso no momento em que decidira enviar mais 30 mil soldados para a fogueira afegã. 

Os fatos são esses. Apresentando-se como líder da luta mundial contra o terrorismo, o sistema de Poder dos EUA faz hoje do terrorismo de Estado um pilar da sua estratégia de dominação. 

A criação de um exército permanente na África – o Africom – os bombardeamentos da Somália e do Iêmen, a participação na agressão ao povo da Líbia inserem-se nessa politica criminosa de desrespeito pela Carta da ONU. 




 Mas a ambição de poder absoluto de Washington é insaciável. 

O Irã, por não capitular perante as exigências do sistema de Poder hegemonizado pelos EUA, é há anos alvo permanente da hostilidade dos EUA. Washington tem saudades do governo vassalo do Xá Pahlevi e cobiça as enormes reservas de gás e petróleo iranianas. 

A campanha de calúnias, apoiada pela mídia Ocidental, repete incansavelmente que o Irã enriquece urânio para produzir armas atômicas. A acusação é gratuita. A Agencia Internacional de Segurança Atômica não conseguiu encontrar qualquer indício de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com fins militares. O presidente Ahmanidejah, aliás, de acordo com o Brasil e a Turquia, numa demonstração de boa fé, propôs-se a enriquecer o urânio no exterior. Mas essa proposta logo foi recusada por Washington e pelos aliados europeus.



 Sobre as armas nucleares de Israel, obviamente, nem uma palavra. Para os EUA, o Estado de Israel, responsável por muitos crimes contra os povos do Líbano e da Palestina, é uma democracia exemplar e o seu melhor aliado no Médio Oriente. 

O agravamento das sanções que visam estrangular economicamente o Irã é acompanhado de declarações provocatórias do Presidente Obama e da secretária de Estado Clinton, segundo as quais "todas as opções continuam em aberto", incluindo a militar. Periodicamente jornais influentes divulgam planos de hipotéticos bombardeamentos do Irã, ou pelos EUA ou por Israel, sem excluir o recurso a armas nucleares táticas. O objetivo é manter a tensão na guerra não declarada contra um pais soberano. 




 Lamentavelmente, uma parcela importante do povo dos EUA assimila as calúnias anti-iranianas como verdades. A maioria dos estado-unidenses desconhece a gravidade e complexidade da crise interna. A recente elevação do teto da dívida pública de mais de 14 bilhões de dólares para 16 bilhões – total superior ao PIB do pais – é, porém, reveladora da fragilidade do gigante que impõe ao mundo uma politica de terrorismo de estado. 




 Entretanto, o discurso oficial, invocando os "pais da Pátria", insiste em apresentar os EUA como o grande defensor da democracia e das liberdades, vocacionado para salvar a humanidade. 

Sem o controle pelo grande capital da esmagadora maioria dos meios de comunicação social e dos áudio visuais, pelo sistema de poder imperial, a manipulação da informação e a falsificação da História não seriam possíveis. Um instrumento importante nessa politica é a exportação da contra-cultura dos EUA, país -- registe-se -- onde coexiste com a cultura autêntica. 




 A televisão, o cinema, a imprensa escrita e, hoje, sobretudo a Internet cumprem um papel fundamental como difusores dessa contra cultura que nos países industrializados do Ocidente alterou profundamente nos últimos anos a vida quotidiana dos povos e a sua atitude perante a existência. 

A construção do homem formatado tem seu princípio na infância e exige uma ruptura com a utilização tradicional dos tempos livres. O convívio familiar e com os amigos é substituído por ocupações lúdicas frente à TV e ao computador, com prioridade para jogos violentos e filmes que difundem a contra cultura com prioridade para os que fazem a apologia das Forças Armadas dos EUA. 




 A contra-cultura atua intensamente no terreno da música, da canção, das artes plásticas, da sexualidade. A contra-música que empolga hoje multidões juvenis é a de estranhas personagens que gritam e gesticulam, exibindo roupas exóticas, berrantes em gigantescos palcos luminosos, numa atmosfera ensurdecedora, em rebeldia abstrata contra o vácuo. 

O jornalismo degradou-se. Transmite a imagem de uma falsa objetividade para ocultar que a mídia jornalística a serviço da engrenagem do poder insistem, com poucas exceções, em justificar as guerras americanas como "cruzada anti-terrorista" em defesa da humanidade porque os EUA, nação predestinada, batalhariam por um mundo de justiça e paz. 

É de justiça assinalar que um número crescente de cidadãos americanos denunciam essa estratégia de Poder, exigem o fim das guerras na Ásia e lutam em condições muito difíceis contra a estratégia criminosa do sistema de poder. 

Nestes dias em que se multiplicam as ameaças ao Irã, é minha convicção de que a solidariedade atuante com o seu povo se tornou um dever humanista para os intelectuais progressistas. 




 Visitei o Irã há cinco anos. Percorri o país de Chiraz ao Mar Cáspio. Escrevi sobre o que vi e senti. Tive a oportunidade de verificar que é falsa e caluniosa a imagem que os governos ocidentais difundem do país e da sua gente. Independentemente da minha discordância de aspectos da politica interna iraniana nomeadamente os referentes à situação da mulher - encontrei um povo educado, hospitaleiro, generoso, amante da paz, orgulhoso de uma cultura e uma civilização milenares que contribuíram decisivamente para o progresso da humanidade. 

Para mim o Irã encarna muito mais valores eternos da condição humana do que a sociedade norte americana, cada vez mais robotizada.

autor: Miguel Urbano Rodriguez


Porto, Portugal, 10/Agosto/2011


O original encontra-se em http://www.odiario.info/?p=2178


Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=26148

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Graças ao Google base de testes de drones secreta é revelada ao público.

Militares iranianos observam drone dos EUA derrubado no país.
 A rede Flight Global, que oferece novidades do mundo da aviação, publicou fotos de satélite do recurso Google Maps que revelam supostamente a localização da base aérea secreta de Yucca Lake, no Estado de Nevada, Estados Unidos, onde se realizam testes de equipamentos não tripulados, inclusive o RQ-170, comunicou a rede de televisão Fox News.

 Segundo informação do canal um coronel da Força Aérea Americana, Cedric Leighton, nas fotos aparecem equipamentos não tripulados Reaper e Predator, mas nessa mesma base se realizam também os testes dos aviões não tripulados RQ-170 Sentinel.

 “Google traz ao domínio público o que antes era somente de conhecimento dos militares e serviços secretos”, comunicou Leighton, explicando que o mais interessado nessa informação é o Irã, pois pode a saber como os Estados Unidos realiza os vôos de reconhecimento.

 O coronel disse que o Google tem o direito a insertar tais fotos, mas deve abstenr-se das ações que revelem segredos militares. A companhia Google se absteve de comentar esta declaração.

 A imprensa iraniana informou há pouco que no início de dezembro foi derriubado e caiu para o domínio dos militares da Irã um RQ-170 que realizava vôo sobre a parte oriental da República Islâmica.

 As redes de televisão nacionais do Irã mostraram na semana passada o RQ-170 abatido. Segundo a agência iraniana Fars, o aparelho estava dotado de novíssimos sistemas de seguimento visual, meios eletrônicos de comunicação e radiolocalização.

 A companhia de televisão norte-americana NBC comunicou que o RQ-170 foi utilizado para o interesse da CIA, com a finalidade de obter informação sobre as instalações nucleares do Irã.

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20111212/152189857.html

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Os Estados Unidos realizam missões com aviões Predator no Iêmen.

Sistema de navegação GLONASS faz a cobertura total da Terra.

 A partir de 8 de dezembro de 2011 o sistema russo de posicionamento e navegação GLONASS já cobre 100% da superfície terrestre, comunicou Alexandr Zubajin, portavoz da empresa Sistemas Espaciales de Rússia, o RKS como é sua abreviação em russo.


 “Às 9.00 a.m. hora Moscow (5.00 GMT) entrou em serviço o primeiro dos três satélites de navegação lançados em 4 de novembro. A frota orbital russa GLONASS já inclui, por tanto, 24 satélites operacionais que garantem a cobertura de toda a superficie terrestre”, declarou Zubajin.


 Esses equipamentos vão se somar a outros três que entrarão em serviço mais tarde; dois encontram-se em manutenção; um, em fase de testes; e outro ainda na reserva, sendo assim o número total se eleva a 31.


 Este ano a Rússia lançou seis satélites de navegação da série Glonass.


 Em serviço desde 1993, o GLONASS permite determinar com uma precisão de até um metro o posicionamento e a velocidade dos meios de transporte marítimo, aéreo ou terrestre, assim como das pessoas. Aos usuários russos e estrangeiros lhes proporciona acesso gratuíto e ilimitado aos sinais de navegação civis do sistema.

Fonte: http://sp.rian.ru/science_technology_space/20111208/151923605.html

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Japão lança com êxito satélite para espionar seus vizinhos.

 O Japão lançou ontem dia 12 o novo satélite espião Radar-3, informou a Agência aeroespacial niponica JAXA.

 O aparelho, que se encarregará de repassar dados sobre a Coréia do Norte, foi lançado ao espaço desde o cosmódromo de Tanegashima, no sudeste do país, levado pelo foguete propulsor H-2A.

 Em setembro passado, o Japão pôs em órbita um equipamento espacial de características similares, denominado Kogaku-4 e desenvolvido pela Mitsubishi Heavy Industries, semelhante ao Radar-3.

 Segundo previsões os “espías espaciais” apoiados por satélites radares tomarão fotos de objetos terrestres da Coréia do Norte e vigiarão suas atividades militares.

 O Radar-3, cujo desenvolvimento e lançamento tiverão um custe de 650 milhões de dólares, é capaz de fotografar imágens de alta resolução inclusive durante a noite e em condições climáticas adversas.

Fonte: http://sp.rian.ru/science_technology_space/20111212/152185755.html


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O escudo de míssil de EUA-OTAN dirigido contra a Rússia cria nova Corrida Armamentista.











Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=28091

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Rússia ameaça bloquear rotas de abastecimento da OTAN.

Depois de bloqueada a rota de suprimentos militares do Paquistão
em 2010, agora a Rússia ameaça deixar a OTAN com pouca opção de
outra via de abastecimento às suas tropas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Novos meios para vigiar a América Latina: você vai querer saber disso.

por J. Patrice McSherry

O novo projeto de supercomputadores está sob responsabilidade de um organismo pouco conhecido, Intelligence Advanced Research Projects Activity (IARPA), que funciona sob a orientação do diretor da Inteligência Nacional dos E.U.A.


 O governo dos Estados Unidos, com o apoio técnico de algumas universidades norte-americanas, quer utilizar a informação “pública” que os usuários colocam no Facebook, Twitter, páginas de web, webcams, blogs e outras mídias sociais para acumular uma enorme base de dados com o propósito de preceder tanto as crises políticas, ou seja, revoluções, instabilidade ou distúrbios sociais, como crises econômicas. Semelhante ao Projeto Camelot dos anos 60, este projeto de vigilância e espionagem estará dirigido a América Latina.



 O projeto copiará, automaticamente, por meio de supercomputadores, dados de 21 países da América latina, por um período de três anos que começaria em 2012. Existe um projeto similar para o Afeganistão, patrocinado por Darpa (organização “irmã” militar, do Pentágono) para identificar redes sociais de potenciais terroristas neste país.

 Em 1964, o Escritório de Investigação e Desenvolvimento do exército dos Estados Unidos patrocinou o Projeto Camelot, que foi um esforço de recompilação de informação no contexto da estratégia de contrainsurgência. O Projeto Camelot foi concebido, originalmente, para ter uma vasta cobertura, abarcando países em todo o mundo em desenvolvimento. No entanto, o projeto foi implementado somente no Chile e não por muito tempo.



 Os objetivos declarados do projeto eram “desenhar procedimentos para avaliar a potencialidade de que se desenvolver uma guerra interna no interior das sociedades nacionais” e “identificar... aquelas ações que um governo pudesse desenvolver para mitigar as condições favoráveis a ela”. Por baixo da camuflagem oferecida por um projeto universitário de ciências do comportamento, que se encontrava no Escritório de Investigação de Operações Especiais da Universidade Americana (financiada pelo exército), Camelot era um projeto encoberto de inteligência. Um general do exército norte-americano afirmou que tal projeto “nos ajudaria a preceder a utilização potencial do exército dos Estados Unidos em qualquer número de casos aonde a situação se descontrolasse”.

 No Chile, o projeto Camelot foi apresentado como uma pesquisa acadêmica, escondendo-se sua relação com o Pentágono. Os investigadores pesquisaram os chilenos de todos os setores da sociedade para estabelecer suas crenças políticas, seu compromisso com a democracia e outra informação pessoal e política. Segundo uma chilena que foi entrevistada, cada pessoa foi logo fixada em categorias em conformidade com o nível de perigo ou de “potencial subversivo”. Quando esta pessoa tratava posteriormente de obter um visto aos Estados Unidos, as autoridades dos Estados Unidos tinham um arquivo completo sobre ela, com toda a informação supostamente confidencial que ela havia colocado no formulário.



 As bases de dados de Camelot também foram utilizadas para a guerra psicológica. Serviram para influenciar nas atitudes políticas e, de essa maneira, a manipular certas eleições chaves. A CIA digitalizou os dados coletados por Camelot e os analizou e utilizou para produzir assustadores anúncios anticomunistas durante a campanha eleitoral de 1964 de Eduardo Frei, candidato demócrata cristão, contra o esquerdista Salvador Allende. Por exemplo, era dito às mulheres que se Allende fosse eleito, seus filhos seriam enviados a Cuba e seus esposos a campos de concentração. A natureza contra-insurgente do Projeto Camelot foi descoberta pelo governo chileno e foi encerado em 1965, depois de ouvir tanto no Congresso do Chile como no dos Estados Unidos.

 Não é a primeira vez que na época recente o governo dos E.U.A. tem acumulado grande quantidade de dados em projetos de data mining (extração massiva de dados). Durante a administração de George Bush, a National Security Agency começou a extração de dados de milhões de cidadãos dos Estados Unidos – das chamadas telefônicas, correios eletrônicos (emails), fax e outras fontes – num programa secreto sem autorização judicial, supostamente para descobrir e vigilar potenciais integrantes de redes terroristas. Tal administração também tratou de implementar outro enorme projeto, que se chamou Total Information Awareness, para acumular uma base de dados para buscar padrões de conduta ou tendências nos correios, chamadas telefônicas, transações financeiras, informação de vistos, etc, supostamente para identificar inimigos. Este programa foi rejeitado pelo Congresso depois de produzir uma reação muito negativa no público.



 Este tipo de projeto tem implicâncias sumamente preocupantes para os cidadãos, tanto da América latina como dos Estados Unidos e qualquer outro país. É o ponto de partida para uma vigilância em massa de toda a população, através de sua vida pessoal e social, violando sua liberdade pessoal e seus direitos. A ideia de que organizações de inteligência e militares estejam vigiando e seguindo os passos dos cidadãos – todos sob suspeita – para predizer atos de violência no futuro é autoritário e orwelliano, e evoca a doutrina de segurança nacional. O equipamento da segurança nacional norte-americano parece estar se estendendo e ampliando-se fora de controle, com projetos cada vez mais intrusivos e antidemocráticos. Agora que os cidadãos em muitos países estão cada vez mais indignados com os respectivos sistemas e recorrem a atos de protesto para impor as mudanças econômicas, sociais e políticas, se faz necessário conhecer e desafiar este tipo de projeto.

Autora: J. Patrice McSherry, Diretora do Programa de Estudos sobre a América latina e o Caribe em Long Island University, Brooklyn. Autora de: Los Estados Depredadores: Operación Cóndor y la Guerra Encubierta en América Latina.

Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=27426

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